Bradesco aprova dividendos extraordinários de R$ 8 bilhões

(Divulgação)

O Conselho de Administração do Bradesco (BBDC3;BBDC4) aprovou a proposta para pagamento de dividendos extraordinários, à conta de reservas de lucros existentes, no valor total de R$ 8 bilhões, sendo R$ 0,948654134 por ação ordinária e R$ 1,043519547 por ação preferencial, nos termos do fato relevante divulgado no último dia 7. 

São beneficiados os acionistas que estavam posicionados no papel em 17 de outubro, passando as ações a ser negociadas “ex-direito” aos dividendos extraordinários a partir desta sexta-feira (18).

O pagamento ocorrerá em 23 de outubro pelo valor declarado, não havendo retenção de Imposto de Renda na Fonte, nos termos do Artigo 10 da Lei no 9.249/95, e não será computado no cálculo dos dividendos obrigatórios do exercício previstos no estatuto social.

“Os dividendos extraordinários serão pagos adicionalmente aos juros sobre o capital próprio mensais, intermediários e complementares a ser declarados no final do exercício; e o montante a ser pago corresponde a, aproximadamente, 65 vezes o valor dos juros sobre o capital próprio mensalmente pagos”, informou Bradesco em fato relevante.

Vale destacar que, após o anúncio da proposta de dividendo no começo do mês, o Itaú BBA apontou em relatório de análise que o objetivo da nova política de dividendos do Bradesco é alcançar uma estrutura ideal de capital e retornar o excesso de capital para os acionistas.

“Vemos o anúncio como positivo porque aumenta a visibilidade da política de dividendos, aumenta o retorno sobre o patrimônio líquido (dado que o Bradesco terá uma base de capital menor) e reduz a chance de fusões e aquisições”, apontam os analistas, liderados Marcos Assumpção.

De acordo com a equipe de análise, a medida provavelmente aumentará a confiança dos investidores na capacidade do Bradesco de manter um ROE igual ou superior a 20% no curto prazo.

Além disso, avaliam, possivelmente mais está por vir, com possibilidade do Bradesco pagar outro dividendo extraordinário de R$ 6 bilhões se o seu capital Tier I (ou capital principal), cair para 13%.

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Fonte: INFOMONEY

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