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Atleta de elite relata como foi a recuperação Pós-COVID

A cada relato de algum atleta de elite sobre como foi a recuperação após o contágio com COVID-19, uma avalancha de mensagens de negacionistas e obscurantistas aparecem. Foi assim no relato de Maya Mayeta, quando uma horda de negacionistas protestou afirmando que era “sensacionalismo” (o que ficou evidente que sequer sabem o que significa o termo). Pode parecer incrível para alguns, mas há ainda pessoas que insistem em minimizar a pandemia que está fazendo parte de nossas vidas há um ano.

Apesar dos obscurantistas bradarem como um bando de loucos e reclamando de que devem ficar em casa para tudo isso acabar mais rápido, há quem toma coragem para reforçar o quão perigoso é o COVID-19. A metodologia já se tornou padrão: Argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa em latim). Alguém procura negar um conteúdo com uma crítica ao seu autor e não ao seu conteúdo.

Esta metodologia amplamente usada por quem possui fraqueza de argumento tornou-se o padrão vigente da internet. Para estas pessoas de horizonte curto, o seu grupo de WhatsApp equivale a uma universidade.

Em geral, o “inteligentinho” (pessoa limitada intelectualmente mas que se acha conhecedor de todos os assuntos) é o mais popular dos lacradores de sua bolha social, angariando todos os dias emojis de aplausos por respostas estapafúrdias e defesa de teorias sem fundamentos sólidos. O inteligentinho é alguém que tem um repertório intelectual restrito, mas acha que tem ideias corretas e sempre tem razão, pois não foi criado para pensar ou saber que pode estar errado.

O relato de Alex Puccio

Apesar dos obscurantistas ainda gritarem o contrário, o fato é que COVID-19 também atingiu alguns dos melhores escaladores em todo o mundo. Entre estes Alex Puccio, que apesar de ter sofrido sintomas que são todos ligeiros face ao possível curso da doença, confessou em seu perfil do Instagram que sofreu muitos efeitos secundários.

Dentre eles uma forma grave de insônia, da qual está se recuperando lentamente. A escalada agora a está ajudando muito a retomar o sono e os ritmos normais de vigília e a diminuir o nível de ansiedade relacionada à cobiça e o medo de que seus sintomas piorem.

Aqui está o que ela relatou:

Uau, que turbilhão o mês passado foi!

1.) Testei positivo em 2 de janeiro para COVID. Estava isolada a partir de 27 de dezembro depois que um membro da família deu positivo. Robin e eu tivemos 3 testes negativos de COVID desde então e 2 de janeiro, mas continuamos nos isolando porque não acreditávamos no teste. Finalmente, o teste de PCR que fiz no dia 2 de janeiro deu positivo 7 dias depois, mas eu já sabia que tinha por causa dos meus sintomas.

2.) Os sintomas de COVID para nós não eram tão ruins, para mim era principalmente uma sinusite. O que foi pior para mim é o fato de eu ser hipocondríaca e ter a pior ansiedade o tempo todo que tive COVID, pensando que um dia acordaria e pioraria!
Eu entrava em pânico ao ler artigos de notícias todos os dias, ouvindo como os jovens saudáveis não estavam tendo boa recuperação. Achei que esse poderia ser o nosso destino. Eu me exercitava quase todos os dias.

3.) Em 14 de janeiro, como os sintomas desagradáveis ​​não eram mais tão ruins, desenvolvi uma insônia HORRÍVEL.
Dormi 1 hora ou menos nos dias 14 e 15 e comecei a entrar em pânico porque pensei que nunca mais ia dormir. Parece que você perde a capacidade de adormecer ou até mesmo tirar uma soneca, não importa o quão cansado esteja!
Isso criou ainda mais ansiedade em minha mente hipocondríaca.

4.) Nós voltamos para casa, no Colorado, na noite do dia 16 e continuamos nos isolando até que fizemos outro teste de PCR COVID em 20 de janeiro. Sabíamos que não éramos mais contagiosos, mas queríamos fazer a nossa parte e ser responsáveis ​​antes de voltar para as academias.

5.) Comecei a consultar o Psiquiatra e Profissionais do Sono e um Psicólogo, no dia 19, quando ainda não conseguia dormir. Estava tomando alguns remédios pelo curto período de tempo para ajudar a descansar um pouco, mas muitos deles ainda não estão funcionando para mim. Enquanto vejo os especialistas em sono para ajudar com minha insônia induzida pela ansiedade, vou lentamente parando de tomar os remédios à medida que aprendo mais ferramentas para me ajudar a dormir naturalmente.

6.) Basicamente, este tem sido um momento MUITO difícil, mas ajudou a ouvir outras pessoas me contando suas histórias. Isso definitivamente faz você perceber que não está sozinho!!! Você vai superar isso!!! Afinal você ficará mais forte de pois disso tudo!!!

7.) 5 dias voltei a escalar após um mês de literalmente de zero exercícios!!!

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha, México e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias. Em 2018 foi o único latino-americano a cobrir a estreia da escalada nos Jogos Olímpicos da Juventude e tornou-se o primeiro cronista esportivo sobre escalada do Jornal esportivo Lance! e Rádio Poliesportiva.

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Fonte: R7

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