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Bolsonaro é “bom” para 30% e “ruim” para 41%, mostra XP/Ipespe

SÃO PAULO – Oito meses após assumir o poder, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) chegou ao seu menor nível de aprovação e à maior taxa de reprovação de seu governo junto à sociedade. É o que mostra a décima edição da pesquisa XP/Ipespe, realizada entre 27 e 29 de agosto. Para acessar a íntegra da pesquisa, clique aqui.

Segundo o levantamento, 30% dos eleitores avaliam sua gestão como “ótima” ou “boa”, contra 41% que a classificam como “ruim” ou péssima”. É a primeira vez que as percepções negativas superam as positivas acima do limite da margem de erro, de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. A pesquisa, com 1.000 entrevistas de abrangência nacional e margem de erro de 3,2 p.p., foi conduzida na sequência do noticiário a respeito das queimadas na Amazônia e de suas consequências.

O resultado mostra continuidade no crescimento das opiniões negativas sobre a atual gestão – movimento iniciado em fevereiro (17%), interrompido entre a segunda quinzena de maio (36%) e julho (35%), e retomado na primeira metade de agosto (38%).

Já as avaliações positivas, que chegaram a bater 40% nos dois primeiros meses de governo, voltaram a oscilar com maior intensidade após três meses de flutuações de 1 ponto percentual. Enquanto isso, o grupo dos que classificam a atual gestão como “regular” mantiveram a faixa dos 27% observadas na última pesquisa.

Gráfico 1: A aprovação e a desaprovação de Bolsonaro

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Apesar da piora na percepção sobre o governo Bolsonaro, a maior parte dos eleitores consultados pela pesquisa acredita que o restante do mandato será favorável. Hoje, o grupo soma 43% dos entrevistados – 20 p.p. abaixo da marca de quando o governo começou, mas ainda 10 p.p. acima dos que esperam uma gestão “ruim” ou “péssima”. Em janeiro, a diferença entre esses grupos era de 48 p.p..

Gráfico 2: A expectativa com Bolsonaro

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A pesquisa também questionou os eleitores sobre as notícias que saíram recentemente sobre o governo federal e o presidente Jair Bolsonaro. Para 55%, as notícias foram mais desfavoráveis à atual gestão, contra 17% que as viam como mais favoráveis.

É o segundo pior mês do pesselista neste critério. A diferença entre as duas avaliações só foi maior na segunda quinzena de maio, quando a percepção negativa atingiu 56% e a positiva, 14%. Naquele momento, o governo enfrentava a primeira onda de protestos de rua, em uma resposta aos cortes orçamentários promovidos na educação.

Gráfico 3: As notícias sobre o governo Jair Bolsonaro

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Nos últimos meses, Bolsonaro radicalizou seu discurso, em acenos mais claros ao seu eleitor mais tradicional e se envolveu em uma série de conflitos políticos. Um dos primeiros deste período foi quando o pesselista sugeriu que Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, pai de Felipe Santa Cruz, o atual presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), havia sido morto por colegas de luta armada na ditadura.

Depois, ele ainda indicou o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada brasileira em Washington (EUA), um dos postos mais cobiçados pela diplomacia brasileira. O mandatário também foi pego criticando os governadores do Nordeste, chamando-os de “paraíbas” em tom pejorativo e generalista.

No plano internacional, Bolsonaro também experimentou a maior crise da sua gestão, com o desmatamento e as queimadas na Amazônia. Neste caso, o episódio culminou na demissão do diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, em meio a críticas do presidente aos dados do órgão sobre o desmatamento. Também houve bate-boca entre Bolsonaro e o presidente francês Emmanuel Macron.

O período também foi marcado por uma ofensiva de Bolsonaro sobre órgãos de controle, como a Polícia Federal, a Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) – que mudou de nome para UIF (Unidade de Inteligência Financeira) e migrou do Ministério da Economia para o Banco Central. As medidas foram interpretadas por parte do eleitorado como manobras do presidente para impedir investigações sobre familiares e aliados políticos.

Apesar disso, a última pesquisa XP/Ipespe mostrou uma acomodação nas expectativas do eleitorado sobre o combate à corrupção nos próximos seis meses. Para 35%, ela terá diminuído ao final deste prazo – mesmo percentual registrado no último levantamento.

O grupo vinha diminuindo desde janeiro, quando Bolsonaro tomou posse. Naquele mês, 54% dos eleitores acreditavam em uma redução da corrupção nos seis meses seguintes. Já o conjunto de eleitores que esperam um aumento nos casos oscilou 1 ponto percentual em relação ao último levantamento e agora marca 30%. Em janeiro, contudo, eles somavam 16%.

Gráfico 4: O combate à corrupção nos próximos meses

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Por outro lado, a avaliação dos eleitores sobre o desempenho do Congresso Nacional melhorou. Segundo o levantamento 16% classificam a atuação do parlamento como “ótima” ou “boa” – mas ainda 3 pontos percentuais abaixo do patamar mais alto, registrado no primeiro mês da atual legislatura. Já as avaliações negativas ficaram em 39% – 4 pontos percentuais acima da menor marca, também de fevereiro.

Gráfico 5: Como a sociedade percebe o Congresso?

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Fonte: INFOMONEY

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