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Com receio de boicotes, JBS, Minerva e Marfrig preparam campanhas; Telebras se pronuncia sobre possível OPA e mais destaques

No Radar InfoMoney desta sexta feira destaque para as aéreas, com o anúncio da Delta Air Lines de venda de fatia na Gol e compra de participação na Latam; aos frigoríficos com esforços para recuperação de imagem em países importadores da carne brasileira; enquanto isso, a Telebras se manifestou sobre um possível fechamento de capital.

A Delta Air Lines anunciou que venderá sua fatia minoritária de 9% na Gol, enquanto pagará US$ 1,9 bilhão – US$ 16 por ação – para adquirir uma participação de 20% na Latam, a maior companhia aérea da América Latina. Além disso, a americana investirá mais US$ 350 milhões em uma parceria com a empresa chilena.

Com a notícia, os ADRs (American Depositary Receipt) da Gol desabam mais de 10% no after market da bolsa de Nova York. Enquanto isso, os recibos de ações da Latam registram ganhos de mais de 40%.

Com o investimento da Delta, a Latam deve sair da aliança Oneworld, da qual a American Airlines é a principal companhia. “Esta é uma grande mudança para a Latam, à medida que se desconecta da American e da Oneworld”, disse o CEO da Delta, Ed Bastian, em entrevista. “Vimos imediatamente muitas oportunidades de crescimento juntos”, completou. Ele afirmou, porém, que a Latam não está planejando aderir ao SkyTeam, aliança liderada pela Delta.

Leia mais: Delta anuncia compra de 20% da Latam e venda de fatia na Gol; ADRs reagem bruscamente

A Delta ainda informou que irá adquirir quatro aeronaves A350 da Latam e concordou em assumir o compromisso da Latam de comprar 10 aeronaves A350 adicionais a serem entregues a partir de 2020 até 2025. A companhia americana terá ainda um lugar no Conselho de Administração da Latam.

Em relatório, o Credit Suisse destaca que, em termos de receita, a Delta não era muito relevante para a Gol – que afirmou em comunicado que a Delta representa 0,3% da receita total e 3,5% dos resgastes de pontos da Smiles. Os analistas pontuam a expectativa de melhoria da geração de caixa da Latam, a queda da dívida e a melhoria de sua estrutura de capital.

“Apesar de ainda não estar claro como essas metas serão atingidas, essa transação deve fortalecer um competidor da Gol e Azul. Lembrando que a Delta foi fundamental no processo de turnaround da Gol”, destacou o Credit, acrescentando que a América Latina é a parte “mais fraca” do portifólio da Delta e a parceria com a Latam deve permitir que a companhia saia da terceira posição para a primeira no trecho EUA-América Latina.

JBS (JBSS3), Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3)

Com receio de que a crise das queimadas afete as exportações de carnes bovinas, grandes frigoríficos como JBS, Minerva e Marfrig preparam campanhas institucionais, relata o Estadão. A ideia seria a de veicular anúncios em publicações em países como Arábia Saudita, Egito e Alemanha, visando se antecipar a um possível boicote em meio à crise ambiental.

Segundo a publicação, citando fontes, o Ministério da Agricultura recebeu consultas dos países com questionamentos sobre quais seriam os riscos de os frigoríficos estarem comprando carne de área de desmatamento ou ilegal. As próprias empresas teriam sido consultadas pelos clientes, destaca o jornal.

Banco do Brasil (BBAS3)

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã a 66ª fase da Operação Lava Jato, que apura lavagem de dinheiro praticada por doleiros e funcionários do Banco do Brasil, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com a PF, documentos obtidos durante a investigação, trazidos por colaboradores, indicaram que um determinado doleiro teria sido responsável por conseguir pelo menos R$ 110 milhões, em dinheiro, para permitir o pagamento de propinas.

“A produção de dinheiro em espécie neste caso envolvia trocas de cheques obtidos junto ao comércio da grande São Paulo e abertura de contas sem documentação necessária ou com falsificação de assinaturas em nome de empresas do ramo imobiliário”, diz a nota.

