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Ação da Vale cai 1% com laudo de Brumadinho e resultado; Minerva sobe 3%, Petrobras cai 4% e BRF recua 7%

SÃO PAULO – A temporada de resultados foi destaque no noticiário corporativo desta sexta-feira (26). A atenção maior fica para a Vale (VALE3, R$ 94,52, -1,24%), que teve um lucro de US$ 739 milhões no quarto trimestre de 2020; a companhia ainda aprovou a distribuição de R$ 4,26 por ação na remuneração aos acionistas por conta do desempenho no segundo semestre do ano passado.

Os resultados foram considerados fortes e a ação chegou a subir 2,08% nas primeiras negociações mas, minutos depois, amenizou fortemente os ganhos, quase zerando e depois passando a operar em leve queda.

Durante a tarde, porém, os papéis acentuaram as perdas após a notícia de que laudo apresentado pela Polícia Federal aponta que o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, no dia 25 de janeiro de 2019, ocorreu por perfuração feita a partir da parte superior até a base da represa, onde os rejeitos ficam armazenados. A operação foi iniciada cinco dias antes da tragédia e estava em andamento na data da ruptura.

A perfuração estava sendo feita para diagnóstico das condições dos rejeitos depositados na estrutura e posterior instalação de equipamentos para medir a pressão interna da barragem. O laudo refuta as argumentações da Vale de que uma combinação de deformação da barragem, provocada pelo seu próprio peso, e fortes chuvas teriam contribuído para o colapso. O documento mostrou, em relação às chuvas, que em 2019 o regime pluviométrico foi inferior a anos anteriores.

Outra ação que chamou atenção durante a tarde foi a do Banco do Brasil (BBAS3), que passou a cair forte após a informação de que o presidente do banco, André Brandão, colocou o cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro.

No início da semana, Brandão teve uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, quando manifestou o desconforto em permanecer no cargo, depois dos rumores de que Bolsonaro queria substitui-lo.

Segundo o jornal O Globo, foi pedido a ele que permaneça à frente do BB por mais um tempo até que se encontre um substituto. Entre os cotados estão o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, o secretário-executivo do Ministério da Cidadania, Antônio Barreto, e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Entre outros destaques de resultados, atenção para a Minerva (BEEF3, R$ 9,70, +3,30%), cujo lucro disparou para R$ 697 milhões em 2020 e a companhia propôs dividendo adicional; os papéis chegaram a subir quase 7% na máxima do intraday, mas amenizaram. Também reportando resultados fortes, mas com queda das ações, esteve a BRF (BRFS3, R$ 21,64, -7,16%), que teve lucro líquido de R$ 902 milhões no quarto trimestre, alta foi de 30,8% na base anual.

Entre outros destaques, a Localiza (RENT3, R$ 58,00, -3,11%) caiu mesmo após o lucro disparar 76% no 4º trimestre, com aumento de preços dos veículos, enquanto a Fleury (FLRY3, R$ 26,83, -0,52%) recuou após reportar que teve alta de quase 150% no lucro no 4º trimestre, com impulso de testes de Covid-19. Já o lucro da Minerva disparou para R$ 697 milhões em 2020 e a companhia propôs dividendo adicional.

Fora do radar de balanços, os papéis da Petrobras (PETR3, R$ 22,15, -3,11%; PETR4, R$ 22,24, -4,10%) registraram um dia de volatilidade, voltando a cair após uma abertura em baixa que foi amenizada no final da manhã. Na véspera, os ativos ON caíram cerca de 4% e os PN registraram baixa de cerca de 5%, tanto seguindo a maior aversão ao risco no exterior com a alta do rendimento dos títulos dos EUA quanto por declarações do presidente Jair Bolsonaro.

