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as análises dos balanços que movimentaram a sessão

SÃO PAULO – Além de acompanhar o cenário internacional mais positivo, diversas ações da Bolsa brasileira também registraram fortes variações em decorrência da temporada de resultados na sessão desta quarta-feira (5).

Dentro do Ibovespa, Gerdau (GGBR4, R$ 18,52, +5,95%), Klabin (KLBN11, R$ 22,89, +9,78%) e Iguatemi (IGTA3, R$ 34,98, +7,76%) surpreenderam o mercado com resultados acima do esperado, impulsionando as suas ações e também os seus respectivos setores na Bolsa brasileira. Gerdau viu seus ativos saltarem até 8%, Klabin chegou a subir quase 10% (fechando perto da máxima), enquanto Iguatemi viu seus papéis subirem até 9%. Papéis de siderúrgicas, de papel e celulose e de shoppings também subiram forte.

Entre os destaques negativos, Embraer (EMBR3, R$ 7,66, +2,54%) reportou resultados fracos mas, ajudada pela cenário de maior aversão ao risco do mercado, viu suas ações fecharem em alta.

Fora do índice, os ativos preferenciais da Alpargatas (ALPA4, R$ 34,00, +8,83%) saltaram até 10% na máxima do pregão. Por outro lado, Banco Pan (BPAN4, R$ 9,78, -0,71%) e Omega (OMGE3, R$ 38,00, +0,72%) não reagiram tanto aos balanços. Confira as análises dos resultados que estão movimentando o pregão:

Iguatemi (IGTA3, R$ 34,98, +7,76%)

Em meio à pandemia do coronavírus, o setor de shoppings foi um dos mais impactados, com uma forte queda dos principais indicadores operacionais em meio ao fechamento das operações durante as medidas de isolamento. Contudo, o resultado da Iguatemi foi bem recebido pelos investidores, levando à forte alta das ações da empresa e de outros papéis do setor, com os analistas destacando linhas no balanço positivas e mostrando algum conforto em meio ao cenário desafiador da companhia.

A rede de shoppings de luxo obteve lucro líquido de 43,6 milhões no segundo trimestre de 2020, queda de 23% em relação ao mesmo período de 2019. Já o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 114,9 milhões, recuo de 16,5% na mesma base de comparação, com margem de 71,4%.

O lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa (FFO), por sua vez,  alcançou R$ 83,8 milhões, queda de 8,8%, enquanto a receita líquida totalizou R$ 160,9 milhões, baixa de 14,3%.

A receita bruta totalizou R$ 160 milhões, queda de 25,3%. A receita de aluguel atingiu R$ 229,1 milhões, recuo de 11%, enquanto a receita de estacionamento foi de apenas R$ 5,6 milhões, uma baixa de 90,7%. As vendas totais nos shoppings caíram 82,8%, para R$ 603,6 milhões. As vendas nas mesmas lojas (abertas há mais de um ano) diminuíram 70,6% no período, enquanto os aluguéis nas mesmas lojas tiveram retração de 79,1%.

A companhia é sócia de 16 empreendimentos (14 shoppings de luxo e 2 outlets), dos quais 12 já voltaram a funcionar e, ainda assim, com restrições no expediente. Isso se traduziu em queda nas vendas e em perda de faturamento com locação de pontos comerciais e cobrança de estacionamento. A Iguatemi isentou o aluguel dos lojistas nos meses em que os shoppings ficaram fechados e vem concedendo descontos nesta reabertura parcial.

Apesar dos dados naturalmente ruins, os analistas do Bradesco BBI destacaram a estabilidade na taxa de ocupação nos shoppings administrados pelo Iguatemi, redução dos custos e o resultado da inadimplência, que teve a influência na suspensão ou adiamento do pagamento de aluguéis.

“Embora a Iguatemi tenha reportado um resultado mais fraco, a empresa vem fazendo um bom trabalho reduzindo custos e despesas, na tentativa de amenizar o impacto da Covid-19”, avaliaram, em relatório a clientes, os analistas do Bradesco BBI.

A companhia é “top pick” da instituição financeira para o setor, com um preço-alvo de R$ 49 e classificação “outperform”.

Os analistas destacaram ainda a iniciativa de comércio eletrônico do Iguatemi, o Iguatemi 365, que atualmente conta com 280 marcas, sendo que 30% não estão presentes nos shoppings administrados pela empresa. “Isso indica que a plataforma de comércio eletrônico pode agregar valor às operações da companhia.”