A Vale Canada Limited, a Vale Overseas Limited e a Vale Canada, cada qual uma subsidiária integral da Vale S.A., informaram o valor de pagamento total no âmbito das ofertas de aquisição de bonds emitidos respectivamente pelas ofertantes.

O valor para o grupo 1 de bonds será de no máximo US$ 700 milhões, enquanto para o grupo 2 não há valor máximo aplicável.

A coluna do Broadcast traz que, ao contrário de janeiro, quando atraiu uma demanda de cerca de R$ 12 bilhões para a sua emissão de R$ 3 bilhões, a Petrobras encontra, agora, uma demanda por debêntures mais apertada. A nova oferta, precificada dia 25 atraiu R$ 3,5 bilhões, fazendo com que a petroleira não conseguisse reduzir a taxa de remuneração do investidor para abaixo do teto oferecido.

Telebras (TELB4)

A Telebras informou que o conselho de administração deliberou consultar seu acionista controlador, a União, acerca de eventual intenção de fechar o capital da companhia. “Em uma análise preliminar, foi verificado que eventual fechamento de capital deve ser precedido por uma oferta pública para adquirir a totalidade das ações em circulação no mercado, por preço justo”, escreveu a empresa em fato relevante.

A referida oferta pode ser feita pela própria companhia ou por seu controlador, afirmou, acrescentado que, no caso da formulação da oferta pública de aquisição ser feita pela própria Companhia, esta deve possuir saldo de lucros ou reservas suficientes para a operação.

“Como a Telebras, na presente data, não possui referidos recursos, a decisão por eventual fechamento de capital somente poderia ser efetivada mediante deliberação do acionista controlador em formular a oferta pública para adquirir a totalidade das ações em circulação no mercado”, afirma.

O Estadão traz que a gestora canadense Brookfield colocou à venda uma área florestal de 2010 mil hectares em São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, avaliada em US$ 600 milhões e US$ 700 milhões, segundo fontes consultadas pela reportagem. Essa florestas, antes pertenciam à Fibria e foram vendidas a um dos acionistas controladores da Brookflied.

O jornal cita que a Suzano, que ano passado comprou a Fibria, está interessada em adquirir esses ativos florestais. Os fundos de pensão canadenses PSP e British Columbia Investment, além do braço de florestas do BTG Pactual também estariam interessados.

Telefônica (VIVT4)

A Telefônica Brasil comunicou que sua subsidiária integral Terra Networks Brasil adquiriu a totalidade do capital social da Telefônica Infraestrutura e Segurança Ltda. (TIS), de titularidade da Telefónica Ingeniería de Seguridad e da Telefónica Digital España.

O preço total pago como contraprestação pela aquisição das quotas de emissão da TIS foi de R$ 70,843 milhões, em parcela única, sem necessidade de qualquer financiamento, utilizando-se apenas o caixa disponível do Terra.

A TIS é uma sociedade que se dedica à exploração e fornecimento de serviços e tecnologia de sistemas de segurança da informação, suporte técnico e outros serviços relacionados à infraestrutura, tecnologia e informação.

A Gafisa informou que o aumento de capital atingiu o montante de até R$ 273,242 milhões, com subscrição particular de 48.968.124 novas ações ordinárias, pelo valor base de R$ 6,57. O prazo para o exercício do direito de preferência na subscrição das ações ordinárias iniciou-se em 22 de agosto e encerrou-se em 20 de setembro.

Segundo a empresa, foi aplicado um deságio escalonado de 15% sobre o valor base da emissão para aqueles acionistas que exercerem o seu direito de preferência e de subscrição de sobras, representando um preço de emissão de R$ 5,58; e adicional de 3% ante o preço do direito de subscrição para os que exercerem o direito de adquirir sobras adicionais, representando um preço de emissão de R$ 5,42.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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Fonte: INFOMONEY

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