As sedes do Mundial: Shizuoka

O cartão postal do Japão. O Monte Fuji (famoso vulcão japonês, de cume congelado) está na imaginação do mundo quando o assunto é o Japão e é claro que ele estaria em “As Sedes do Mundiais”.

Entre a famosa montanha e o mar, Shizuoka é nome de cidade e de prefeitura. As “prefeituras” no Japão não cidades, e sim o equivalente a províncias, com o país subdividido em 47 delas. Shizuoka é uma delas e ao longo de sua faixa litorânea estende-se uma sequência de cidades que juntas formam umas região de 3,7 milhões de habitantes, sendo uma das mais belas do país.

A cidade de mesmo nome não sendo a maior da prefeitura, e sim Hammamatsu. E o grande estádio da cidade, o Shizuoka Stadium ECOPA, construído para a Copa do Mundo de Futebol de 2002, encontra-se na pequena Fukuroi, de 88 mil habitantes, subúrbio Hammamatsu e vizinha de Iwata, casa do Yamaha Jubilo, um dos principais times de rugby do Japão.

 

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À sombra do Monte Fuji

Se a vista ampla para o Monte Fuji que desfruta, a abundância de estâncias termais da península de Izo e o fácil acesso à região florestada ao redor do vulcão fazem de Shizuoka um dos paraísos japoneses para o ecoturismo, a zona é famosa pela produção de chá verde a ainda reserva locais históricos importantíssimos para o Japão, como as fornalhas de Nirayama (de 1857, as primeiras para a produção industrial de ferro no Japão, sendo patrimônio da UNESCO;

Shizuoka foi por séculos terra do clã Tokugawa, que governou o país de 1600 a 1868, na chamada “era dos samurais”. Na cidade de Shizuoka está o castelo “flutuante” de Sunpu, última fortaleza construída pelos Tokugawa.

 

Rugby misturado com futebol

Apesar da cidade ser reconhecida como um dos grandes bastiões do futebol no Japão, o rugby tem longa tradição na região de Shizuoka, com seu clube mais antigo nascido em 1929. Mas é a cidade de Iwata o centro esportivo da prefeitura, fomentados pela principal indústria da região, a Yamaha. Do clube dos funcionários nasceram tanto o Júbilo Iwata, famoso time de futebol, de 1970, como o Yamaha Júbilo, seu irmão do rugby, criado em 1984. O nome “Júbilo” vem justamente da língua portuguesa, isto é, alegria, não sendo o único clube esportivo do país que retirou seu nome do português, pela longa história de influência da língua de Camões no Japão – desde o século XVI, quando os portugueses foram os primeiros europeus a terem contato com o Japão.

O Yamaha Júbilo é hoje um dos mais importantes times da Top League, apesar de jamais ter conquistado a Top League (tendo no máximo os vice campeonatos de 2005 e 2017). O Júbilo venceu seu primeiro título nacional em 2015, quando faturou o All-Japan Rugby Championship (na época o segundo título mais importante do país). A geração vitória recente tem como ídolo o fullback Ayumu Goromaru, eleito um dos grandes destaques da Copa do Mundo de 2015, tendo jogado depois o Top 14 francês pelo Toulon e o Super Rugby pelos Reds da Austrália.


Fonte: R7

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