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A história envolvendo Grêmio e o técnico Renato Portaluppi é imortal

A recente derrota para o Independiente del Valle-EQU e consequente eliminação da Libertadores de 2021, ocasionou a saída do treinador no comando do Grêmio depois de quase cincos. Porém, a figura emblemática de Renato Portaluppi será sempre lembrada e exaltada.

A Interrupção momentânea entre a instituição e o técnico é apenas uma retomada de fôlego para ambos. A “fadiga dos metais”, termo futebolístico utilizado para se referir à ruptura de ciclos, é um processo de desgaste natural quando se fica tanto tempo à frente de um clube, sendo necessário a troca na comissão técnica.

Contratado junto ao Esportivo de Bento Gonçalves em 1980, Renato Portaluippi chegou ao Grêmio como uma jovem promessa para o ataque quando tinha apenas 18 anos de idade. Na época, o titular absoluto na ponta direita no ataque era Tarciso e o treinador do Tricolor Gaúcho era Ênio Andrade.

Embora fosse um atacante de muita força aliado a técnica apurada, o futuro camisa 7 do Grêmio demorou algum tempo para se adaptar e ocupar a vaga de titular no time. No título do Campeonato Brasileiro conquistado pelo Grêmio em 1981 contra o São Paulo, Renato era um reserva de “luxo” e não teve participação preponderante na competição.

Copa Libertadores de 1983

Foi com a chegada de Fábio Koff à presidência do Grêmio e do técnico Valdir Espinosa em 1982 que tudo mudou para a relação entre o clube e o jogador. Todavia, Renato ainda era opção no banco de reservas, inclusive ficou na iminência de ser emprestado ao Operário de Campo Grande, porém, o mandatário gremista vetou a negociação e apostou no futebol do jovem ponta direita. Mas foi em 1983 que astros e estrelas se alinharam e ao mundo foi apresentado quem era Renato Portaluppi.

Na campanha do título da Libertadores, o atacante foi um dos destaques do time. Devido a sua personalidade forte, o jogador entrava em atrito constantemente com a direção e a comissão técnica por problemas extracampo, embora também fosse decisivo dentro dele. Contudo, a experiência e o manejo em lidar com o vestiário do presidente Fábio Koff fez toda diferença. Contornando todos os contratempos, o cartola gremista apaziguou os ânimos do emblemático atacante. Autor da linda jogada que resultou no gol do título da Libertadores em 1983, Renato Portalupppi alçou voos que o levariam a conquistar o mundo.

Mundial de clubes em 1983

Imagem: globoesporte

Diante do temido adversário que havia vencido a Juventus-ITA e que tinha como principal expoente do time o meia Platini, o Hamburgo-ALE venceu a principal competição de clubes da Europa, o que qualificou o time Alemão para a disputa do Mundial Interclubes, tendo em seu elenco vários jogadores da seleção de seu país. Em pleno estádio Nacional de Tóquio, no Japão, o Grêmio encarou o Hamburgo-Ale de frente. Com dois gols assinalados durante a partida, o afiado Renato Portaluppi foi o grande protagonista do jogo e da conquista do tricolor gaúcho do Mundial de Clubes daquele ano.

Rei do Rio

Ainda atuando pelo Grêmio, Renato Gaúcho chegou à Seleção Brasileira, mas por divergências com o rígido técnico Telê Santana acabou sendo cortado do time que iria disputar a Copa do Mundo no México pela Seleção Brasileira em 1986. No mesmo ano, foi vendido ao Flamengo depois de 165 jogos e 54 gols durante o período que esteve no tricolor gaúcho.

No Rio de Janeiro e jogando pela equipe rubro-negra, o irreverente atacante se consagrou em campo e fora dele. Teve uma rápida passagem pela Roma-ITA em 1988, porém, não se adaptou ao futebol europeu e logo voltou ao Brasil. Disputou a Copa do Mundo na Itália em 1990 pela Seleção Brasileira sem muito brilho. Ainda teve uma breve passagem pelo Grêmio em 1991, mas retornou ao Rio de Janeiro três meses depois para atuar pelo Botafogo.

História como técnico

Renato técnico

Imagem: só noticias

Início de carreira como técnico de futebol : após uma carreira de sucesso como jogador, técnico profissional no Madureira em 2000. Na verdade, Renato Portaluppi já havia assumido o comando de maneira interina o Fluminense em 1996, no entanto, foram apenas cinco partidas e o jogador ainda não tinha pendurado as chuteiras.

Em 2002 Renato se tornou técnico do tricolor carioca e realizou um trabalho razoável que durou por mais de um ano. Em 2006 foi eleito o melhor técnico do Brasil pela CBF e chegou ao vice da Copa do Brasil comandando o Vasco da Gama, curiosamente o único clube do Rio de Janeiro que não atuou como jogador.

Título da Copa do Brasil e o vice da Libertadores

Em 2007 foi campeão da Copa do Brasil treinando o Fluminense derrotando o Figueirense no Orlando Scarpelli. Na Libertadores em 2008, perdeu o título da nos pênaltis para a LDU-EQU numa das derrotas mais injustas da história da competição sul-americana. Consolidado como um treinador de primeiro escalão no futebol brasileiro, Renato Portalupppi fez excelentes trabalhos que o credenciaram a ser cobiçado pelos principais clubes do país a partir de então.

Chegada ao Grêmio como treinador em 2010

Em 2010 teve sua primeira passagem como treinador do Grêmio e tirou o clube da zona de rebaixamento no campeonato brasileiro e levou clube a uma vaga na libertadores. Ficou até meados de 2011. Eliminado da Libertadores no comando do tricolor gaúcho, Renato decidiu deixar o clube.

Segunda passagem como treinador do Grêmio em 2013

Substituindo Vanderlei Luxemburgo á frente da casamata do Grêmio, o técnico Renato Gaúcho assumiu o clube pela segunda vez e ficou em segundo lugar no Campeonato Brasileiro de 2013. Embora tenha sido uma curta passagem, foi bonito ver a volta da dobradinha Fábio Koff e Renato, dois dos maiores responsáveis pelas glórias conquistadas pelo tricolor, para as novas gerações de torcedores.

Regresso ao clube do coração em 2016 e estátua na Arena

Estátua Renato

Imagem: GZH

Em 2016 Renato Portaluppi foi contratado para comandar a equipe do Grêmio após a saída de Roger Machado. Em pouco tempo e mantendo os acertos no treinador anterior, Renato ajustou o time taticamente e conquistou o título da Copa do Brasil, tirando o tricolor gaúcho de um jejum de 15 anos sem conquistas relevantes em nível nacional. Campeão da Libertadores em 2017, o tricolor gaúcho alcançou o terceiro título da competição com time comandado pelo Renato Portaluppi à beira do campo.

O técnico se manteve a frente do clube durante quase cincos e deixou uma herança de títulos, entre os quais Copa do Brasil, Libertadores e Recopa, resgatando o espirito vencedor do Grêmio. Com 411 partidas como técnico do tricolor gaúcho, Renato conquistou 211 vitórias, 110 empates e 90 derrotas, vindo a se tornar quem mais ficou na história no comando do clube. A troca de comando não apaga a história de Renato Portaluppi e nada mais é do que um até breve.

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Imagem destacada: UOL

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Fonte: R7

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