Bolsonaro dá sinais de pragmatismo no governo apesar de recaídas

(Marcelo Camargo/Agência Brasil )

(Bloomberg) — O presidente Jair Bolsonaro vem dando sinais de pragmatismo, apesar de algumas recaídas que sustentam a animosidade com os demais poderes. Desde a semana passada, Bolsonaro corrigiu algumas de suas decisões, indo contra promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Na noite de ontem, fez um apelo aos senadores por meio de uma carta, para que mantivessem o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como uma atribuição do Ministério da Economia, contrariando seu ministro mais famoso, Sérgio Moro. Para convencer o ex-juiz que liderou a Lava-Jato a integrar seu governo, Bolsonaro prometeu a ele que que o conselho sairia do Ministério da Economia para ficar sob seu guarda-chuva na Justiça.

No entanto, diante da pressão de parlamentares da oposição e independentes, que são maioria no Congresso, teve que descumprir compromisso com Moro para não ver sua proposta de redução do número de ministérios totalmente derrotada.

Ainda ontem, Bolsonaro recebeu em sua casa os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; da Câmara, Rodrigo Maia; e do Senado, Davi Alcolumbre, para propor um pacto em defesa do país. O encontro serviu para tentar dissipar mal-estar causado por protestos de bolsonaristas que acabaram atingido outros poderes, de forma mais dura Rodrigo Maia. Habituado ao confronto, no entanto, em menos de 12 horas Bolsonaro acabou com o cessar-fogo e voltou a atacar o presidente da Câmara, declarando que tem mais poder que ele para decidir sobre qualquer assunto.

Na semana passada, outra mudança importante patrocinada por Bolsonaro foi no decreto que flexibiliza uso e compra de armas no Brasil.

O documento estabelecia que pessoas autorizadas pela Polícia Federal poderiam entrar armadas em aviões comerciais e abria possibilidade de pessoas comuns comprarem fuzis. Para não ver seu decreto derrubado pelo STF, Bolsonaro mudou esses dois pontos, assinando um decreto bem mais suave do que o prometido aos seus eleitores.

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Fonte: INFOMONEY

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