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As Seleções da Copa do Mundo: Estados Unidos

Hora de falar mais de Copa do Mundo. A seleção de hoje é uma que ainda deverá ser discreta em 2019, mas que dará o que falar a médio prazo: os Estados Unidos, tão bem conhecidos pelos brasileiros por conta do Americas Rugby Championship.

O gigante está despertando, mas teve o azar de cair no cruel Grupo C do Mundial 2019, onde também estão Inglaterra, França, Argentina e Tonga. A equipe é hoje considerada a melhor da história do país, mas o que você sabe sobre o time dos EUA e o esperar dele em 2019?

Símbolo

Águias! Isto é, Eagles, em inglês. Bastante lógico, afinal, a águia é o símbolo do país.

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Histórico

Bicampeã olímpica nos anos em 1920 e 1924 (quando os Jogos Olímpicos contavam com o rugby de 15 jogadores), a seleção dos Estados Unidos sumiu do mapa por algumas décadas. Não é preciso dizer que a história do rugby e do futebol americano se misturam por lá e na virada do século XIX para o XX a expansão do número de universidades e colégios jogando pelas regras americanas já deixava o rugby em risco de extinção. As universidades da Califórnia foram o último reduto do rugby e foi com elas que a seleção nasceu em 1912 (para enfrentar a visitante seleção da Austrália) e prosperou até os ouros olímpicos, quando o esporte praticamente morreu por lá.

Inativa desde 1924, foi somente em 1976 que a seleção dos Estados Unidos foi recriada e em questão de 11 anos (1987) os Eagles estavam jogando a Copa do Mundo – e com uma vitória sobre o Japão. A história da equipe nos Mundiais, no entanto, é humilde. A vitória na estreia foi apenas uma entre três. Os EUA só voltariam a vencer um jogo em 2003, de novo contra o Japão, e repetiram o feito apenas em 2011, sobre a Rússia. Ao todo, são 22 derrotas e, não é preciso dizer, os Eagles nunca avançaram ao mata-mata. Porém, houve momentos de brilho em derrotas também, como em 2007, quando o ponta Taku Ngweny assombrou o mundo com sua velocidade, deixando o super artilheiro dos Springboks para trás em corrida para try dos Eagles sobre os sul-africanos, que seriam campeões naquele ano.

Os EUA só não conseguiram classificação para o Mundial de 1995.

O Rugby por lá

Substituído pelo futebol americano, nem os ouros olímpicos levaram o rugby a melhores dias nos EUA e antes da Segunda Guerra Mundial a modalidade foi restrita às universidades de elite nas regiões de Nova York, Boston e São Francisco. O esporte praticamente desapareceu nos anos 40 e só iniciou um processo de ressurgimento nos anos 50, quando a modalidade passou a prosperar como um último espaço do esporte amador pelo espírito esportivo – em um país cada vez mais fixado no esporte profissional e no alto rendimento universitário. Com isso, o número de equipes universitárias e clubes sociais prosperou a ponto de em 1975 poder finalmente surgir uma federação nacional, a USA Rugby, e um campeonato universitário nacional, em 1980.

Regiões como a Califórnia (tida como o principal centro de rugby amador do EUA), o Noroeste (Seattle, sempre em contato com Vancouver, maior centro de rugby do Canadá), as Montanhas Rochosas (Denver e Salt Lake City) e o Nordeste do país (sobretudo Boston e Nova York) se tornaram áreas tradicionais no rugby do país, mas o rugby demorou a dar um passo adiante rumo ao profissionalismo. O primeiro passo veio, lógico, com o rugby se tornando olímpico e o investimento aparecendo naturalmente para o sevens. Os EUA passaram a prosperar na modalidade reduzida e ganharam uma etapa célebre do Circuito Mundial em Las Vegas – verdadeiro sucesso.

Porém, o rugby de 15 jogadores demorou mais a achar seu caminho rumo ao profissionalismo. Propostas de ligas privadas não faltaram, prometendo investimentos que não se materializavam, até finalmente em 2016 ser criada a PRO, a primeira liga profissional, que durou somente uma temporada. A empreitada deu lugar em 2018 finalmente à Major League Rugby, que completou 2 anos de existência em 2019 com 9 franquias profissionais (8 baseadas nos EUA e 1 no Canadá). Junto da liga e do sevens os EUA se tornaram destino para seleções internacionais, mas a modalidade ainda pena para achar espaço no mercado de transmissões de TV.

 

Pontos fortes

A Major League Rugby – assim como o Americas Rugby Championship – ajudaram sensivelmente a se elevar a competitividade da seleção dos Estados Unidos. Em 2018, os Estados Unidos venceram pela primeira vez uma seleção do primeiro escalão mundial, a Escócia, mostrando a evolução física e técnica que o profissionalismo trouxe e mental que a nova realidade proporcionou. Os EUA têm um time hoje capaz de jogar com intensidade até o fim com qualquer seleção e, sobretudo, com qualidades ofensivas que antes não tinha.

Pontos fracos

Ainda assim, a evolução é muita nova e defensivamente as Águias oscilam demais – o que ficou evidente no Americas Rugby Championship deste ano. O próprio Brasil perdeu por apenas 33 x 28 para um time quase completo dos EUA, com os Eagles deixando o Brasil criar. Mais que isso, o time norte-americano perdeu de 45 x 14 para a Argentina XV, sofrendo demais no aspecto disciplinar, e caiu em casa por 32 x 25 contra o Uruguai. O técnico Gary Gold, sul-africano muito experiente, tem a missão de consertar essa peneira americana.

 

Olho neles!

Os EUA têm uma coleção de atletas que estão se destacando em gramados europeus. Joe Taufete’e é o hooker artilheiro da seleção e do Worcester Warriors e é arma letal nos mauls, ao passo que o pilarzão Titi Lamositele, do Saracens, e os asas David Tameilau, do Glasgow, e Tony Lamborn, do Melbourne Rebels, oferecerem muita potência ao pack. Dentro da MLR, o veterano Cam Dolan e o jovem Hanco Germishuys são outros dois nomes cruciais para o breakdown americano. Já na linha, AJ MacGinty, do Sale Sharks, é o cérebro do time, ao passo que os centros Bryce Campbell, do London Irish, e Paul Lasike, do Harlequins, são fortes no contato. O fullback e capitão Blaine Scully, do Cardiff Blues, e o veterano do sevens Madison Hughes, são nomes que poderão dar alegrias ao torcer dos Eagles.

Horários de Brasília

Fonte: R7

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