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Acho que não tem problema usar no nariz do cara, diz Bolsonaro sobre spray anticovid ainda em teste

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 2, que uma equipe com dez integrantes do governo embarcará no próximo sábado à noite para Israel, com o objetivo de conhecer o spray EXO-CD24, que, segundo sua avaliação, pode auxiliar no tratamento contra o novo coronavírus. Ao se referir à entrada da documentação do remédio para teste na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que a fase 3 do estudo seja feita no Brasil, Bolsonaro deixou dúvidas no ar.

“Está tudo acertado, mas não quer dizer que vai acontecer”, disse ele, em conversa com apoiadores, na entrada do Palácio da Alvorada. O presidente afirmou que o grupo será chefiado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e terá um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, além de visitar o hospital onde o spray é testado e o laboratório que faz as pesquisas.

“Todas as tratativas foram feitas, acordos e memorandos. Como é para ser usado em quem está hospitalizado, quem está em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), eu acho que não tem problema nenhum em usar esse spray no nariz do cara”, observou Bolsonaro. E prosseguiu: “O que é esse spray? Não sei. Mas o que acontece? Esse produto, há dez anos, estava sendo investigado, estava sendo estudado lá em Israel para outro tipo de vírus. E usou isso daí em 30, em 29 deu certo. O último demorou um pouco mais, mas também segurou. Parece que é um produto milagroso, parece. Nós vamos atrás disso”.

Ao falar sobre as vacinas contra covid-19, Bolsonaro afirmou que, uma vez aprovado o imunizante, a administração federal comprará. “O Brasil, se eu não me engano, é o sexto país em números absolutos que mais vacinam. Devemos receber este mês, está quase certo, no mínimo 22 milhões de vacinas”, acrescentou.

Hidroxicloroquina

O presidente Jair Bolsonaro defendeu o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina ao longo da pandemia, embora várias pesquisas tenham mostrado que eles não apresentam eficácia contra o vírus. Os remédios integram orientação oficial emitida pelo Ministério da Saúde no ano passado, com recomendação voltada a casos leves, moderados e graves. Neste ano, um aplicativo da pasta chegou a sugerir os remédios até a bebês, e foi retirado do ar. O Estadão mostrou que as prefeituras que receberam a doação do ministério agora querem devolver os medicamentos sem eficácia.

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Fonte: Terra

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