Conforme destaca a XP Investimentos, os resultados foram fracos, mas ainda acima das estimativas em meio a um cenário desafiador para o setor.

“Para frente, acreditamos que as atenções estarão voltadas para a evolução dos descontos e métricas operacionais gerais (como vendas, ocupação e taxa de inadimplência), uma vez que as severas restrições impostas às operações durante o segundo trimestre impedem uma avaliação completa de potenciais tendências de recuperação nesse momento. Em 31 de julho, a Iguatemi possuía cerca de 73% da sua área bruta locável (ABL) própria de shoppings em operação (mas ainda com restrições)”, avalia a analista Bruna Pezzin.

A XP mantém recomendação de compra para as ações, refletindo a percepção de que a empresa reúne (i) um portfólio forte, com altos níveis de produtividade, o que deveria proporcionar resiliência superior uma vez que as operações gradualmente retornarem ao normal, (ii) um balanço saudável e (iii) negocia a nível de valuation ainda atrativo. O preço-alvo é de R$ 46 por ativo IGTA3.

O Credit Suisse, por sua vez, ressalta que, embora os resultados não tenham esclarecido as preocupações de longo prazo, o trimestre deu algum conforto de que o curto prazo pode não ser tao ruim quanto o esperado.

Os analistas do banco suíço apontam que, mesmo permanecendo fechado por cerca de 75% do período e oferecendo descontos completos para a maioria dos inquilinos, o Iguatemi conseguiu (i) reportar margem Ebitda positiva e alta de 46%; (ii) gerar R$ 4 milhões em fluxo de caixa operacional; (iii) manter uma alta taxa de ocupação em 93,6% (queda de 50 pontos-base na comparação trimestral) e; (iv) provisionar apenas R$ 7 milhões para potencial inadimplência.

“A empresa registrou uma grande queda de 71,5% do Ebitda e de 95% do fluxo de caixa operacional na comparação anual, mas ainda assim um desempenho impressionante para um negocio que permaneceu fechado a maior parte do trimestre”, avaliam. Eles também ressaltam que o valuation está atrativo, oferecendo um ponto de entrada atraente para investidores de longo prazo que buscam shoppings premium e dominantes.

Gerdau (GGBR4, R$ 18,52, +5,95%)

Outro número que agradou o mercado foi o da Gerdau. A companhia reportou lucro líquido de R$ 315 milhões no segundo trimestre de 2020, queda de 15% na comparação com o mesmo período do ano passado. Contudo, frente o primeiro trimestre deste ano, quando ficou em R$ 221 milhões, houve alta de 43%.

Mas o grande destaque, conforme apontam analistas da XP Investimentos e do Bradesco BBI, fica para o Ebitda, que somou R$ 1,32 bilhão (queda de 16,2% na comparação anual), tendo como principais destaques os volumes mais fortes nas unidades do Brasil, seguindo o aumento das exportações, e margens saudáveis em todas as linhas.

Houve uma queda de apenas 1% dos volumes domésticos na comparação trimestral, apesar da pandemia do coronavírus, mostrando a resiliência do setor de construção. De acordo com o Credit Suisse, os números da Gerdau foram surpreendentemente fortes, mostrando que a companhia passou no teste da resiliência.

O resultado na América do Norte, por sua vez, foi em linha com o esperado, com margem Ebitda em 10,5%.

Já o fluxo de caixa livre foi de R$ 205 milhões no período devido aos esforços da companhia em garantir liquidez. Contudo, na base ajustada, a geração de caixa livre foi considerada fraca pelo BBI, a R$ 86 milhões, mas que deve ser revertido nos próximos exercícios, apontam os analistas.

Vale destacar ainda que a receita líquida caiu 14% no segundo trimestre deste ano, para R$ 8,745 bilhões. De acordo com os dados, a queda é de 5% quando comparado com o primeiro trimestre deste ano (R$ 9,228 bilhões).

O Bradesco BBI segue com recomendação neutra para os ativos, com preço-alvo de R$ 17. Os analistas apontam que a Gerdau está se beneficiando da demanda resiliente de aços longos e aumentos de preços no Brasil e sua diversificação geográfica. “No entanto, estamos preocupados com a sustentabilidade da força da demanda nos próximos trimestres, enquanto as ações já estão precificando uma recuperação relevante”, avaliam.

Por outro lado, a XP Investimentos possui recomendação de compra para a ação, mesma recomendação do Itaú BBA, este último com preço-alvo de R$ 20 para 2021.

