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Coliving é suporte emocional para jovens durante período turbulento e incertezas do futuro

Segundo estudos da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj), o número de casos de depressão teve um aumento de 90%, entre março e abril. O crescimento coincide com o início do decreto de isolamento social, recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), para combater a pandemia do novo coronavírus.

Foto: banco de imagens / DINO

Antes da quarentena, a população brasileira já era a maior no mundo com diagnósticos de ansiedade, sendo mais de 9% do número mundial. A psicóloga clínica, Caroline Yu, explica que é natural se sentir vulnerável e impotente diante de um futuro impossível de se planejar, como costumava ser. “Especialmente para os jovens e adolescentes, esse período é ainda mais desafiador, pois além de já terem a questão de um futuro próximo incerto em uma fase decisiva da vida, isso também pode afetar o ingresso na faculdade ou no mercado de trabalho. O momento que já era fonte de angústia, agora é acrescido por um dado da realidade”, complementa.

João Vitor Facco, 18 anos, é estudante pré-vestibular em São Paulo, um dos locais mais afetados pela pandemia. Ele encontrou no coliving – residência compartilhada -, uma forma de se desligar dos momentos que o deixam ansioso. “Tinha acabado de sair da casa dos meus pais para estudar, quando a quarentena começou. Optei por permanecer aqui na Uliving, porque aqui consigo me manter focado nos estudos”. João Vitor ainda comenta que o momento atual causa ansiedade em todos “não fizemos um planejamento de vida pensando que passaríamos por uma pandemia, isso gera tensão até na pessoa mais equilibrada emocionalmente. Mas, morar em um local onde você tem o convívio, mesmo com distanciamento social, acabo convivendo com jovens que vivem o mesmo dilema e não me sinto tão sozinho”, explica o estudante, que há 4 meses mora na unidade do Centro de São Paulo da Uliving – a primeira e maior rede de hospedagem estudantil compartilhada do país.

A psicóloga ressalta que passar por um momento de isolamento social completamente sozinho pode resultar em um grande impacto na saúde mental, por isso, estar em quarentena com outros jovens que compartilham das mesmas batalhas, pode diminuir as chances de episódios de transtornos emocionais. “Precisamos estar isolados, mas, quando vivemos em residências compartilhadas, temos o contato diário com outras pessoas também em quarentena, desta forma, é mais fácil dividir angústias”, acrescenta.

Para aqueles que estão sozinhos em suas casas, a especialista separou três dicas para amenizar a ansiedade e evitar a depressão neste período:

1. Olhe para dentro

É de extrema importância que o jovem tente não se prender aos números e estatísticas de tudo que é noticiado. Ao contrário, faça o exercício de olhar para dentro de si e analisar como tem se sentido em relação a cada novo cenário. Dessa forma, o jovem cria raízes e descobre formas de materializar como se sente internamente.

2. Mantenha contato com as pessoas virtualmente

Trocar mensagens, conversar por telefone ou fazer uma chamada de vídeo é de extrema importância para o momento atual. É preciso dar continuidade às relações afetivas – sejam elas familiares, de amizade ou de relacionamento amoroso -, para que possam compartilhar suas preocupações, angústias ou até mesmo se ter momentos de descontração, como tomar um café virtual com um amigo pode ser uma solução bem divertida e trazer mais leveza em um dia mais difícil, por exemplo.

3. Tenha momentos prazerosos no dia a dia

A rotina de muitos mudou: trabalhar e estudar em casa, lidar com afazeres domésticos, cozinhar mais frequentemente e conciliar tudo isso durante o dia pode resultar em estresse. Por este motivo, é essencial organizar a rotina e respeitar os horários de descanso. Ter horário para começar e terminar cada atividade é fundamental para manter o foco no presente. Mas, o que não é menos importante, é incluir momentos de descontração durante o dia, não apenas aos finais de semana.

Pandemia é uma situação extrema, que apresenta um risco real à sociedade, não apenas na dimensão da saúde, mas afeta a economia, a educação e outras dimensões. “Diante desse cenário é ‘normal’ ter algumas características que se encaixam em um quadro de ansiedade, depressão ou pânico. Mesmo depois de ajustar a rotina, se o jovem perceber que toda essa condição está afetando negativamente o seu dia a dia, é hora de buscar ajuda de um especialista e iniciar um tratamento adequado”, explica. Muitos profissionais da área já estão utilizando de recursos tecnológicos para oferecer os atendimentos, mesmo que virtuais, de forma ética e de qualidade.

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DINO
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Fonte: Terra

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