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Central de FIIs: Ifix começa semana em alta, previsão para construção civil melhora e desempenho do fundos mais recomendados

(Getty Images)

SÃO PAULO – Os investidores de fundos imobiliários começam a semana monitorando as discussões sobre a condução fiscal do país, que marcaram os negócios na B3 nos últimos pregões. O mercado segue atento aos acordos em torno de mudanças no teto de gastos do governo federal para acomodar os recursos do Auxílio Brasil, programa de transferência de renda que substituirá o Bolsa Família. Na semana passada, o Ifix, índice dos fundos imobiliários mais negociados na bolsa, acumulou perdas de 1,14%, maior queda semanal desde meados de agosto.

“A gente viu nas últimas semanas os ambientes macro e político afetando o mercado de renda variável como um todo, e de forma significativa”, avalia Gabriel Teixeira, analista de fundos imobiliários da Ativa Investimentos. “O movimento acaba tendo ainda mais impacto no mercado de fundos imobiliários. E o Ifix reage negativamente a isso”, afirma.

Na manhã desta segunda-feira (25), o Ifix opera em alta e recupera parte das perdas da semana passada. Às 11h42, o índice subia 0,20% aos 2.716 pontos. No mês, o Ifix sobe 0,11% e, no ano, acumula perdas de 5,28%.

Maiores altas desta segunda-feira (25):

Ticker Nome Setor Variação (%)
(RVBI11) VBI Reits Títulos e Val. Mob. 1,78
(BLMR11) Bluemacaw Renda +FoF Títulos e Val. Mob. 1,73
(HSML11) HSI Malls Shoppings 1,37
(HSLG11) HSI Logística Logística 1,29
(RZAK11) Riza Akin Títulos e Val. Mob. 1,24

 

Maiores baixas desta segunda-feira (25):

Ticker Nome Setor Variação (%)
(XPSF11) Xp Selection Outros -1,46
(MORE11) More Real Estate Títulos e Val. Mob. -1,36
(XPCM11) XP Corporate Macaé Lajes Corporativas -0,98
(MALL11) Malls Brasil Plural Shoppings -0,77
(PATL11)  Patria Logistica Híbrido -0,76

Fonte: B3

Diante da volatilidade das últimas semanas, Teixeira afirma que o investidor de fundo imobiliário precisará ser cada vez mais seletivo na hora de escolher ativos. “Precisará olhar bem para a equipe de gestão, tipo de fundo e segmento. Sugiro observar ainda os ativos que estão na carteira do fundo e toda parte de fundamentos como localização, tipo de contratos, inquilinos e devedores, no caso de fundos de recebíveis”, orienta. “Esta análise tem de ser feita de uma maneira mais rigorosa pelo investidor em momentos como o atual, de maior volatilidade e de elevação de juros”.

Rio Bravo aumenta participação na Faria Lima e Paulista e outras notícias

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

Rio Bravo (RCRB11) aumenta participação no JK Financial Center, em São Paulo

O Rio Bravo Renda Corporativa assinou compromisso para a compra de mais cinco andares do Edifício JK Financial Center, na avenida Presidente Juscelino Kubitschek, em São Paulo (SP). O fundo já era proprietário de outros seis andares e, com a nova aquisição, aumenta a participação no imóvel de 39% para 73%.

O valor total da operação, que envolve uma área de quase cinco mil metros quadrados, é de R$ 124 milhões. A conclusão do negócio ainda depende do não exercício do direito de preferência pelos locatários do imóvel.

Na avaliação da gestão do Rio Bravo, a compra é uma oportunidade para ampliar participação em um ativo relevante na estratégia do fundo e localizado em uma região conhecida como “coração financeiro” de São Paulo, com níveis de vacância historicamente baixos.

O JK Financial Center, que agora tem o Rio Bravo como investidor majoritário, está 100% locado para empresas como Wald, Finep, Lifetime e Arteris. O fundo promete informar, após a conclusão do negócio, o impacto da compra na distribuição de rendimentos para os cotistas.