Ontem, Bolsonaro afirmou em discurso durante cerimônia que todas as estatais precisam cumprir uma função social e que “não se pode admitir um presidente de estatal que não tenha essa visão”. Ele ainda afirmou ainda que o general Joaquim Silva e Luna, indicado para o Conselho de Administração e a presidência da Petrobras, dará uma nova dimensão à empresa.

“Na nossa visão, a fala colabora para uma maior percepção de risco para as ações da Petrobras, principalmente no que diz respeito à manutenção de uma política de preços de combustíveis alinhada com referências internacionais de preços de petróleo e câmbio. Mantemos recomendação de venda nas ações da Petrobras, com preços-alvo de R$ 24 por ação para PETR4/PETR3”, aponta a XP Investimentos. A sessão também é de baixa para o petróleo, com queda de 1,5% do brent e de 2% do WTI para os principais contratos futuros.

Confira os destaques:

Vale (VALE3, R$ 94,52, -1,24%)

A mineradora Vale teve lucro líquido de US$ 739 milhões no quarto trimestre do ano passado, ante prejuízo líquido de US$ 1,56 bilhão no mesmo período de 2019, informou a companhia na quinta.

Segundo a empresa, o resultado foi impactado principalmente por maiores despesas relacionadas ao rompimento de barragem em Brumadinho (MG), seguindo o Acordo Global para reparação, em meio a ganhos fortes no segmento de minério de ferro. O Ebitda de minerais ferrosos somou US$ 8,8 bilhões, o segundo maior da história.

Considerando todas as unidades da companhia, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações ( Ebitda) ajustado somou US$ 4,24 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 20% ante o mesmo período de 2019.

Em reais, o lucro líquido foi de R$ 4,83 bilhões no quarto trimestre do ano passado, revertendo prejuízo de R$ 6,4 bilhões anotados no mesmo intervalo de 2019. O ganho, contudo, caiu 69% em relação ao trimestre imediatamente anterior por conta de gastos referentes ao acordo firmado com o Estado de Minas Gerais, relacionado à tragédia de Brumadinho (MG). No ano, o lucro da Vale somou R$ 24,9 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 8,7 bilhões em 2019.

“A Vale reportou resultados mais fortes do que o esperado no quarto trimestre de 2020, com Ebitda ajustado de US $9,1 bilhões (excluindo o Acordo Global de Brumadinho de US$ 4,9 bilhões), aumento de 47% na base trimestre, 15% versus a estimativa da  XP e 13% acima do consenso. O principal destaque foi a realização de preços acima do esperado em minério de ferro (US$130,7 a tonelada, alta de 17% na base trimestral, 8% acima da nossa estimativa). A geração de caixa operacional foi de US$ 4,9 bilhões, com o Ebitda mais forte”, destacou a equipe de análise da XP Investimentos. A XP reiterou recomendação de compra para a Vale, com preço-alvo de US$ 25 para o ADR e de R$122 para a ação.

Já o  Itaú BBA classificou os resultados da Vale como “levemente positivos”. O Ebitda ajustado de US$ 9 bilhões ficou 1% acima de sua estimativa, e 4% acima do consenso, além de 46% superior ao do trimestre imediatamente anterior.

Segundo o banco, foi impulsionado pelos preços e volumes maiores do minério de ferro. O banco também destacou os dividendos de US$ 4 bilhões anunciados pela Vale. O Itaú mantém avaliação de outperform para a empresa, e preço-alvo de US$ 20 para o ADR, frente aos US$ 17,4 de fechamento na quinta (25).

O Bradesco BBI comentou os resultados divulgados pela Vale, destacando o Ebitda recorrente de US$ 9 bilhões, que ficou abaixo de sua estimativa, de R$ 9,2 bilhões, mas 4% acima do consenso. Os dados operacionais ficaram em linha com suas estimativas. A divisão de metais básicos teve lucro Ebitda de US$ 1,1 bilhão, acima da estimativa de US$ 930 milhões do banco, impulsionada por custos melhores do que o esperado. O custo livre de caixa atingiu US$ 15,3 por tonelada, frente US$ 14,9 do trimestre anterior, e a estimativa de US$ 15 do Bradesco.

Os custos do minério de ferro atingiram US$ 36,3 por tonelada, em linha com a estimativa do Bradesco, e estáveis em relação ao trimestre imediatamente anterior. O custo realizado de frete ficou em US$ 131 por tonelada, em linha com a estimativa do Bradesco BBI e 17% acima do trimestre imediatamente anterior.

O Ebitda do setor de carvão veio em prejuízo de US$ 291 milhões, pior do que a estimativa de prejuízo de US$ 197 milhões do Bradesco, devido principalmente a pior performance de custos. O banco destaca o acordo assinado com a Mitsui que permite sua saída da mina de carvão de Moatiza e do Corredor Logístico de Nacala.

O banco mantém avaliação em outperform para o Bradesco, com preço-alvo de US$ 24 por ADR negociada na Bolsa de Nova York, frente aos US$ 17,4 de fechamento na quinta (25). A companhia ainda aprovou a distribuição de R$ 4,26 por ação na remuneração aos acionistas por conta do desempenho no segundo semestre do ano passado.

BRF (BRFS3, R$ 21,64, -7,16%)

A processadora de carnes BRF anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 902 milhões no quarto trimestre, acima da média das expectativas dos analistas de R$ 572 milhões, com impulso da forte demanda da China e no Brasil. A alta foi de 30,8% em relação aos R$ 690 milhões em igual período de 2019.

No ano, o lucro foi de R$ 1,39 bilhão, elevação de 14,6%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), foi de R$ 1,496 bilhão, excluindo efeitos fiscais, o que veio em linha com a previsão dos analistas.

A receita líquida teve alta de 23,5%, para R$ 11, 47 bilhões. A receita líquida cresceu 18% em 2020, para R$ 39,47 bilhões, ante R$ 33,44 bilhões em 2019.

A XP aponta que a BRF reportou resultados mais fortes do que o esperado, com um Ebitda ajustado de R$ 1,5 bilhão (ex efeitos tributários) significativamente acima da estimativa dos analistas e também cerca de 5% acima do consenso de mercado. A margem Ebitda consolidada de 13% ficou em linha com a margem do terceiro trimestre, sinalizando eficiência na gestão de sua operação em meio a um cenário de aumento no custo de matéria-prima. No comparativo anual, a margem Ebitda consolidada caiu 121 pontos-base; por outro lado, ela veio 182 pontos-base acima do esperado pelos analistas, sobretudo em função de um desempenho da operação brasileira que surpreendeu positivamente, avaliam.

“A empresa parece ter obtido sucesso na melhoria do seu mix de produtos, já aumentando o número de inovações em seu portfólio. Nesse sentido, entendemos que uma combinação de (i) marcas fortes, (ii) portfólio diversificado, (iii) inovação, e (iv) bom posicionamento dos produtos podem ser ferramentas melhores e mais eficientes do que o hedge de custos apenas. Mantemos nossa recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 30 por ação”, aponta a XP.

O Credit Suisse comentou os dados para o quarto trimestre divulgados pela BRF, destacando o Ebitda ajustado de R$ 1,496 bilhão. A performance positiva é explicada por maiores volumes e preços no mercado doméstico, e preços mais altos na Ásia. O banco diz avaliar que os resultados ajudam a compreender os efeitos da redução pela metade, no quarto trimestre, do valor do auxílio emergencial oferecido pelo governo em resposta à crise causada pela pandemia. Segundo as estimativas do Credit, o preço dos grãos subiu 34% na comparação anual. Mesmo assim, a margem Ebitda permaneceu sólida.

A pressão sobre os preços dos grãos e a falta de um novo auxílio emergencial são desafios para o setor em 2021, diz o Credit. Mas o banco diz avaliar que, mesmo neste cenário, o preço de alimentos processados continua a subir, o que ajuda a manter as margens.

Elas continuam baixas em 2021, por isso o banco prefere manter uma avaliação neutra, apesar de avaliar que a BRF tem feito um bom trabalho, mantendo o patamar das margens. A continuação do plano de crescimento pelos próximos dez anos pode fazer com que o banco melhore a avaliação. O Credit mantém preço-alvo de R$ 22, frente aos R$ 23,31 de fechamento na quinta (25).

Minerva Foods (BEEF3, R$ 9,70, +3,30%)

O frigorífico Minerva Foods, maior exportador de carne bovina da América do Sul, registrou lucro líquido de R$ 697,1 milhões no acumulado de 2020, uma disparada ante os 16,2 milhões registrados no ano anterior, o que permitiu propor a distribuição de dividendos adicionais em patamar recorde, informou a companhia nesta quinta-feira.

No quarto trimestre de 2020, porém, o lucro líquido ficou em R$ 114,1, queda de 53,2% no comparativo anual. O Ebitda somou R$ 616,9 milhões no quarto trimestre, avanço de 2,2% no ano a ano.

Localiza (RENT3, R$ 58,00, -3,11%)

A Localiza  teve um salto no lucro do quarto trimestre, uma vez o aumento dos preços dos veículos a permitiu margens maiores no negócio de seminovos, além de aceleração nos negócios de locação e de gestão de frotas.

A companhia anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido de outubro a dezembro somou um recorde de R$ 401,8 milhões, 75,9% a mais do que um ano antes.

A receita líquida caiu 2,2%, para R$ 2,875 bilhões, devido a menores vendas de seminovos para atender ao pico de férias no aluguel de carros, diante da menor disponibilidade de carros novos. Porém, isso foi compensando pelo aumento de 15,7% no preço médio de venda.

A empresa também informou na quinta que seu conselho de administração decidiu que Bruno Lasansky será o próximo presidente-executivo, a partir de 27 de abril.

O Bradesco BBI comentou os resultados divulgados pela Localiza na quinta, destacando o Ebitda para o quarto trimestre de R$ 753 milhões, 7% acima de suas estimativas, e 6% acima da estimativa do mercado. A receita líquida ficou em linha com a estimativa do Bradesco, mas 5% abaixo daquela do mercado. O banco também comentou a notícia de que o atual presidente, Eugenio Mattar, será o novo presidente do conselho, e o chefe de operações, Bruno Lasanky, será o novo presidente da empresa, destacando que a empresa afirmou que pretende manter disciplina financeira e não realizar grandes mudanças até a concretização da fusão com a Unidas.

O Bradesco mantém avaliação em outperform para a Localiza, e com base na receita de 10,2% sobre capital investido, avaliando que a fusão com a Unidas pode resultar em valorização de R$ 20 por ação. O banco mantém preço-alvo de R$ 90, frente aos R$ 59,86 de fechamento na quinta.

Fleury (FLRY3, R$ 26,83, -0,52%)

O Fleury teve um salto no lucro do quarto trimestre, com o salto na procura por testes de Covid-19 e a retomada por exames e atendimentos após a flexibilização no isolamento social impulsionando receitas do grupo de diagnósticos médicos.

A companhia anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido de outubro a dezembro somou R$ 139,5 milhões, um salto de 148,7% na comparação anual. Em bases recorrentes, o lucro saltou de R$ 56 milhões para R$ 155,5 milhões no período.

A receita líquida do Fleury somou R$ 928,2 milhões no trimestre, um aumento de 28,9%, com os exames de Covid-19, representando 11,1% na receita bruta e as operações em hospitais apresentaram aumento de 38,8% no faturamento.

O Bradesco BBI destacou que a receita líquida ficou 26% acima da estimativa dos analistas do banco e 23% acima do consenso medido pela Bloomberg.

