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Andy Jassy: conheça o substituto de Jeff Bezos na Amazon

Nome completo: Andrew R. Jassy
Local de nascimento: Scarsdale, Westchester, NY, Estados Unidos
Formação: Administração de Empresas
Ocupação: CEO da Amazon Web Services (AWS) e futuro CEO da Amazon
Fortuna: US$ 440 milhões

Quem é?

Andy Jassy, 53, é um executivo norte-americano, CEO da Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da Amazon, gigante do varejo eletrônico fundada em 1994 por Jeff Bezos. A partir do terceiros trimestre de 2021, Jassy vai assumir o lugar de Bezos no comando da companhia sediada em Seattle, nos Estados Unidos.

O anúncio da sucessão ocorreu em 02 de fevereiro de 2021, junto com a divulgação dos resultados da Amazon em 2020. Jassy participou da criação e desenvolvimento da plataforma online de armazenamento e processamento de dados, a partir de 2003, e chefia a AWS desde 2006, quando ela foi lançada. Em 2016, ele passou a ter o título de CEO da AWS. Antes, o executivo era vice-presidente sênior de Serviços Web da Amazon.

Andrew R. Jassy nasceu na cidade de Scarsdale, Nova York, em 13 de janeiro de 1968. Ele é o filho do meio dos três do casal Everett e Margery Jassy. Seu pai era sócio do escritório de advocacia Dewey Ballantine, de Nova York, e sua mãe, dona de casa e apoiadora de organizações artísticas.

Segundo reportagem do New York Times (NYT), o jovem Jassy sonhava em ser locutor esportivo. Chegou a trabalhar por algum tempo nas TVs ABC e Fox depois de concluir seu bacharelado no Harvard College. O executivo é fã de esportes e sócio de um time de hóquei no gelo, o Seattle Kraken.

Em seu perfil no Twitter, ele se descreve como “grande fã de esportes/música/filmes, experiente comedor de ‘buffalo wings’ (asinhas de frango ao estilo dos EUA)”, tendo sido mestre de cerimônias de um campeonato de degustação da iguaria entre funcionários da Amazon.

Durante a faculdade, Jassy trabalhou na seção de Negócios do jornal estudantil da universidade, The Harvard Crimson. Depois de se formar, em 1990, e da experiência na TV, foi trabalhar como gerente de projetos da MBI, uma empresa que comercializa itens de colecionador.

De acordo com o NYT, ele ainda tentou abrir um negócio em sociedade com um colega, antes de voltar a estudar, na Escola de Negócios de Harvard (Harvard Business School, HBS), onde obteve um MBA, em 1997.

Carreira

Logo depois, entrou na Amazon, e nunca mais saiu. “Eu fiz minha última prova na HBS na primeira sexta-feira de maio de 1997, e comecei na Amazon na segunda-feira seguinte”, disse Jassy num podcast da Harvard Business School em setembro de 2020. “Eu não sabia qual seria meu trabalho ou qual seria meu cargo, mas era superimportante para o pessoal da Amazon que nós começássemos na segunda”, acrescentou.

Isso ocorreu pouco antes de a companhia abrir seu capital na bolsa Nasdaq, em maio de 1997, com um valor de mercado avaliado em US$ 438 milhões. Em 2018, a Amazon se tornou a segunda companhia norte americana a ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão. A primeira foi a Apple.

De acordo com ranking da PricewaterhouseCoopers, que leva em conta a capitalização, em 2020 a Amazon era a quarta maior companhia de capital aberto do mundo, atrás apenas da petrolífera Saudi Aramco e das big techs norte-americanas Apple e Microsoft.

No ranking de 2020 da revista norte-americana Fortune, que leva em conta o faturamento em 2019, ela é a segunda maior empresa dos Estados Unidos, atrás apenas do Walmart, e nona do mundo. Nada mal para uma loja online de livros que nasceu na garagem de Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes. Jassy teve grande participação no crescimento da Amazon, principalmente após a criação da AWS.

Ainda em 1997, Jassy se casou com a estilista de moda Elana Rochelle Caplan, com quem tem dois filhos. Embora a imprensa norte-americana diga que ele era pouco conhecido do público em geral até recentemente, o casamento foi noticiado em coluna social do NYT. A união foi celebrada pelo rabino James Brandt, um primo da noiva, no Santa Monica Beach Hotel, em Santa Mônica, Califórnia.

O pai de Elana, George Caplan, era sócio do escritório Dewey Ballantine, assim como o sogro, e a mãe, Louise Caplan, trabalhava no escritório de advocacia Bryan Cave, em Santa Mônica.

Segundo informações da CNBC, Jassy conta que ele e a mulher decidiram se mudar para a Costa Oeste dos EUA para ficar mais perto da família dela, e voltar para Nova York depois de alguns anos. Até o início de 2021 ainda não retornaram. Seattle fica no litoral Noroeste do país, próxima à fronteira com o Canadá.

O executivo começou a trabalhar na Amazon na área de marketing e, posteriormente, fez parte de uma equipe cuja missão era explorar outros produtos além dos livros, de acordo com a CNN. Jassy sugeriu que a empresa entrasse no ramo musical. Isso foi antes da popularização de formatos digitais e muito antes dos serviços de streaming, ou seja, envolvia a venda de CDs.

A partir de 2002, Jassy foi trabalhar junto com Bezos, como sua “sombra”, uma espécie de chefe de gabinete, seguindo o patrão por todos os lados, em reuniões e até acompanhando suas ligações telefônicas, de acordo com o NYT. O jornal cita depoimento de uma ex-assistente executiva de Bezos, Ann Hiatt. O objetivo, segundo ela, era fazer dele um “dublê de cérebro” do chefe, que pudesse questionar sua ideias e antecipar suas perguntas.

“Eu pensava ter padrões muito elevados antes de começar naquele cargo”, afirmou Jassy no podcast da HBS. “Então, ao fazer aquele trabalho de sombra, eu cheguei à conclusão que meus padrões não eram assim tão altos”, acrescentou. Ele permaneceu nesta função por 18 meses.

Jassy conta que foi no final deste período, em 2003, que surgiu a ideia de criar uma infraestrutura tecnológica que permitisse à Amazon construir e desenvolver serviços mais rapidamente, mas também oferecer esta estrutura para terceiros. Este projeto viria a se tornar a AWS.

Nuvem

Quando serviço foi lançado, em 2006, a ideia era oferecer armazenamento e computação em nuvem para pequenas empresas e startups. “Qualquer pessoa, em sua garagem ou alojamento universitário, poderia ter acesso à mesma estrutura de custo, à mesma facilidade de ampliação e à mesma infraestrutura que as maiores companhias do planeta”, declarou Jassy em entrevista ao Wall Street Journal (WSJ).

Estes clientes cresceram e, mesmos assim, não montaram estruturas próprias de processamento e armazenagem de dados. Continuaram a utilizar os serviços da Amazon. A AWS acabou crescendo junto com empresas como Airbnb, Uber e Netflix.

A AWS passou também a oferecer seus serviços para grandes empresas e instituições, como a Apple, McDonald’s, Pfizer, Disney, Johnson & Johnson, a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês), o Comitê Nacional do Partido Democrata, e até para seus próprios concorrentes.

Para tanto, desde o início foi decidido que a AWS funcionaria como uma empresa separada, atendendo a Amazon como atenderia outro cliente qualquer. “Nós tratamos os negócios de varejo da Amazon como um cliente externo”, afirmou Jassy à CNN.

Mais recentemente, segundo a CNBC, a AWS começou a oferecer outros serviços, como bancos de dados, ferramentas analíticas, conteúdo e softwares de “machine learning” (“aprendizado de máquina”, uma ramo da inteligência artificial), entrando em segmentos explorados por seus clientes.

A AWS cresceu para se tornar a líder do mercado de computação em nuvem, com 33% de participação, à frente da Microsoft (18%) e do Google (9%). A divisão se tornou o negócio mais lucrativo do grupo. Em 2020, a AWS respondeu por 12% do faturamento da Amazon, mas contribuiu com 63% do lucro.

Frank Slootman, CEO da Snowflake, cliente e concorrente da AWS, disse que Jassy “mudou sozinho a cara da computação”, de acordo com reportagem da Forbes.

A pandemia de Covid-19 deu ainda mas impulso à Amazon e à AWS, com o aumento da demanda online por produtos e serviços em função do isolamento social.

O faturamento da matriz somou US$ 386,1 bilhões em 2020, um aumento de 38% sobre 2019. O lucro operacional foi de US$ 22,9 bilhões, um crescimento de 58% na mesma comparação. O lucro líquido ficou em US$ 21,3 bilhões, um avanço de 83,6% em relação a 2019.

A AWS sozinha registrou um faturamento de US$ 45,4 bilhões em 2020, um aumento de 30% sobre 2019. O lucro operacional foi de US$ 13,5 bilhões, um crescimento de 47% na mesma comparação.

De acordo com o site Business Insider, no início da pandemia, Jassy disse aos funcionários da empresa que o mundo estava contando com a Amazon. Vale ressaltar que alguns dos serviços mais utilizados neste período de isolamento, como o Zoom e o Netflix, são clientes da AWS, além de bancos e órgãos estatais.

