Bola aérea volta a assombrar e determina derrota do Corinthians

Não é de hoje que a bola aérea defensiva causa calafrios entre corintianos. Na noite desse sábado, a jogada voltou a ser determinante contra a equipe de Fábio Carille, que sucumbiu diante do Botafogo-SP, em Ribeirão Preto, por 2 a 1, em amistoso de intertemporada.

Os três gols saíram na etapa final, após inúmeras substituições dos dois lados. Primeira, Naylhor apareceu livre entre Marllon e João para abrir o placar. O empate alvinegro surgiu com Mauro Boselli depois de assistência de Gustagol, assim como acontecera no mesmo estádio Santa Cruz, pelo Paulistão.

Mas, aos 47, na última jogada autorizada pelo árbitro. Uma bola levantada acabou sobrando para Erick Luís tocar meio de calcanhar, no cantinho, sem chance para Caíque.

Com muito a fazer, o Corinthians volta a São Paulo e segue seu período de treinos para o segundo semestre, quando terá o Brasileirão e a Copa Sul-Americana para disputar. A Pantera é vice-líder da Série B do Campeonato Brasileiro e consegue um resultado animador para sua sequência.

Apesar dos desfalques de Cássio, Fagner, Michel, Jadson, Everaldo e Clayson, o Corinthians conseguiu se impor durante toda a primeira etapa, quando Fábio Carille mandou a campo o que entendeu ser o melhor dentro das circunstâncias.

Pedrinho, de volta à ponta direita, mas com o mesmo apetite que lhe rendeu tantos elogios como meia na Seleção Brasileira Sub-23, foi o grande destaque. Logo nos primeiros minutos, chapelou seu marcador e deu a letra de que queria jogo.

O ímpeto, porém, não foi compartilhado por seus companheiros, a exceção de Bruno Méndez, que novamente improvisado como lateral-direito impressionou pela técnica, confiança para avançar ao ataque e firmeza na defesa.

Sem criatividade e com a Pantera decidida a se manter recuada, o confronto ficou lento, com jogadas previsíveis. Mateus Vital até teve três oportunidades de finalizar, nenhuma tão clara e tampouco eficiente.

O panorama mudou no segundo tempo, e não por menos. O Corinthians voltou com dez alterações. Apenas o uruguaio seguiu em campo. Roberto Cavalo foi um pouco mais econômico, trocou sete atletas.

A demora para encaixar seu time e entrar no ritmo custou caro aos alvinegros, que aos 10 minutos viram o zagueiro Naylhor abrir o placar, de cabeça, entre Marllon e João Victor. Falha, aliás, que independe dos nomes envolvidos. O lance provou que a bola aérea defensiva segue sendo a melhor maneira de atacar a equipe de Carille.

Um déjà vu livrou o Timão da derrota. Assim como no Paulistão, Mauro Boselli foi servido por Gustagol foi às redes, dessa vez de cabeça. No mesmo lado do campo, inclusive, que o argentino marcara seu primeiro tento com a camisa do Corinthians.

As substituições seguiram acontecendo. Cavalo chegou a trocar o goleiro duas vezes e Carille deu oportunidade a meninos do Sub-17 estrearem no profissional do Corinthians. Nesse clima de observatório, o jogo voltou a cair de ritmo e assim seguiu até penúltimo lance.

Isso porque justamente na jogada derradeira, o Botafogo voltou a ser aproveitar da dificuldade corintiana em bolas aéreas. Erick Luís marcou para o fundo do gol e fez a festa dos donos da casa.

Agora, o Corinthians volta a São Paulo para seus treinamentos de intertemporada. O próximo teste está agendado para o dia 4, contra o Vila Nova, em Goiás.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO-SP 2 X 1 CORINTHIANS

Local: Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP)

Data: Sábado, dia 29 de junho de 2019

Horário: 20h (de Brasília)

Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo (SP)

Assistentes: Fabrício de Moura e Fabrini Bevilaqua Costa, ambos de SP

GOLS:

Botafogo-SP: Naylhor, aos 10, e Erick Luís, aos 47 minutos do 2T

Corinthians: Boselli, aos 22 minutos do 2T.

CORINTHIANS: Walter (Caique); Mendez (Belezi), Manoel (Marllon), Henrique (João Victor) e Avelar (Carlos); Ralf (Gabriel), Urso (Matheus Jesus) e Régis (Sornoza); Pedrinho (Janderson) (Matheus Araújo), Love (Boselli) e Vital (Gustavo).

Técnico: Fábio Carille

BOTAFOGO-SP: Darley (Rodrigo Viana) (Tiago Cardoso); Lucas, Naylhor, Luiz Otávio (Didi) e Pará (Vinícius Freitas); Willian Oliveira (Erick Luís), Marlon Freitas, Jonata Machado (Leonan); Murilo Henrique (Pablo), Júlio Cesar (Higor Meritao) e Rafael Costa (Henan).

Técnico: Roberto Cavalo


Gazeta Esportiva

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Fonte: TERRA

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