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Com Rogério Ceni, o Cruzeiro volta a ser o grande Cruzeiro – Prisma


São Paulo, Brasil


Carisma, coragem, estrela.


Visão tática.


E atuar desde os três minutos com um jogador a mais.


Esses foram os ingredientes que fizeram o Mineirão tremer, na primeira partida do Cruzeiro sob o comando de Rogério Ceni.


O time que não vencia há 11 jogos no Brasileiro fez juz à sua história, à sua camisa azul celeste. 


Mostrou que não nasceu para se defender, como fez por três atormentantes anos, sob o comando de Mano Menezes.


O Cruzeiro trocou a estrutura tática de um time pequeno, muito bem estruturado defensivamente e que, sem imaginação, apelava para contragolpes em velocidade.


E só.


Com Ceni, mesmo diante do líder do Brasileiro, o Santos do ótimo treinador Jorge Sampaoli, fez do Cruzeiro protagonista.


Não uma equipe para viver às custas de contragolpes e bolas paradas.


Mostrou o que aprendeu nos três anos incompletos como treinador. 


E tratou de colocar uma equipe firme, versátil, compacta, mas com personalidade de atacar. Propor o ritmo do jogo.


O lance aos 57 segundos de partida foi fundamental, claro.


Gustavo Henrique resolveu dar um carrinho absurdo em Pedro Rocha. O VAR mostrou a Anderson Daronco que o caminho da expulsão era o único a ser seguido.


E o Cruzeiro passou a atuar, de forma justa, com um atleta a mais.


Encurralou o Santos na defesa.



Sampaoli errou feio ao não colocar outro zagueiro e sim o lateral Pará no time. Sua equipe está acostumada a atuar com três defensores fixos.


O meio de campo santista recuou, o que isolou o ataque.


Rogério tinha acertado em colocar o versátil Dodô como volante.


Mas teve ótima visão e ousadia.


Com um a mais e o Santos encurralado, tirou Egídio e colocou Fred. Passando Dodô a lateral esquerda, sua posição de origem.


E o sufoco passou a ser mortal ao líder do Brasileiro.


O veterano goleador entrou e acabou com o jejum de 16 jogos.


No segundo tempo, nada de segurar o resultado, como fazia o Cruzeiro nos tempos de Mano Menezes.


A ordem era atacar.


E logo a um minuto, Fred serviu Thiago Neves.


Chute indefensável para Everson: 2 a 0.


O Santos havia voltado mais equilibrado, com a saída de Pará e a entrada correta de Luiz Felipe.


Mas era tarde.


O Cruzeiro era dono do jogo e do placar.


Só não marcou mais por conta de Everson.


O time mineiro deixou a zona do rebaixamento.


E Rogério Ceni foi aplaudido de pé após a partida.


Os torcedores viram o Cruzeiro jogando como Cruzeiro.


“Sou um pouco chato, cobro muito. O respeito prevalece. A filosofia de jogo nos meus três anos de treinador é tentar ser o mais agressivo possível. Com 1 a 0 tentar o segundo, com 2 a 0 tentar o terceiro…


“Matar o jogo”, dizia Ceni, para êxtase dos jornalistas mineiros, cansados das retrancas de Mano Menezes.


“A qualidade (do grupo) existe, a gente só precisa fazer com que eles coloquem em prática.


A posição (16ª no Brasileiro) não é condizente com a do Cruzeiro, mas temos que sair da situação jogo a jogo


“Sou muito grato a eles, os caras são diferentes.


“Um puta prazer de trabalhar com esse grupo.”


Para Rogério Ceni falar até palavrão para expressar sua alegria, na entrevista coletiva, foi um sinal de quanto saiu feliz da sua estreia.



Só que os torcedores estavam muito mais.


O Cruzeiro voltou a ter ambição, sede de vitória.


Quer retornar a ser o grande Cruzeiro…

Fonte: R7

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