Numa reunião em outubro de 2020, segundo o Business Insider, Jeff Bezos disse que empresas como a Zoom só estavam conseguindo atender a demanda por causa da tecnologia de nuvem da AWS. “Se eles estivessem no mundo antigo, no mundo pré-AWS, eles teriam que construir novos data centers, instalar novos servidores e ter tudo pronto para atender ao aumento da demanda. Eles não teriam sido capazes de fazer isso”, destacou Bezos sobre os clientes da AWS.

Em setembro de 2020, uma reportagem do Washington Post apontou Jassy como provável herdeiro de Bezos no comando da Amazon, após a aposentadoria do chefe de varejo da companhia, Jeff Wilke. O jornal norte-americano pertence a Bezos.

Chefia

Jassy é descrito como um sujeito simpático, em contraste com a personalidade dura de Bezos. No entanto, é bastante exigente, traça grandes expectativas para sua equipe e espera que seus colaboradores estejam à altura. Em reuniões importantes, para tomada de decisões, espera que os participantes estejam muito bem preparados.

Estas reuniões são chamadas de “Chop”, em referência ao romance “A Cartuxa de Parma” (“Charterhouse of Parma”, em inglês, “La Chartreuse de Parme”, no original em francês), de Stendhal, publicado em 1839, que o executivo leu quando estava na faculdade. Originalmente, “Chop” era o nome de uma sala da Amazon onde ocorriam estes encontros, decorada com um pôster da Dave Matthews Band, da qual Jassy é fã.

“Ele não tolera tolices”, disse Scott Chancellor, um ex-diretor da AWS, ao Business Insider. “Quem não dá seu melhor nestas reuniões não tem uma segunda chance, ao menos por um longo tempo”, acrescentou.

Jassy gosta de ler versões impressas das propostas que são apresentadas pelos funcionários nestas reuniões, que podem contar com mais de 50 pessoas. Ele costuma esperar todos darem suas opiniões antes de falar. Ao contrário de outros executivos do setor, ele não é formado em engenharia ou computação, é um administrador.

É considerado “pé no chão” para um CEO, extremamente atento aos detalhes e não tem problemas em chamar a atenção de gente despreparada. Isso leva o executivo a se envolver em assuntos do dia a dia, o que não é comum para alguém tão graduado. De acordo com o Business Insider, ele chega a revisar todos os press releases da AWS antes da divulgação.

Como Bezos, tem um estilo peculiar de se comunicar por e-mail. Enquanto o patrão costuma responder e encaminhar mensagens com um mais pontos de interrogação, Jassy escreve apenas “Legal”, com um ou mais pontos de exclamação. Em 2016, o CEO da AWS foi escolhido como “Pessoa do Ano” pelo jornal britânico Financial Times.

Boca no trombone

Jassy é conhecido por se manifestar publicamente sobre questões políticas, sociais e sobre a concorrência. “O que será necessários para que nós nos recusemos a aceitar estas mortes injustas de pessoas negras? Quantos devem morrer, quantas gerações precisam enfrentar isso, quantos vídeos de testemunhas oculares são necessários? O que mais nós precisamos? Nós precisamos de mais do que estamos recebendo dos tribunais e lideranças políticas”, destacou ele no Twitter em 30 de maio de 2020, na esteira do movimento Black Lives Matter, cinco dias após o assassinato de George Floyd, homem negro estrangulado por um policial branco que ajoelhou em seu pescoço.

“Não podemos deixar a morte de Breonna Taylor sem responsabilização”, ressaltou ele, também no Twitter, em 24 de setembro de 2020, sobre a jovem negra assassinada pela polícia dentro de sua própria casa, em Louisville, Kentucky. “Nos Estados Unidos nós ainda não entendemos que, se policiais não forem responsabilizados por assassinar pessoas negras, nós nunca teremos mudanças e justiça, e nunca seremos o país que aspiramos (e afirmamos) ser”, acrescentou.

Em janeiro de 2020, numa reunião “Chop”, a Amazon decidiu banir de seu serviço de hospedagem o aplicativo Parler, depois da invasão do Congresso norte-americano por apoiadores do então presidente, Donald Trump. A decisão teve participação de Jassy. A companhia levou em consideração o uso indiscriminado da rede social por radicais de extrema direita.

Em 18 de março de 2021, Jassy veio a público manifestar repúdio à onda de violência racial contra pessoas de origem asiática em seu país. Dois dias antes, oitos pessoas de origem asiática foram chacinadas em Atlanta, na Geórgia. “O aumento da violência contra asiáticos neste país é chocante e profundamente preocupante. Na Amazon e na AWS nós somos solidários à comunidade pan-asiática. #StopAsianHate”, declarou ele no Twitter.

Jassy já fez também declarações públicas contra políticas de imigração dos EUA e a favor de direitos LGBTQ+.

No início de 2019, porém, ele defendeu a venda para a polícia da tecnologia de reconhecimento facial da Amazon, Rekognition, que foi criticada por preconceito contra pessoas de pele escura, segundo o NYT. Posteriormente, no entanto, a Amazon acabou impondo uma moratória de um ano sobre o uso da tecnologia pela polícia.

