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100 mil mortes não adiantaram. CBF brinca com a covid-19 – Prisma



São Paulo, Brasil


Um caos promovido pela CBF.


A incompetência, a inoperência, a falta de critérios, de seriedade da organizadora do futebol neste país em relação à covid-19 foi vergonhosa.


Não apenas comprometeu jogos das Séries A, B e C.


Mas vidas foram expostas de maneira irresponsável.



Para a CBF, pouco importam as mais de 100 mil vidas perdidas de brasileiros pela pandemia.


O descaso com que os jogos foram tratados chega a ser criminoso.


Sim, a maior repercussão fica por conta do adiamento de Goiás e São Paulo, em cima da hora, com os jogadores dos dois times tendo feito aquecimento, a arbitragem no gramado do estádio da Serrinha, em Goiânia.


Mas a situação é bem mais grave.


A começar pela Série C.


Apenas uma hora antes do jogo entre Imperatriz, do Maranhão, e Treze, da Paraíba, a CBF divulgou o resultado dos exames dos atletas do Imperatriz. Nada menos do que 12 dos seus 19 jogadores estão contaminados pelo vírus.


Sim. O time maranhense se deslocou, foi até a Paraíba. Com 12 atletas infectados. 



Vale prestar atenção no trajeto.


O Imperatriz tomou um ônibus da cidade de Imperatriz até Belém. De lá, tomou um avião até São Paulo. Daqui, embarcou para a Paraíba.


Voo comercial, com acesso a outros passageiros.


Com 12 infectados.


Lógico, transportando e transmitindo o vírus.


Tudo porque o resultado dos exames só saiu uma hora antes do confronto.


Um absurdo.


Mas a irresponsabilidade atingiu a Série B.


Oito jogadores do CSA foram diagnosticados com covid-19. Eles haviam disputado e perdido a final do Alagoano, contra o CRB.


Todos foram expostos.


O árbitro da final, Denis Ribeiro Serafim, também foi contaminado.


Os resultados foram divulgados na quinta-feira.


Mesmo assim, a CBF manteve os jogos do CSA contra o Guarani. O time alagoano venceu por 1 a 0, mesmo sem cinco titulares. Ou outros três contaminados eram reservas.



Os jogadores do CRB, que tiveram contato com os atletas contaminados do CSA, venceram o título estadual, festejaram com diretoria e familiares.


Dois dias foram até o Rio Grande do Sul, e jogaram com o Juventude. Perderam por 2 a 1.


Alguém precisava ter avisado a CBF que o covid-19 leva uma semana para se manifestar. Ou seja: os elencos de CSA, CRB, Guarani e Juventude podem estar contaminados.


Assim como os funcionários dos hotéis, motoristas e todas as pessoas que tiveram contato com esses quatro times.


No jogo com maior visibilidade, da Série A, outras atitudes incompreensíveis, erros infantis, irresponsáveis.


Nada menos do que dez jogadores do Goiás foram diagnosticados, a contraprova mostrou nove com o coronavírus. E o resultado chegou ao clube apenas hoje, dia do jogo. Oito desses atletas eram titulares.


Mas o que importa é que, até ontem, esses infectados estavam levando vida normal. Ao lado dos companheiros de time, Comissão Técnica, funcionários do hotel onde estavam concentrados, familiares.


O Goiás chegou até a ir ao estádio da Serrinha, com jogadores que não atuariam na partida, chamados às pressas.


Só que, em cima da hora, o pedido de adiamento do jogo, feito pela direção do Goiás, foi aceito pela CBF.



E o jogo com o São Paulo, que estava em campo, não aconteceu.


Mas e o contato entre os infectados e os que foram até o estádio? 


Outra vez vale lembrar que os sintomas levam uma semana para surgirem.


Tudo acontece por desorganização da CBF.


Seu próprio protocolo não é cumprido.


Laboratórios que fizeram parceria com o prestigiado hospital Einstein, de São Paulo, estão falhando na colheita do material. O que obrigou a novos exames.


E os resultados saíram em cima da hora.


O que está acontecendo é assustador.


E existe uma culpada.


A organizadora.


A CBF conseguiu expor vidas de jogadores da Série A, B e C.


 Por falta de fiscalização.


De rigor ao analisar as situações de cada jogo.


De planejamento.


De atitude.


Tudo é revoltante.


E pode ter consequências gravíssimas.


Vidas estão expostas.


Por pura negligência, irresponsabilidade.


Mais de 100 mil mortes não bastaram.


Alguém tem de pagar por isso…


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Fonte: R7

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