Já o Credit Suisse reforça: “acreditamos que a demanda por aços longos no Brasil permanece forte (e com uma carteira de pedidos decente), enquanto os volumes da Gerdau nas divisões de América do Norte, América do Sul e Aços Especiais provavelmente aumentarão sequencialmente à medida que às restrições relacionadas ao coronavírus estão sendo gradualmente levantadas em todo o mundo”. O banco suíço também possui recomendação equivalente à compra para os ativos, com preço-alvo de R$ 19.

Klabin (KLBN11, R$ 22,89, +9,78%)

A fabricante de papel e celulose Klabin registrou um prejuízo líquido de R$ 383 milhões no segundo trimestre do ano, ante um lucro de R$ 72 milhões em relação ao igual período de 2019 – mas um resultado melhor do que o prejuízo de R$ 3,1 bilhões do primeiro trimestre.

Contudo, o destaque ficou para o maior Ebitda trimestral ajustado da história, que cresceu 39%, somando R$ 1,333 bilhão. Ante o primeiro trimestre foi apurada expansão de 30%. A margem Ebitda ajustada, por sua vez, passou de 40% em março para 45% ao final de junho de 2020. A margem também apresentou melhora no comparativo anual, quando estava em 37%.

Nos comentários da administração, a Klabin destaca que o resultado é reflexo de sua flexibilidade operacional, necessária para o ajuste de sua produção e vendas, bem como “a sua exposição comercial a setores resilientes da economia brasileira e mundial”.

Puxada pelo maior volume de vendas e depreciação do real, a receita líquida da companhia atingiu R$ 2,956 bilhões no segundo trimestre, 14% acima do registrado um ano antes. O mesmo crescimento foi observado em relação ao trimestre anterior.

Conforme destaca a XP, o principal destaque foi o volume de papel, sinalizando poucos impactos do Covid-19.

Além disso, volumes de celulose vieram em linha com a previsão e os preços foram beneficiados pelo aumento no câmbio. “No segmento de celulose, os principais destaques foram o melhor mix entre clientes/regiões e a melhor precificação em reais, compensando parcialmente os preços da celulose de fibra curta mais baixos no trimestre.”, aponta Yuri Pereira, analista da XP.

Ele ainda ressalta que os volumes de papel foram maiores, com alta de 8% na comparação anual, devido à forte demanda e a postergação da parada na fábrica de Monte Alegre. “Embora a alavancagem continue sendo uma preocupação, parece decente, considerando os projetos de expansão em andamento: a dívida Líquida/Ebitda em dólar atingiu 3,8 vezes, contra 3,7 vezes no primeiro trimestre”, ressalta o analista, que possui recomendação de compra para os ativos.

Ele ressalta manter visão positiva para os preços de celulose no futuro, com preços (atualmente em US$ 442 a tonelada) abaixo do custo marginal (US$ 500 a tonelada). “Adicionalmente, melhores custos (estável no trimestre, queda de 13%, no comparativo anual, em reais) ajudaram a empresa a registrar bons números no período”, complementa.

O Bradesco BBI também possui recomendação de compra para as units, com preço-alvo de R$ 27. “A flexibilidade operacional muito sólida da Klabin no segmento de embalagens de papel e a alta exposição aos setores de necessidades básicas devem continuar apoiando os resultados da empresa, enquanto pensamos que o ciclo da celulose está no fundo, com uma potencial recuperação a partir do primeiro trimestre”, apontam os analistas. Eles ainda avaliam que a empresa está em um ciclo de expansão, com crescimento significativo esperado do Ebitda nos próximos anos.

Alpargatas (ALPA3, R$ 28,46, +4,98%; ALPA4, R$ 34,00, +8,83%)

A Alpargatas registrou lucro líquido de R$ 44,5 milhões no segundo trimestre de 2020, um crescimento de 53,1% na comparação com o mesmo período de 2019. O Ebitda da empresa, por sua vez, subiu 28,1% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, chegando a R$ 132,2 milhões.

Segundo o presidente do grupo, Roberto Funari, o crescimento de lucro veio da redução de despesas administrativas, aumento da receita por par vendido e desenvolvimento dos canais digitais.

Além disso, ele chama a atenção para os créditos fiscais que melhoraram os resultados da companhia. Houve ganho tributário advindo de mais uma ação de exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS e de ação de crédito de IPI no valor de aproximadamente R$100 milhões, bem como para as despesas não recorrentes referente à covid-19 no montante total de cerca de R$ 30 milhões. Esses benefícios influenciaram o crescimento de Ebitda e lucro da companhia.