Jassy criticou a gestão Trump por “desdém” pela Amazon quando um contrato de peso do Departamento de Defesa foi dado à Microsoft. De acordo com o Business Insider, o executivo disse que o contrato era “politicamente corrupto” e resultado de uma rixa pública entre o então presidente e Bezos.

Em 2017, ele criticou a concorrente Oracle por “aprisionar” seus clientes em contratos longos e extremamente caros.

Chefão

As palavras e ações de Jassy estarão agora sobre escrutínio público muito maior, com ele à frente da Amazon como um todo. Bezos segue como maior acionista da empresa e vai assumir a posição de presidente executivo do conselho. “Ele será um líder excepcional e tem minha total confiança”, declarou o fundador sobre seu sucessor, em e-mail enviado aos funcionários no dia 02 de fevereiro de 2021, quando do anúncio da transição.

Sobre os planos para a companhia, segundo o NYT, não é esperada nenhuma guinada, uma vez que Jassy é considerado um dos criadores da cultura interna da Amazon, dado seu tempo de casa. “Andy é parte desta cultura”, afirmou ao NYT Tom Alberg, sócio gerente da Madrona Venture Group e conselheiro da Amazon até 2019. “Andy é muito conhecido dentro da empresa e está na Amazon há quase tanto tempo quanto eu”, declarou Bezos no e-mail aos funcionários,

Dado o sucesso da AWS, espera-se que a computação em nuvem esteja cada vez mais no cerne dos negócios da empresa. Numa conferência da AWS em dezembro de 2020, Jassy disse que, para sobreviver por muito tempo, uma companhia precisa se reinventar mesmo quando estiver passando por um período de vacas gordas. “Você tem que ter coragem de puxar a empresa para cima, e força-la a mudar e se mover”, declarou o executivo, de acordo com o NYT. Jassy é conhecido por fazer performances dignas de estrelas de rock em suas apresentações em conferências da companhia.

Um dos desafios de Jassy será manter a Amazon à frente no mercado de computação em nuvem, pois concorrentes como Microsoft e Google estão crescendo neste ramo. Assim como o executivo da Amazon, a atual CEO da Microsoft, Satya Nadella, chegou ao cago após chefiar a divisão de nuvem da empresa, a Azure.

“É fácil esquecer que a AWS está ainda nos estágios iniciais de seu potencial. Menos de 5% do gasto mundial com TI está na nuvem atualmente. Isso vai mudar significativamente nos próximos anos. Nós temos muito a inventar para os clientes, e temos uma equipe de líderes e um grupo de realizadores muito fortes para fazer isso acontecer. Eu estou muito animado com o que está por vir”, declarou Jassy em comunicado divulgado em 23 de março de 2021 para anunciar que seu sucessor na AWS será Adam Selipsky, CEO da empresa de softwares Tableau e, anteriormente, vice-presidente da AWS responsável por vendas, marketing e suporte técnico. Selipsky voltará à Amazon em 17 de maio.

A computação quântica está também no horizonte. A Amazon lançou seu primeiro produto nesta área em 2019 e, de acordo com o Business Insider, abriu mais de 40 vagas para profissionais do setor, incluindo para a função de “auxiliar o esforço da AWS em levar serviços de computação quântica em nuvem para sua base mundial de clientes”.

Outros desafios de Jassy são, na seara interna, demandas trabalhistas originadas num ambiente de trabalho considerado, no mínimo, extenuante, mas que já foi acusado de abusivo; e no front externo, a pressão de órgãos antitruste nos Estados Unidos e na Europa, em face do tamanho da companhia e de seu domínio em fatias do mercado.

Não se sabe quanto Jassy vai ganhar como CEO. Em 2019, sua remuneração anual básica era de US$ 175 mil, mas ele recebeu de fato US$ 349 mil. Em 2018, porém, ganhou um prêmio em ações da Amazon superior a US$ 19 milhões. É um homem rico, sua fortuna é avaliada em US$ 440 milhões, segundo a Forbes. Não se compara, porém, ao patrimônio do patrão, avaliado em US$ 185 bilhões pela mesma revista.

Bezos, por sua vez, pretende se dedicar mais a seus outros negócios, como o Day 1 Fund, fundo de US$ 2 bilhões destinado a financiar organizações sem fins lucrativos que auxiliam famílias sem teto, e a criar uma rede de pré-escolas gratuitas e de alto nível em comunidades de baixa renda; o Earth Fund, fundo de US$ 10 bilhões cujo objetivo é financiar iniciativas de combate às mudanças climáticas; a empresa espacial Blue Origin e o Washington Post.

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Fonte: Infomoney

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