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Andrés pressionado. Diretoria exige Tevez de volta ao Corinthians – Prisma



São Paulo, Brasil


“Quem manda no Corinthians é o presidente.”


“E ele é o Dualib.”


“Não me interessa o que o vice disse.”


“E eu vou jogar pela seleção da Argentina.”


“O presidente me liberou, acabou.”



Foram com essas palavras que Carlitos Tevez encerrou sua passagem brilhante pelo Corinthians, em julho de 2006.


Embarcou para jogar um amistoso contra o Brasil, em Londres, e não voltou mais. Acertando contrato com o West Ham.


Foram 78 jogos e 46 gols.


Campeão brasileiro de 2005.


Bastou um ano e meio.



E o argentino se transformou em um dos maiores ídolos da história do clube.


Mas dos mais polêmicos.


Quinze anos depois, ele reacende um velho sonho de inúmeros corintianos, o ver de volta.


Aos 36 anos, ele está sem contrato com o Boca Juniors.


Cortado até dos treinamentos virtuais.


E ofendido com a proposta que o vice do clube, e também ídolo argentino, Riquelme, fez.


Contrato de um ano, com avaliação depois de seis meses se vale a pena seguir com o jogador.


Ele desejava contrato por um ano e meio.


“Vou doar todo o meu contrato e pronto, não se fala mais em dinheiro. Não falei sobre dinheiro no Boca e fiz muitas coisas pelo Boca. É justo o Boca ‘ver como Carlitos está’ e eu faço o mesmo, vemos se eu vou me aposentar em dezembro, ou se vou seis meses para o Corinthians, ou seis meses no West Ham”, disse, na semana passada, à rádio La Red AM.


Desde então, euforia entre torcedores corintianos.


Mas muitas incertezas na diretoria.


A começar por Andrés Sanchez. 


Ele era justamente o ‘vice-presidente’ que Carlitos não quis saber o que falou. Sua relação com Tevez era péssima. Embora amigo do empresário iraniano Kia Joorachian, que trouxe a MSI e Tevez, Andrés teve convivência distante, fria com o argentino. O dirigente sabia que o jogador desejava ir embora em 2006.


Não foi por acaso que Tevez mandou a torcida corintiana ‘calar a boca’ na comemoração de um gol contra o Fortaleza, no Morumbi.


Teve seu carro chutado por torcedores.


Mas ele provocou situações para facilitar sua saída.



A prepotência de Leão foi perfeita para selar o destino de Tevez.


O treinador tirou a braçadeira de capitão do jogador.


E o ironizou, disse que não entendia o que ele falava.


Ainda o proibiu de ir para o amistoso contra o Brasil.


Carlitos, que considerava Leão um técnico fraco, nem se importou com a proibição dele e de Sanchez. E foi para a Inglaterra para não mais voltar.


Quinze anos depois, Tevez está no pior momento de sua carreira. No limitado elenco do Boca Juniors, não consegue ser titular absoluto.


Perdeu a explosão muscular, a velocidade, as arrancadas com dribles.


Mas segue com lampejos de muita técnica.


A personalidade, a vibração, seguem iguais.


Apesar dele estar milionário, com as transferências para o Manchester United, Manchester City, Juventus e, principalmente, para o Shanghai Shenhua.


Segue um persongem carismático, mas deixou de ser um grande jogador.


Andrés Sanchez está encurralado.


O Corinthians deve mais de R$ 700 milhões e acumula processos, protestos e até tentativa de impeachment na justiça.



Nunca esteve tão desacreditado.


A contratação de Jô não teve o efeito esperado.


As críticas seguem cada vez mais pesadas entre os conselheiros.


Perdeu grande parte do seu prestígio.


Nunca esteve tão irritado, deprimido.


“O primeiro mandato que eu tive, por quase quatro anos e meio, foi cheio de problemas, com muita dificuldade, mas era uma coisa muito mais sadia dentro e fora do clube.”


“O segundo mandato, agora, é reflexo do país. Está uma cobrança, um xingamento, uma exigência, uma suspeição, uma dúvida, tudo está errado, tudo tem esquema e não sei o que, é muito difícil de controlar. Estou muito decepcionado, muito chateado.”


“No português claro…”


“Estou com o saco cheio.”


Diante desse cenário, a contratação de Tevez seria ótima como escudo.


O jogador recebia R$ 900 mil no Boca.


O teto do endividado Corinthians é de R$ 700 mil.


Andrés segue muito amigo de Kia Joorachian.


O iraniano ajudou na volta de Jô.


A situação está longe de ser impossível.



Enquanto o Corinthians não age, o Estudiantes, onde joga Mascherano, e que tem como dirigente Verón, sonda Tevez.


Companheiros de diretoria avisam.


Se o presidente quiser um escudo, a hora é agora.


Esquecer o ressentimento com Carlitos.


E buscá-lo de volta…


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Fonte: R7

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