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Citi vê difícil caminho para retorno a escritórios sem vacina

(Bloomberg) — É improvável que o Citigroup traga mais de 40% dos funcionários de volta aos escritórios globais até que uma vacina contra o coronavírus esteja disponível.

O banco iniciou o retorno de uma pequena porcentagem de trabalhadores a escritórios no mundo inteiro, mas se deparou com um problema consistente: o transporte público. Funcionários hesitam em usar metrô ou ônibus para ir ao trabalho, disse Paco Ybarra, que lidera o grupo de clientes institucionais do banco.

“Se todos estivessem morando perto do escritório e pudessem caminhar até o escritório, acho que teríamos muito mais pessoas dispostas a vir”, disse Ybarra na quinta-feira em conferência virtual organizada pelo banco. “De qualquer forma, a menos que exista uma vacina e, enquanto o vírus ainda estiver presente, o máximo que podemos alcançar é de 30% ou 40% nos escritórios.”

Nesta semana, o Citigroup adiou o retorno de funcionários em estados dos EUA com casos crescentes de coronavírus, incluindo a Flórida e o Texas. No entanto, avança os planos de retorno de funcionários a unidades em todo o nordeste dos EUA.

O banco, que tem cerca de 201 mil funcionários globalmente, planeja o retorno de todos os funcionários, embora devagar. O Citigroup destaca que investe muito nos relacionamentos entre funcionários e clientes.

Embora esses laços permaneçam durante a pandemia, existe o risco de o “patrimônio do relacionamento” diminuir com o tempo, disseram executivos.

“As pessoas falam sobre ganhos de produtividade e quão eficientes nos tornamos em termos de trabalhar remotamente – não sei, não tenho certeza de como isso evolui”, disse o CEO Mike Corbat durante a conferência. “O que eu não quero é encontrar o Citi em um lugar em que realmente ocultamos nosso talento em termos das habilidades que lhes oferecemos.”

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Ybarra, falando de seu home office, disse que o banco registrou níveis recordes de negociação e subscrição no primeiro semestre do ano, atividade que dificilmente será sustentada.

“Tivemos um desempenho realmente forte do lado da receita na primeira parte desta crise, porque houve muita atividade”, disse. “Nossa expectativa é que isso desacelere nos próximos trimestres.”

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Fonte: Infomoney

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