Os analistas apontam que o ano foi difícil para o setor, que tem custos fixos e receitas variáveis que, no caso, caíram. Na avaliação do banco, consolidação e diversificação podem ser uma resposta para manter a concorrência contra atores que estão se verticalizando. O Bradesco BBI mantém avaliação neutra, e preço-alvo em R$ 29, frente os R$ 26,97 de fechamento na quinta (25).

Ainda em destaque, o Fleury vai distribuir R$ 157 milhões em dividendos a acionistas. O pagamento ocorrerá em 2 de abril, e corresponde a cerca de R$ 0,4 por ação.

Burger King Brasil (BKBR3, R$ 8,83, -7,83%)

O BK Brasil, que administra as redes de lanchonetes Burger King e Popeyes, teve prejuízo de R$ 97,3 milhões no quarto trimestre de 2020, revertendo o lucro de R$ 41,3 milhões do mesmo período de 2019.

A receita do BK teve queda de 3,7%, indo de R$ 803,4 milhões para R$ 774 milhões entre os últimos três meses de 2019 e os de 2020. As vendas comparáveis tiveram baixa de 8% nas unidades Burger King e 6,2% nas lojas Popeyes. O Ebitda teve queda de 68%, para R$ 49,5 milhões.

O Bradesco BBI aponta que a pandemia continua afetando negativamente o Burger King, apesar de haver tendência de melhora em receita no trimestre. No entanto, que o primeiro trimestre continuará difícil, com os analistas esperando que o principal catalisador da melhora no tráfego em shoppings seja a aceleração da vacinação no Brasil.

A pressão sobre o preço por bens vendidos devido a preços maiores de insumos deve continuar a pressionar a margem do Burger King. Assim, a recomendação é neutra para o Burger King, com preço-alvo de R$ 12, frente os R$ 9,58 negociados na quinta (25).

O Morgan Stanley também comentou os resultados do Burger King, e afirmou que as receitas estão próximas aos níveis pré-covid. O Ebitda das lojas bateu suas expectativas. A receita caiu 4% na comparação anual, enquanto a expectativa do banco era de queda de 10%. O banco afirma que a recuperação está em linha com o que era esperado para o Brasil em suas previsões anteriores. O Morgan Stanley mantém avaliação overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado) para o Burger King, com preço-alvo em R$ 13.

Irani (RANI3, R$ 5,96, -5,40%)

O lucro líquido da Celulose Irani foi de R$ 33,917 milhões no quarto trimestre, uma alta de 139,6% na comparação com igual período de 2019 e alta de 32,7% frente os R$ 25,558 milhões registrados no terceiro trimestre.

No comparativo dos anos, o lucro foi de R$ 92,761 milhões em 2020, alta de 250,6% frente os R$ 26,456 milhões de lucro em 2019. “Os principais impactos no lucro líquido deste ano foram relacionados ao crescimento da receita líquida de vendas e ao crescimento percentual da margem bruta. O resultado de 2020 também foi impactado positivamente pelo reconhecimento de créditos de PIS e COFINS em função de trânsito em julgado de decisão favorável à Companhia no montante de R$ 17,614 milhões”, destacou a companhia no release de resultados.

A receita líquida no quarto trimestre registrou aumento de 24,9%, a R$ 290,935 milhões, quando comparada a igual período de 2019 e de 11,3% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. No comparativo dos anos, a receita líquida aumentou 14,6% em 2020 em relação a 2019 e atingiu R$ 1,029 bilhão, principalmente em função da melhor performance do segmento Embalagem de Papelão Ondulado no mercado interno.

PagSeguro (PAGS: Nasdaq)

O PagSeguro, empresa de pagamentos do Grupo UOL com ações listadas na Nasdaq, em Nova York, registrou lucro líquido ajustado de R$ 430 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 4,5% em relação a igual período do ano anterior. Trata-se do maior resultado líquido da história da companhia para um período de três meses.