A receita líquida, foi de R$ 680,5 milhões, uma queda de 19,6% em relação a 2019. Aqui, a empresa explica que “a redução de volume de Mizuno e Osklen nos meses de abril e maio, bem como a de Havaianas Brasil no mês de abril, ambas em virtude da pandemia, impactaram negativamente a evolução do trimestre versus 2019”.

O Bradesco BBI destacou a recuperação das receitas da Alpargatas ao longo do segundo trimestre, o que serviu para limitar os dados causados pelas medidas de isolamento social que vigoraram no período. A instituição financeira também destacou medidas estratégicas da companhia, que resultaram no crescimento do comércio eletrônico. Com isso, os analistas apontaram que o resultado foi muito melhor do que o esperado.

“O volume de Havaianas Brasil caiu 27% (ante segundo trimestre de 2019), mas um desempenho muto mais resiliente que a nossa estimativa de queda de 40%. A receita Brasil caiu 35%, ante uma expectativa de 51%. O resultado acima do esperado deve-se a uma forte recuperação do volume em junho, mês em que a receita cresceu 8% na comparação anual”, avaliou, em relatório a clientes, a instituição financeira.

Com isso, os analistas apontam que o resultado foi encorajador. “Estrategicamente, achamos que também houve um bom progresso com inovações bem-sucedidas (como os chinelos Sparkle and Pride no Brasil e uma campanha com a Mastermind no Japão) e forte crescimento do comércio eletrônico, impulsionando a penetração e as margens do DTC (direto ao consumidor)”, apontam.

Eles ainda ressaltam que a China – uma das “grandes apostas” da administração – é uma das operações que ainda está em andamento, mas a receita da operação online no país em junho ficou no mesmo nível da receita de comércio eletrônico na região EMEA [Europa, Oriente Médio e África], a região mais madura e bem-sucedida do mercado internacional para a companhia.

“Portanto, embora ainda seja cedo para dizer, está sendo feito progresso. Acreditamos que isso se reflete até certo ponto no valuation, com o múltiplo de preço sobre o lucro em 31 vezes, mas a resiliência do modelo e o progresso em iniciativas estratégicas provavelmente continuarão a apoiar o preço das ações”, apontam. Os analistas do BBI possuem recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 33.

Embraer (EMBR3, R$ 7,66, +2,54%)

A Embraer foi uma das maiores impactadas pela pandemia do coronavírus. A companhia fabricante de aviões registrou um prejuízo líquido ajustado – excluído o Imposto de Renda e a contribuição social diferidos e também o impacto líquido, após imposto dos itens especiais que eventualmente tenham sido contabilizados  – de R$ 1,071 bilhão no segundo trimestre do ano, ante um prejuízo de R$ 57,6 milhões em igual período de 2019.

Já a receita líquida atingiu R$ 2,864 bilhões, um recuo de 47% no comparativo anual. Nesse período, o Ebitda ficou negativo em R$ 1,822 bilhão, ante Ebitda positivo de R$ 101,1 milhões entre abril e junho de 2019.

No trimestre, a Embraer entregou apenas quatro aeronaves comerciais ante 26 em igual comparação de 2019. Na aviação executiva as entregas foram de 13 unidades contra 25 no mesmo período do ano passado.

Devido à incerteza relacionada à pandemia de Covid-19, as estimativas financeiras e de entregas para 2020 permanecem suspensas.

Já o prejuízo líquido, sem ajuste, foi de R$ 1,68 bilhão no segundo trimestre de 2020. No mesmo período do ano passado a companhia teve lucro líquido de R$ 26,1 milhões.

No semestre, o prejuízo líquido da empresa já soma R$ 2,9 bilhões, contra um resultado também negativo de R$ 134,7 milhões em igual comparação.

“Na comparação entre os semestres, todos os segmentos de negócio tiveram queda de receita, sendo que a maior queda ocorreu na Aviação Comercial e seus serviços relacionados que contribuíram com quase 75% da queda na receita líquida”, informou o comunicado.

Grande parte do prejuízo deveu-se a despesas pontuais, afirmaram os executivos em teleconferência, afirmando que os resultados dos próximos trimestres não devem ser tão negativos.

A Embraer disse que até 50% de suas encomendas de aeronaves foram adiadas para 2022. Ela disse que não recebeu cancelamentos no importante segmento de jato comercial, mas alertou que adiamentos prolongados tornarão 2021 um ano difícil. Por outro lado, para compensar os atrasos, a empresa anunciou que lançou campanhas de vendas para garantir a entrega de aeronaves no curto prazo, embora não tenha anunciado novos pedidos firmes.

