BTG avalia comprar no mercado participação da Caixa no banco Pan

BTG já um dos controladores do banco, ao lado da Caixa, que de tem 32,8% do negócio. Ontem, o banco reafirmou interesse em se desfazer da fatia

Por Estadão Conteúdo

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25 jun 2019, 08h16

São Paulo, Brasília — O BTG Pactual está avaliando comprar a participação da Caixa no banco Pan. A Caixa é controladora do Pan, ao lado do BTG, com 32,8% do negócio. Ontem, o banco público reafirmou seu interesse em se desfazer da fatia no Pan por não considerá-la estratégica.

O banco Pan será usado pelo BTG para expandir sua presença no varejo voltado para as classes C e D. O banco de investimento, que tem reforçado sua aposta na plataforma digital, concentra sua carteira de clientes nas classes A e B.

Estamos conversando com o BTG para sair do Banco Pan neste ano. Não faremos nada que não seja coordenado com os sócios (o BTG), afirmou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, ao divulgar os resultados da instituição financeira. Procurados, BTG e Pan não se manifestaram.

Na Bolsa

A venda da fatia da Caixa será feita depois que o banco público concluir a oferta de venda de ações do Pan na B3, bolsa paulista, segundo fontes a par do assunto. Primeiro, será feita uma oferta primária (para que a Caixa levante recursos e reduza ainda mais sua participação no banco). Depois, a Caixa pretende fazer uma oferta secundária.

O Pan é avaliado em R$ 3,8 bilhões no mercado. Segundo fontes, a Caixa quer valorizar ainda mais o preço das ações do Pan no mercado com as duas novas ofertas públicas de ações do Pan, antes de vender de vez sua fatia no banco.

Até 2011, o banco Pan era conhecido como Panamericano e pertencia ao empresário Silvio Santos. O BTG Pactual tornou-se acionista do Pan em fevereiro de 2011, ao comprar, por R$ 450 milhões, pouco mais de 50% das ações da instituição.

Silvio Santos vendeu o Pan para o BTG para liquidar uma dívida de quase R$ 4 bilhões, que tinha contraído com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e cobrir dois rombos no banco. A operação de venda foi fechada em poucos dias porque uma eventual quebra do Pan poderia provocar prejuízos ao sistema financeiro nacional.

Mais vendas

Guimarães confirmou também que o banco público pretende lançar ações da Caixa Seguridade no segundo semestre do ano. O processo já está adiantado e acredito que a Oferta Inicial de Ações da Caixa Seguridade será feita em outubro ou novembro, afirmou.

Segundo ele, na sequência, o banco deverá abrir o capital da Caixa Cartões e da Caixa Loterias. Já a abertura de capital da gestora de recursos de terceiros Caixa Asset seria a última a ser feita, porque ainda depende da constituição da empresa. Acredito que podemos ter o triplo de clientes da XP investindo com Caixa Asset. Teremos provavelmente os maiores fundos imobiliários do País, um com as agências e outro com prédios próprios, disse.

Guimarães disse ainda que a Caixa deixará a participação na corretora Wiz. Não faz sentido a Caixa ser o único grande banco sem corretora 100% própria, disse. Segundo ele, o banco concentrará sua operação de corretora na Caixa Seguridade.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame

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