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Cinco mitos que as pessoas acreditam quando iniciam no trekking

Você sabe o que é um mito? São narrativas que utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis para enaltecer a história. A palavra mito, também é usada em referência às crenças comuns que não tem fundamento objetivo ou científico. Um mito é diferente de uma lenda. Uma lenda pode ser uma pessoa real que concretizou feitos fantásticos, como Pelé, Frank Sinatra e Michael Jordan.

Em suma, mitos têm essencialmente um caráter simbólico ou explicativo. Assim nascem as meias verdades a respeito de vários assuntos. Desde política até a prática de trekking. Muito do que refere-se a mito em esportes outdoor, na verdade quer referir-se a um sofisma. Um sofisma é argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade.

Quando alguém começa a iniciar em qualquer atividade começa a escutar de pessoas que já praticam, vários conceitos. Conceitos estes que com o passar do tempo, acaba percebendo que não eram tão corretos assim. Portanto, os praticantes mais desinformados, especialmente aqueles que se informam apenas por redes sociais e não por conteúdo de qualidade, acaba consumindo tudo o que foi descrito acima: mitos, lendas e sofismas.

Quando se trata de trekking, não há dúvida que existem muitas regras que todos devem seguir. Seja por segurança, ou mesmo por sobrevivência. Por exemplo, os praticantes de trekking sabem que precisam trazer água e uma mochila quando caminham. Os mais experientes sabem que devem sempre planejar seu percurso antes de partir (além de deixar avisado a alguém quando for viajar).

Porém, existem muitas inverdades, que foram repetidas mil vezes (da mesma maneira que Goebbels fazia), sobre equipamentos de trekking e que acabou virando uma espécie de mito. Alguns destes mitos podem parecer inofensivos, mas podem acabar custando muito dinheiro. Já outros, seguramente podem te colocar em perigo.

Mito 1 – Mapa não é necessário se tiver um GPS/Smartphone

 

Já escutou a expressão “os clássicos não morrem”. Clássico vira clássico. Os mapas impressos (mesmo que plastificados) são os clássicos dos praticantes de trekking. Se alguém alegar que é porque é de papel e que vai derreter na água, já existem mapas impressos em papéis que não molham.

Muitas pessoas não usam um mapa quando têm GPS em seu telefone. O humano contemporâneo é dependente exclusivo dos fios das redes de transmissões e distribuições de energia elétrica. Como esta dependência já é quase cultural, muitos esquecem que estes aparelhos eletrônicos dependem de energia elétrica para funcionar ou para carregar a sua bateria.

Confiar demasiadamente na bateria do aparelho pode ser uma aposta arriscada. Os praticantes de trekking devem sempre carregar um mapa da área em que estão caminhando, especialmente se é um trekking de longa distância. Além disso, também é útil levar e saber usar uma bússola. Como os dispositivos de tecnologia podem ficar sem carga, não se pode confiar 100% neles.

Por que tanta incredulidade com os aparelhos eletrônicos? Não é preciso dizer, mas os telefones celulares e o GPS também exigem que a Internet funcione, o que rapidamente drenará sua bateria. Se você não quer ficar encalhado no meio do nada, é melhor levar um mapa assim como seu GPS. Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Mito 2 – Você precisa de uma barraca de quatro estações para acampar no inverno

Quando pensar em fazer qualquer coisa no inverno, pergunte-se primeiro: que tipo e intensidade de inverno estamos falando? Lembrando que no Brasil, um país que são raríssimas as vezes que se passa de 0°C, o conceito de inverno aqui não é o mesmo que os principais fabricantes de barracas possuem.

Além disso, uma barraca deve ser ideal para a situação que você mais enfrenta. Ela deve suportar prioritariamente, em termos de camping em países tropicais, ventos e chuvas. Portanto para enfrentar um inverno no Brasil, uma barraca de três estações deve servir. Como saber se ela serve? Veja onde acampa mais e qual a temperatura que faz lá. Isso deve balizar a sua escolha.

Barracas de quatro estações são indicadas para locais de camping que esteja fazendo menos de 0°C. Por causa desta resistência a neve pesada, ela possui materiais mais caros e mais resistentes (que tornam a barraca pesada).

A mesma lógica funciona para uma barraca de duas estações? Não, esta lógica não funciona. Barracas de duas estações são ideais para acampar durante o verão e no quintal de casa. Barracas de duas estações não suportam vento e às vezes sequer uma chuva mais forte.

Mito 3 – Botas são essenciais

Se a cena icônica do primeiro filme da franquia Rocky, de Sylvester Stallone, com o protagonista correndo de All Star e subindo a escadaria na Filadélfia inspira você a fazer trekking, aproveite para utilizar somente a metáfora, não os mesmos equipamentos. Para fazer um trekking, o ideal é ter uma bota de qualidade.

Muitos fazem de tênis, mas quem arrisca a fazer com este tipo de calçado está sujeito a torcer o tornozelo. Além disso, logo após uma chuva, ou mesmo uma garoa, quem estiver de tênis é o primeiro do grupo que ficará com os pés encharcados.

Além disso, caso a temperatura ambiente cair, as botas aquecem mais os pés e proporcionam mais conforto. Procure por botas de qualidade, pois o melhor companheiro de um praticante de trekking não é necessariamente a sua mochila, mas também as botas.

Mito 4 – Barraca para duas pessoas, cabem duas pessoas e os equipamentos

Este é um tipo de “pegadinha” que os designers e os engenheiros de produtos aplicam nos praticantes de trekking e camping: uma barraca para duas pessoas serve exatamente para duas pessoas. Porém quando as pessoas compram um modelo destes, acabam esquecendo que também possuem equipamentos.

Estes equipamentos ocupam o espaço de, pelo menos, uma pessoa. Portanto, quando for comprar uma barraca, verifique se irá usá-la com uma outra pessoa. Caso haja um relacionamento afetivo, não haverá problema em ficar pertinho um do outro. Porém se for somente um companheiro (a) de trekking, pode ser que seja constrangedor e desconfortável.

Mito 5 – Deve usar coisas top de linha dos pés à cabeça

Foto: https://www.ordnancesurvey.co.uk

Equipamentos outdoor de última tecnologia e de qualidade são caros. Como em qualquer esporte. Por este motivo, no momento de comprar roupas e equipamentos, verifique a relação custo/benefício de cada um deles. Se inspirar em algum ídolo, ou mesmo em um colega que já é profissional, pode ser perigoso do ponto de vista financeiro.

Você não precisa de uma jaqueta de neve, com plumas revestidas de material de última geração, se somente irá praticar a atividade no Brasil, ou em algum lugar que não tem neve. À medica que for progredindo nas suas atividades é que vai comprando equipamentos de tecnologia de ponta.

Comprar indumentária de luxo pode dar prazer a você, porém desperdiçar dinheiro somente para ostentar pode significar também que escolheu a atividade errada. Para ostentar existe todo o ambiente urbano, não pense em fazer o mesmo na montanha.

Argentina de nascimento e brasileira de coração, é apaixonada pela Patagônia e Serra da Mantiqueira.
Entusiasta de escalada, trekking e camping.
Tem como formação e profissão designer de produto e desenvolve produtos para esportes de natureza.

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Fonte: R7

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