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A ‘crise de excesso de títulos’ e o ego estão cegando Renato Gaúcho – Esportes



São Paulo, Brasil


“Toda equipe, no Brasil todo, no mundo todo, tem aquela fasezinha onde fica quatro ou cinco jogos sem vencer.


“Mas estou tranquilo, semana passada ganhamos mais um título.


“Muita gente já está falando algumas besteiras, mas no Grêmio não existe crise.


“Aliás, existe sim.


“Crise de excesso de títulos.


Esse foi o tom da coletiva de Renato Gaúcho, após o empate do Grêmio diante do Atlético Goianiense.


Irônico, soberbo, arrogante.


O Grêmio venceu uma só partida das sete que disputou no Brasileiro.


Seu time é apenas o 14º colocado.


E segue jogando muito mal.


Lento, confuso, atacando de maneira previsível.


E fraco na marcação.


Sem a reação de anos atrás.



Vencer o Gaúcho, na prática, é conseguir superar o Internacional.


O treinador está há quatro anos no Grêmio.


Recebe o segundo maior salário entre os treinadores do Brasil.


São R$ 900 mil, mas bônus por conquistas.


Só fica atrás de Domènec Torrent.


Ele completará 58 anos na quarta-feira.


Pela primeira vez, ele não tem apoio da imprensa gaúcha.


Ao contrário até.


Mesmo tendo conquistado oito títulos desde o seu retorno: Libertadores, Recopa Sul-Americana, Copa do Brasil, três Gaúchos, Recopa Gaúcha, Taça Francisco Novelletto, a admiração diminuiu.


Assim como cresceu a postura agressiva do treinador, diante das cobranças.


Renato sempre foi assim, desde jogador.


Pressionado, ele se defende ironizando, desprezando os questionamentos. Mesmo que estejam certos.


Desde que assumiu o Grêmio, Renato abre mão do Brasileiro. Tem no Campeonato Nacional o caminho para chegar à Libertadores. Este sim é o torneio que prioriza.


Mais curta, a Copa do Brasil surge como segunda prioridade, pelo dinheiro da premiação.



O Grêmio não é campeão do país desde 1996.


São 24 anos sem a importante conquista.


Situação que incomoda demais a imprensa e a torcida gremista.


Renato Gaúcho tem o aval da diretoria em priorizar a Libertadores.


E nos últimos brasileiros, o questionamento se repete.


Só que desta vez está mais forte.


Pela escolha dos jogadores.


O elenco gremista está muito enfraquecido.


A saída de Everton Cebolinha, por mais que fosse esperada, acabou sendo um baque.


O clube já tenta vender Pepê, seu jovem substituto.


Foi simbólico e constrangedor o episódio Thiago Neves.


O treinador declarou publicamente que iria recuperá-lo.


“Mostrar o jogador que ele é”.


Só que o deixou na reserva na maioria das 14 partidas que ele fez.


E quando seu contrato foi divulgado: R$ 380 mil mensais, que iriam se transformar em R$ 600 mil, se entrasse em campo 20 vezes, a imprensa gaúcha massacrou o presidente Romildo Bolzan.


O dirigente não pensou duas vezes em anunciar que seu contrato seria rescindido.


Desmoralizou Renato Gaúcho.


A relação entre os dois se estremeceu.


O treinador está isolado.


De sete partidas no Brasileiro, o clube só venceu uma.


Já há colunistas no jornal Zero Hora, o principal do Rio Grande do Sul, apostando que, mais uma vez, o título nacional não será conquistado.


O orgulho gremista segue ferido desde a derrota por 5 a 0 na semifinal da Libertadores do ano passado, contra o Flamengo, de Jorge Jesus, que Renato Gaúcho tanto criticava.


O técnico pediu reforços.


E o clube tenta finalizar a compra de parte dos direitos do lateral esquerdo Diogo Barbosa, perseguido pela torcida palmeirense.


Assim como finalmente acredita que renovará o contrato com o atacante Ferreira, promessa de 22 anos.


Renato Gaúcho já alcançou Felipão.


Ambos são os treinadores com mais conquistas no Grêmio.


Mas seu momento é péssimo.


Tem de lembrar publicamente que a diretoria é cúmplice na priorização da Libertadores.


Por isso, as campanhas decepcionantes do Grêmio nos Brasileiros.


Muito melhor do que ficar falando sobre títulos passados.


Aquele que realmente importa tem três anos.



E com o elenco atual dificilmente chegará perto, a Libertadores.


Renato precisa ser humilde.


Reconhecer que seu time está jogando mal.


Das mais atenção ao Brasileiro.


E deixar de se iludir.


Tudo não irá mudar quando retornar a Libertadores.


Não, se sua equipe seguir tão mal como está.


Por mais que ele tenha uma estátua em frente à arena.


Ninguém está agora interessado nas suas conquistas passadas.


No futebol conta o presente.


Até mesmo para o maior ídolo da história do Grêmio…


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Fonte: R7

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