As semis da Copa América: Brasil X Argentina, Chile X Uruguai ou Peru – Prisma


Depois de titubear bastante, e depois de só muito mal e porcamente obter a sua classificação às quartas-de-final da 46ª edição da Copa América, nesta sexta-feira, dia 28 de Junho de 2019, a seleção da Argentina suplantou a sua rival da Venezuela por 2 X 0 e se promoveu à etapa das semis, quando se defrontará, exatamente, com a “Canarinho” do Brasil. Na outra porfia da jornada, “La Roja” do Chile superou os “Cafeteros” da Colômbia, 0 X 0 no tempo regulamentar e 5 X 4 nos penais, e se garantiu na pugna contra o vencedor do jogo entre Uruguai e Peru, programado para este sábado, 29.



A “Albiceleste” platina inaugurou o marcador logo aos 9’ através de Lautaro Martínez, hoje na Inter de Milão. Kun Aguero, o ex-genro de Diego Maradona,  cruzou desde o flanco direito da área e Lautaro, num reflexo espetacular, fulminou de trivela, praticamente de calcanhar. A pressão da Argentina depressa se exacerbou e o cotejo poderia se encaminhar para um massacre. Aos poucos, no entanto, a “Vino Tinto” se recompôs e, inclusive, queimou chances de igualar e provocar uma prorrogação. Então, aos 73’, o arqueiro Walker Fariñez não segurou um tiro distante de Aguero e, esperto, Giovani LoCelso desfrutou o rebote, 2 X 0. Uma nova oportunidade de a “Albiceleste” propiciar a Lionel Messi enfim um título profissional pela pátria.



Futebol à parte, no desafio de Chile X Colômbia ocorreu uma inacreditável barbeiragem da Conmebol e da tropa encarregada da organização da Copa. Por quê a marcação de dois prélios numa sexta-feira, apenas um combate no sábado e nenhum no domingo? E por quê, convenhamos, numa sexta, um jogo na Arena ainda-sem-nome de Itaquera, às 20h00, na pior das situações do previsivelmente sacrificante, insuportável trânsito em São Paulo?



Alojada precisamente no outro lado da cidade, no bairro do Morumbi, a delegação do Chile, compelida a vencer aproximadamente 30 quilômetros de congestionamento, obviamente se atrasou – saiu da Zona Oeste às 17h20 e apenas desembarcou na Zona Leste em torno de 19h30, quando os “Cafeteros” já se aqueciam no campo. Menos mal que, conseqüência da demora, sobrou algum tempo para que os torcedores preenchessem a Arena, um público de 44.062 pessoas, excelente numa noite sem o Brasil.



O desafio apenas principiou depois das 20h20. Porém, a platéia se compensou da espera com o melhor desafio da competição até então. Equilíbrio nas ações dos ataques e das retaguardas, bastante tensão nas divididas e, também, muita velocidade nas investidas, a atenção e a solidez dos dois arqueiros, Gabriel Arias do Chile e David Ospina da Colômbia, e a ótima arbitragem do platino Néstor Pitana. Até o VAR protagonizou, corretamente, a invalidação de dois gols de “La Roja”, num impedimento caracterizado por milímetros e numa pelota ostensivamente ajeitada com um braço, antes do chute fatal.



Natural que a definição se estendesse ao bingo dramático da disputa de penais. E que a definição se esticasse até o derradeiro dos tiros da série regular de cinco cobranças para cada time. James Rodríguez, Edwin Cardona, Juán Cuadrado e Tierry Mina registraram pelos “Cafeteros”. Arturo Vidal, Eduardo Jesús Vargas, Erick Pulgar e Charles Aranguiz anotaram por “La Roja”. Então, William Tesillo enviou a bola longe e Alexis Sánchez, na sua partida de número 129 pelo Chile, colocou a sua seleção na mira de um genuíno tri – “La Roja” provém das conquistas da Copa em 2015 e em 2016. Aliás, os dois títulos abiscoitados nos penais. Quanto à Colômbia, tristíssima ironia, se despediu da competição sem perder uma única peleja e sem sofrer um tento sequer.



Gostou? Clique em “Compartilhar”, em “Twittar”, ou deixe a sua opinião em “Comentários”. Muito obrigado. E um grande abraço!

Fonte: R7

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: