Busca no Google define significado de ‘professora’ como prostituta

Apesar de ser uma palavra usual na Língua Portuguesa, o verbete ‘professora’ ganhou status de polêmica nas redes sociais nesta terça-feira, 22. Isso porque internautas passaram a compartilhar um print do significado da palavra oferecido pelo dicionário exibido no Google.

No buscador, além de “mulher que ensina ou exerce o professorado”, a palavra ‘professora’ também é definida como “prostituta com quem adolescentes se iniciam na vida sexual”. Classificada pela plataforma como um “brasileirismo”, a explicação está sendo duramente criticada dentro e fora da Internet — o Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (Sinpro-Rio), o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe RJ) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação chegaram a emitir notas de repúdio sobre o caso.

Diferenças de gênero nas definições

Mudando a busca para o gênero masculino, o significado encontrado é outro: professor é “aquele que professa uma crença, uma religião” ou “aquele que ensina, ministra aulas (em escola, colégio, universidade, curso ou particularmente); mestre”.

A conotação negativa nas definições de flexões femininas não se restringe à palavra professora. O Estado testou buscar o significado de outras palavras, como ‘solteira’, que além de “mulher não casada”, é sinônimo de “meretriz”. ‘Solteiro’, por sua vez, é aquele “que ainda não se casou, que sente falta, que não tem ou não recebe (algo); carente, falto”.

Enquanto ‘patrão’ é “proprietário ou chefe de um estabelecimento privado comercial, industrial, agrícola ou de serviços, em relação aos seus subordinados; empregador” ou o “o chefe de uma repartição pública”, a ‘patroa’ é “a mulher do patrão”, a “dona de casa”.

A busca por madrasta traz como resultado, além de “mulher em relação aos filhos anteriores do homem com quem passa a constituir sociedade conjugal”, “mulher má, incapaz de sentimentos afetuosos e amigáveis”. Enquanto o padrasto é o “homem em relação aos filhos anteriores da mulher com quem passa a constituir sociedade conjugal”.

Procurada pelo Estado, o Google explicou que não é responsável pelo conteúdo produzido e, portanto, tem controle editorial sobre ele. De acordo com a empresa, as definições exibidas são fornecidas por um dicionário parceiro. Leia a nota completa:

“Quando as pessoas pesquisam por definições de palavras na busca, frequentemente, elas desejam informações de maneira rápida. Por isso, trabalhamos para licenciar conteúdos de dicionários parceiros, que são exibidos diretamente na busca. Os resultados incluem usos coloquiais que podem causar surpresa, mas não temos controle editorial sobre as definições fornecidas por nossos parceiros que são os especialistas em linguagem. Reconhecemos a preocupação neste caso e vamos transmiti-la aos responsáveis pelo conteúdo.”

Achei as definições uma ofensa. O que devo fazer?

O Google sugere um passo-a-passo para reportar definições ofensivas. Veja abaixo:

1. Clique em Feedback

2. Marque a opção “Uma definição é ofensiva” e clique em Enviar

3. Pronto

No caso de conteúdos ilegais, é possível ainda preencher um formulário solicitando a remoção legal de uma página ou conteúdo.

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Fonte: PORTAL TERRA – TECNOLOGIA

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