O recorde, contudo, não foi suficiente para evitar que o PagSeguro terminasse 2020 em queda. O lucro líquido ajustado da empresa caiu 2,4% em comparação a 2019, ao alcançar R$ 1,434 bilhão.

O total de pagamentos capturados pela adquirente chegou a R$ 55,2 bilhões no último trimestre do ano passado, expansão de 61,2% em relação a igual período de 2019. No ano todo, o crescimento é mais tímido, mas ainda expressivo, a uma taxa de 40,7%, para R$ 161,5 bilhões.

AES Brasil (TIET11, R$ 15,40, -4,17%)

A elétrica AES Brasil firmou acordo com a Companhia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa) para o fornecimento de 80 megawatts (MW) médios pelo prazo de 20 anos, com entrega a partir de 2024, informou a companhia nesta quinta-feira. O acordo ocorre depois de a AES Brasil, antiga AES Tietê, ter comunicado em janeiro que havia assinado um memorando de entendimento com a Ferbasa para o fornecimento de energia.

A presidente-executiva, Clarissa Saddock, afirmou que a restruturação societária não alterará as atuais políticas de pagamento de dividendos.

Telecomunicações

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou o edital para o leilão de frequências do 5G. O documento será enviado agora para análise do Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa é de que o certame aconteça ainda no primeiro semestre de 2021.

A tecnologia 5G é a quinta geração das redes de comunicação móveis. Ela promete velocidades até 20 vezes superiores ao do 4G, com maior consumo de vídeos, jogos e ambientes em realidade virtual. Será a maior licitação de espectro da história do País.

CCR (CCRO3, R$ 11,25, -1,66%)

A CCR assinou na quinta-feira aditivo do contrato de concessão da Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A concessão da NovaDutra se encerraria no próximo domingo, 28, e foi prorrogada por um ano, até 28 de fevereiro de 2022.

Segundo informa a CCR em Fato Relevante, o aditivo foi acertado porque a ANTT não teria tempo hábil para realizar um novo leilão para licitação da concessão.

Gol (GOLL4, R$ 21,63, -3,91%)

Conforme aponta o Valor Econômico, as gestoras ESH Capital e INTL FCSTONE anunciam hoje em jornais um pedido público de procurações para os acionistas da Smiles. Elas querem reunir votos contra a proposta da Gol de incorporar a empresa de fidelidade em assembleia dia 5 de março. As gestoras colocaram em seus sites justificativa para a rejeição da operação.

Dentre eles, o fato de a Gol ter destituído o comitê independente criado para negociar os termos da transação para submetê-la diretamente aos minoritários e o patamar da proposta da Gol aquém do valor justo da Smiles.

Eneva (ENEV3, R$ 68,00, +2,27%)

A Eneva anunciou nesta sexta-feira que a apresentou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a declaração de comercialidade da acumulação Fortuna, descoberta no Bloco PN-T-102A, na Bacia do Parnaíba.

Segundo fato relevante, a Eneva solicitou à ANP que a acumulação Fortuna receba a denominação de Campo Gavião Carcará, que será o décimo na Bacia do Parnaíba a ser declarado comercial pela empresa.

“Até o presente momento foram adquiridos 66 km de sísmicas 2D sobre a estrutura e perfurados dois poços, o descobridor e um segundo poço de extensão. A estimativa de gas-in-place (VGIP) da acumulação se encontra entre o intervalo de 9,45 Bcm (P10) a 4,49 Bcm (P90), sendo o volume estimado o Pmean, de 6,78 Bcm (bilhões de m3)”, disse a companhia.

A empresa afirmou também que dois poços de extensão e 54 Km de sísmicas adicionais já estão planejados para completar a avaliação da descoberta.

A partir da declaração, a companhia tem até 180 dias para apresentar à ANP o Plano de Desenvolvimento do campo.

(Com Agência Estado e Reuters)

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Fonte: Infomoney

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