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Abrale lança campanha de conscientização sobre diagnóstico precoce do linfoma

A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) aproveita o ‘Agosto Verde Claro’, mês dedicado à conscientização do linfoma, para informar sobre os sinais da doença e a importância do diagnóstico precoce. O Instituto Nacional de Câncer estima que 12.670 novos casos da doença sejam registrados no Brasil neste ano.

Os linfomas podem surgir em qualquer pessoa, independentemente da idade, sexo, classe social. Conhecer os sintomas e procurar por um médico assim que notar algo diferente no corpo é são formas de auxiliar o diagnóstico precoce e melhores resultados no tratamento.

Entre estes sinais estão: o aumento do volume de um ou mais linfonodos no pescoço, região axilar ou região inguinal, perda de peso, febre, sudorese noturna, fraqueza progressiva, aumento do volume do abdôme, tosse e dificuldade para respirar. “Por isso queremos trazer, com a nossa campanha, o quanto o acesso à informação é essencial à população. Escolha conhecer o linfoma e escolha, sempre, cuidar de sua saúde”, ressalta Merula Steagall, presidente da Abrale.

Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia aproveita o ‘Agosto Verde Claro’ para alertar população

Foto: Divulgação/Abrale / Estadão

O que é linfoma?

O linfoma acontece quando os linfócitos e seus precursores que moram no sistema linfático, e que deveriam nos proteger contra as bactérias, vírus, dentre outros perigos, se transformam em malignos, crescendo de forma descontrolada e “contaminando” o sistema linfático. Eles são divididos em dois tipos: linfoma de Hodgkin (LH) e linfoma não-Hodgkin (LNH).

Ambos os linfomas apresentam comportamentos, sinais e graus de agressividade diferentes. A principal diferença está nas células doentes: o LH é caracterizado pela presença de células grandes e facilmente identificáveis no linfonodo acometido, conhecidas como células de Reed-Sternberg. Já o LNH não tem um tipo celular característico.

Quanto à gravidade, em ambos os tipos, dependerá do subtipo e do estadiamento em que o linfoma for detectado. “Houve uma verdadeira revolução no tratamento das doenças neoplásicas linfoproliferativas. Ou seja, nos linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin. Além dos clássicos fatores de prognóstico, hoje temos identificados os chamados biomarcadores. Juntamente com o prognóstico, eles também nos ajudam a constatar quais tipos de tratamento podem ser mais ou menos úteis. Com isso, entramos na era da terapia alvo, podendo, muitas vezes, personalizar para cada tipo de paciente e linfoma”, explica o professor doutor Carlos Chiattone, coordenador do Centro de Linfomas do Hospital Samaritano Higienópolis.

Pesquisa evidencia diagnóstico tardio da doença no Brasil

Levantamento realizado pelo Observatório de Oncologia confirma a hipótese de que o diagnóstico dos pacientes com linfoma no Brasil atendidos pelo SUS entre 2008 e 2017 foi tardio, o que pode interferir na alta taxa de mortalidade pela doença no país, principalmente entre os pacientes do sexo masculino. Foram identificados 70.850 casos de linfomas no período, 55% entre homens, com média de 55 anos, 27% dos casos foram linfoma de Hodgkin (LH). O LH predominou na população mais jovem (idade média de 28 anos).

Mais da metade dos pacientes (58%) foi diagnosticada com doença avançada, com diagnóstico mais tardio em 60% dos homens e 57% das mulheres. Mais pacientes com LNH foram considerados com estádios III e IV (62%) em comparação com o LH (49%). Ocorreram 45.601 óbitos por linfoma no período analisado (12% LH e 88% LNH), com média de idade de 63 anos e mais comum no sexo masculino (55%).

O estudo sugere, entre outras medidas, que a capacitação dos profissionais de saúde para o diagnóstico deve ser intensificada, com especial atenção ao linfoma não-Hodgkin, cujo diagnóstico foi mais tardio. O levantamento também indica que devem ser estabelecidas metas para antecipar o início do tratamento, melhorando o prognóstico da doença no país.

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Estadão

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Fonte: Terra

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