10 erros gramaticais comuns · JC Concursos

Vai participar do Enem 2019? Confira algumas dicas para evitar erros gramaticais comuns

O português possui regras gramaticais complexas, cheias de detalhes e particularidades que fazem a nossa língua ser considerada tão única. Alguns erros costumam ser praticamente imperceptíveis, principalmente se considerarmos a diferença entre oralidade e escrita. Listamos, neste post, 10 erros gramaticais muito comuns, para que você não corra o risco de cometê-los na redação e garanta uma boa nota na competência 1, que avalia o bom domínio da modalidade escrita. Confira:

1. MAU x MAL

Foi mal ou mau na prova de matemática?

O correto é mal, que é um advérbio de modo, não varia, e seu antônimo é a palavra bem. Portanto, “foi mal na prova de matemática, mas muito bem na de português!” Mau é um adjetivo, portanto, varia de acordo com gênero e número (maus, má, más) e seu antônimo é bom.

Ex.: Apesar de todos saberem que ele é um mau caráter, foi muito bom ao oferecer ajuda.

2. MAS x MAIS

Pronunciamos quase da mesma forma, mas essas duas palavras têm sentidos bem diferentes. Mas é uma conjunção adversativa, portanto, introduz uma ideia contrária à que foi dita anteriormente.

Ex.: Disse que chegaria cedo, mas atrasou.

Mais é um advérbio de intensidade, seu antônimo é a palavra menos. Indica a soma ou a quantidade de algo.

Ex.: Ele é o irmão mais velho. / Disse que viriam mais de seis amigos de uma vez só!

3. O USO DOS PORQUÊS

Temos quatro “porquês” diferentes na língua. Sim! Mas apesar de parecer confuso demais, não é! Veja: Porque → juntinho e sem acento equivale a explicação ou resposta. Pode ser substituído por “pois”. Ex.: Não foi bem na prova porque não teve tempo de estudar.

Porquê → juntinho e com acento equivale a razão, motivo. Ele vira um substantivo e, por isso, pede um artigo antes. Ex.: Não sabemos o porquê de tanta confusão.

Por que → separado e sem acento só vem no início de frases interrogativas ou substituindo a expressão “pelo(a) qual”. Ex.: Por que não me avisou que faltaria?

Por quê → separado e com acento só aparece no final das frases. Ex.: Ela não foi trabalhar por quê?

4. PERCA x PERDA

Os parônimos “perca” e “perda” geram muitas dúvidas quanto ao uso e não podem ser confundidas. Veja abaixo uso correto:

Perca é a flexão do verbo “perder”. Ex.: Não perca o ônibus! (3ª pessoa do singular do imperativo) Espero que o Luís não perca essa oportunidade! (3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo)

Perda é um substantivo, que significa deixar de possuir algo. A palavra admite artigos, pronomes ou numerais antes. Ex.: A perda daquela família foi maior do que imaginávamos.

5. ATRAVÉS

A não ser que você queira dizer que algo, literalmente “atravessou”, o ideal é que se use a expressão por meio ou por intermédio.

Ex.: O governo deve impedir que o problema persista, por meio de investimentos na área.

6. TEM x TÊM

O acento diferencial na palavra “tem” diz respeito ao singular e plural de uso no presente do indicativo.

Ex.: Ele tem. Eles têm.

7. AJA x HAJA

Neste caso, a diferença dessas duas palavras estão nos verbos dos quais derivam. Aja é uma das conjugações do verbo agir, enquanto haja é uma das conjugações do verbo haver! Ex.: Esperamos que você aja com decência! Tomara de haja comida suficiente para todos.

8. AFIM x A FIM

A fim, separado, significa “com propósito de”, ou seja, trata-se de intenção ou finalidade. Já o afim se refere a semelhança ou ligação.

Ex.: A fim de resolver a questão, propus que fizéssemos uma reunião. / Eles têm objetivos afins.

9. SENÃO x SE NÃO

Senão pode ser substituído pela expressão “do contrário”, enquanto se não pode ser substituído pela expressão “caso não”, uma condicional.

Ex.: Melhore a letra, senão o professor não entende o que está escrito. Se não chegar cedo, vai perder o café.

10. ESSE x ESTE

No discurso, o esse é usado para retomar algo que já foi dito ou um termo já mencionado. O este, por sua vez, introduz uma ideia ou um termo que ainda será citado.

Ex.: O prefeito já está criando novas leis. Essa mudança será benéfica a todos. A matéria de amanhã é esta: movimento migratório.

Obs.: essa é a regra básica do uso do pronome demonstrativo no discurso. A colocação possui, ainda, outras especificidades.

Texto adaptado em parceria com QG do Enem.

Sobre ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi criado para avaliar o desempenho escolar e acadêmico ao final do ensino médio. Os resultados podem: possibilitar a constituição de parâmetros para a autoavaliação do participante, visando a continuidade de sua formação e a sua inserção no mercado de trabalho; permitir a criação de referência nacional para o aperfeiçoamento dos currículos do ensino médio; ser usados como mecanismo único, alternativo ou complementar para acesso do à educação superior, especialmente, a ofertada pelas instituições federais de educação superior; permitir o acesso do participante a programas governamentais de financiamento ou apoio ao estudante da educação superior; ser utilizados como instrumento de seleção para ingresso nos diferentes setores do mundo do trabalho; e viabilizar o desenvolvimento de estudos e indicadores sobre a educação brasileira.

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Fonte: Jornal dos Concursos

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