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Análise: A quantas anda sua independência financeira? – Lifestyle



“Quer salvar o mundo? Comece arrumando a sua cama.” A frase é do ex Almirante da Marinha Americana, William H. McRaven, e reflete bem o comportamento dos seres humanos: querer escalar montanhas quando ainda tropeça em terreno plano.


Para que nós, brasileiros, venhamos alcançar a verdadeira independência é preciso que cada um tenha consciência de seu próprio papel na sociedade e pare de apontar os erros dos outros, sem atentar que os próprios são ainda maiores.


Essa pandemia escancarou o quanto esta nação ainda engatinha em vários aspectos, principalmente no que se refere às finanças pessoais, ao mesmo tempo que se exime da responsabilidade (ou da falta dela). As redes sociais estão cheias de “experts” dando sugestões de como resolver o problema da economia brasileira da mesma forma desregrada que tratam seu orçamento pessoal, ou seja, de mal a pior.


No ranking das soluções nonsense está furar o teto de gastos e deixar para resolver “depois”, no dia em que as coisas melhorarem, como se não fosse necessário fazer nada para que essa melhora aconteça. E temos também a pérola de imprimir dinheiro para distribuir aos necessitados, como se papel moeda, por si só, significasse riqueza.


E não é exatamente assim que as pessoas se afundam financeiramente? Não é à toa que a cada ano o número de inadimplentes no país aumenta e, atualmente, alcançamos a triste marca de mais de 40% da população adulta com o nome negativado.


Faltou dinheiro? Simples: passe o cartão, gaste o que não pode – mesmo sem ter a menor ideia de como vai pagar – e deixe para resolver depois, esperando as coisas melhorarem enquanto os juros correm soltos. Não se pensa em produzir mais para ter mais, empreender, fazer dinheiro, mas sim, esperar que ele apareça. Por isso há tantos adeptos de se imprimir dinheiro para “solucionar” o problema da pobreza. Não há a compreensão de que o dinheiro em si não é nada e que somente a geração de riqueza, por meio do trabalho, é que pode erradicar a pobreza.


Até a Língua Portuguesa joga contra nesse aspecto, pois temos o costume de usar a expressão “trabalhar para ganhar dinheiro”, quando na verdade, deveríamos internalizar que dinheiro não é um ganho, mas sim, a remuneração de acordo com o que se produz. Produziu, recebe. Não produziu, não recebe. Mas o paternalismo prega o contrário e vitimiza quem não produz nada alegando falta de oportunidades, de estudo ou de estrutura.


Enquanto aceitarmos a vitimização e esperarmos passivamente que o Estado solucione os nossos problemas e seja o provedor de tudo o que necessitamos para viver dignamente, jamais alcançaremos a verdade independência.


Autora


Patricia Lages é autora de 5 best-sellers sobre finanças pessoais e empreendedorismo e do blog Bolsa Blindada. É palestrante internacional e comentarista do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

Fonte: R7

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