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Cinema e TV se misturam a jogos em anúncios da feira

Nos últimos movimentados anos, as conferências de imprensa da E3 realizadas pelas grandes produtoras têm anúncios que se atropelam, tamanha a quantidade de jogos para serem divulgados.

Quem roubou a cena desta E3 foi o ator Keanu Reeves, que apareceu de surpresa na conferência da Microsoft para anunciar que fará um personagem em Cyberpunk 2077, jogo da produtora polonesa CD Projekt Red

Foto: Divulgação/Cd Projekt Red / Estadão

Em 2019, enquanto esperam uma nova geração de consoles chegar, muitas delas colocaram o pé no freio e mostraram poucas novidades. Outras preferiram apostar em uma estratégia multimídia: trouxeram games baseados em séries ou vice-versa – séries e filmes baseados em games.

A francesa Ubisoft foi quem mais ousou neste caso: interrompeu sua conferência para anunciar uma série de TV para o Apple TV+, serviço rival à Netflix que a fabricante do iPhone lançará nos EUA este ano. Trata-se de Mystic Quest: Raven’s Banquet: em formato de falso documentário, a produção será ambientada em um estúdio de games tentando criar seu próprio jogo – o protagonista será feito pelo ator Rob McElhenney, da série It’s Always Sunny in Philadelphia.

Também teve espaço para o anúncio, liderado pelo ator Jake Gyllenhaal, de um filme inspirado nos jogos de tiro The Division – por sua vez, inspirados em livros do escritor americano Tom Clancy. A produção ainda não tem data para estrear, mas será exibida pela Netflix.

A companhia de Reed Hastings, aliás, também tomou o caminho contrário ao da indústria: em vez de fazer séries de jogos, fez jogos de suas séries. Antes de chegar às telinhas, a terceira temporada do hit retrô Stranger Things será motivo de um game para PS4 e Xbox One; já a série inédita The Dark Crystal, com bonecos à la Vila Sésamo, vai virar um jogo para o Nintendo Switch.

Mas quem roubou a cena desta E3 foi mesmo o ator Keanu Reeves, que apareceu de surpresa na conferência da Microsoft para anunciar que fará um personagem em Cyberpunk 2077, jogo da produtora polonesa CD Projekt Red – a mesma de The Witcher 3, um dos títulos mais aclamados dos últimos anos.

No novo game, ele viverá aventuras em um universo cheio de computadores, futurista e distópico, não muito distante do que já conheceu em Matrix – em uma prova do eterno retorno da cultura pop. “É uma tendência que os jogos fiquem cada vez mais transmídia”, afirma Guilherme Camargo, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “Isso acontece porque o mundo digital é repleto de dados, e com eles é possível ter previsibilidade maior sobre o comportamento do consumidor.”

Estadão

Fonte: PORTAL TERRA – GAMES

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