Conforme destaca o UBS, o balanço da companhia foi pior do que as expectativas, com destaque para o Ebitda bem abaixo do esperado, assim como a queda nas vendas. “Tendo em visto o dado divulgado anteriormente de entregas fracas, o baixo desempenho no trimestre não foi uma surpresa completa. Contudo, parece que uma revisão adicional da base de custos no KC-390 também afetou os resultados”, avaliam os analistas do banco, que seguem com recomendam neutra para os ADRs (na prática, os ativos da empresa negociados nos EUA) da companhia.

O BBI também aponta os principais destaques: i) provisões para devedores duvidosos de US$ 16 milhões; ii) um prejuízo de US$ 91 milhões na aviação comercial, que sugere entregas mais fracas pela frente; iii) a indicação de que o E175-E2 entrará em serviço em 2023, e não em 2021, como esperado anteriormente; e iv) o fluxo de caixa livre ajustado negativo de US$ 476 milhões. Com o adiamento das entregas de aeronaves para 2021 ou além, a Embraer precisaria reduzir o ritmo de produção e ajustar a estrutura de custos fixos ao novo cenário do COVID-19.

Os analistas do BBI possuem recomendação equivalente à venda para as ações, com preço-alvo de US$ 4 para os ADRs negociados nos EUA, ressaltando três pontos principais que desenham o cenário desafiador. São eles: o i) adiamento das entregas de aeronaves e possíveis novos cancelamentos; ii) condições competitivas acirradas contra a Airbus; e iii) o potencial de queda de 29% dos ativos em relação à cotação atual.

Omega Geração (OMGE3, R$ 38,00, +0,72%)

A Omega Geração registrou um prejuízo líquido de R$ 30,7 milhões no segundo trimestre do ano, ante prejuízo de R$ 24,5 milhões entre abril e junho de 2019.

A receita líquida ficou estável no período, em R$ 201,5 milhões. Já o Ebitda foi de R$ 108,1 milhões, alta de 26% na comparação anual. O Ebitda ajustado subiu 18,5%, para R$ 135,4 milhões.

O Credit Suisse considerou os resultados abaixo da expectativa, ressaltando que os parques eólicos tiveram uma produção menor que o esperado. No entanto, relatório do banco destacou que, em geral, a geração de eólica é mais forte no segundo semestre.

“Além disso, acreditamos que o principal gatilho para as ações depende principalmente de perspectivas de novo crescimento do portfólio, bem como de melhorias no desempenho operacional dos parques eólicos recentemente adquiridos”, avaliou o banco, que segue com recomendação outperform para os ativos.

Na mesma linha, Gabriel Francisco, analista da XP, ressalta que o resultado foi abaixo do esperado levando em conta o Ebitda ajustado – que foi impactado, entre outros fatores, pelos custos gerenciáveis mais altos em relação às estimativas, principalmente na linha de operação e manutenção.

“No entanto, acreditamos que qualquer desapontamento potencial do mercado com os resultados do da Omega já está mais do que compensado pelo recente anúncio de uma aquisição de dois ativos de geração eólica da Eletrobras, para os quais estimamos taxas de retorno muito atrativos”, afirma. A recomendação para o ativo segue de compra, com preço-alvo de R$ 44 por ativo.

Banco Pan (BPAN4, R$ 9,78, -0,71%)

O Banco Pan registrou um lucro líquido de R$ 143,6 milhões no segundo trimestre, uma alta de 22% na comparação com igual período de 2019.

No mesmo período, a instituição financeira viu a carteira de crédito chegar a R$ 24,73 bilhões, uma alta de 10% em 12 meses. Já a inadimplência (atrasos acima de 90 dias) ficou em 7%, avanço de 1,7 ponto percentual em 12 meses e de 1,3 ponto percentual na comparação como primeiro trimestre.

Na avaliação do Morgan Stanley, o resultado veio em linha com as expectativas, reforçando que a queda no lucro no comparativo com o primeiro trimestre (recuo de 16%) é consequência do aumento das provisões para devedores duvidosos. “A contração do lucro no trimestre ocorreu devido a um salto acentuado (29%) nas provisões para empréstimos, como esperado, dado o cenário macro desafiador.”

(com Agência Estado e Bloomberg)

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Fonte: Infomoney

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