Rio Bravo Renda Educacional (RBED11) também vai às compras

O Rio Bravo Renda Educacional concluiu a compra de imóvel na Rua da Consolação, em São Paulo (SP), locado para a Ânima Educação até 2029. O fundo pagou R$ 4,8 milhões pelo espaço de cerca de 600 metros quadrados e já passa a ter direito ao recebimento integral dos aluguéis. O montante deverá impactar a distribuição de rendimentos em R$ 0,017 por cota.

O ativo, localizado na região da Avenida Paulista, na região central da capital paulista, está em fase final de obras, sendo que não há qualquer custo para o Rio Bravo.

Os recursos da aquisição já estavam disponíveis no caixa do fundo e são provenientes da 3ª emissão de cotas, encerrada em abril deste ano. Com o negócio, os administradores põem em prática a estratégia de ampliar a presença em regiões metropolitanas, ganhar mais exposição na região sudeste e garantir contratos com locatários com bom risco de crédito.

HSI (HSLG11) vende imóvel para Santander Renda de Alugueis (SARE11)

O HSI Logística vendeu imóvel de 38 mil metros quadrados em Santo André (SP) para outro fundo imobiliário, o Santander Renda de Aluguéis, por R$ 77 milhões. O valor será dividido em quatro parcelas ajustadas pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Em 2020, o galpão logístico havia sido avaliado em R$ 50 milhões e a locação do espaço saiu de R$ 7,59 para os atuais R$ 12,44. Diante dos valores, o HSI estima um lucro de R$ 28 milhões nos próximos quatro semestres, o equivalente a R$ 2,25 por cota.

 

Dividendos de hoje

Confira os fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta segunda-feira (25):

Ticker Fundo Rendimento (R$) DY Mensal (%)
(ALZR11) Alianza Trust Renda 0,61 0,54
(BTLG11) BTG Pactual Logística 0,72 0,67
(XPIN11) XP Industrial 0,63 0,67
(XPML11) XP Malls 0,57 0,55

Fonte: InfoMoney

Giro imobiliário: CBIC revisa projeções para construção no ano

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) elevou a projeção de crescimento do setor para 2021 – de 4,5% para 5%. O novo número foi divulgado na manhã de hoje, durante entrevista de representantes da entidade, que reforçaram otimismo em relação à atividade, novos empreendimentos e compras de insumos.

A CBIC também apontou resultado positivo em relação às contratações no segmento, que totalizam um saldo positivo de quase 238 mil postos com carteira assinada no acumulado de 2021. Por outro lado, a entidade manifestou preocupação com a elevação dos preços, especialmente a inflação da construção.

Desempenho dos fundos mais recomendados em outubro

Dos fundos imobiliários mais recomendados por dez corretoras para outubro, compilados pelo InfoMoney (confira aqui), o CSHG Renda Urbana é o que acumula a maior alta no mês, de 1,67% até a última sexta-feira (22). O levantamento do InfoMoney é realizado mensalmente. Em outubro, 50 fundos foram mencionados.

O CSHG foi o terceiro fundo com maior número de recomendações neste mês, somando cinco. Considerado um fundo imobiliário híbrido, seu patrimônio está alocado principalmente em imóveis físicos, mas também há cotas de outros fundos imobiliários e CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) na carteira.

O Bresco Logística, citado por oito casas, tem alta de 0,84% no mês, Na outra ponta, está TRX Real Estate, segundo mais recomendado, que apresenta desempenho negativo de 0,42% em outubro.

Ticker  Fundo  Setor Recomendações Outubro (%)
(HGRU11) CSHG Renda Urbana Varejo 5 1,67
(CPTS11) Capitânia Securities Recebíveis 3 1,22
(BRCO11) Bresco Logística Galpões Logísticos 8 0,84
(KNCR11) Kinea Rendimentos Imobiliários Recebíveis 4 0,29
(TRXF11) TRX Real Estate Varejo 6 -0,42

OBS.: A rentabilidade leva em consideração o reinvestimento dos dividendos

Fonte: Economatica e corretoras (Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Genial, Guide, Itaú BBA, Mirae Asset, Órama, Santander Corretora e Rico)

Fonte: Infomoney

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