Como a natação ajuda a lutadora Marina Rodriguez a melhorar sua performance

A inspiração de Marina

Marina é a irmã mais velha de Roberto Alcade Rodriguez, mas foi nele que ela se inspirou – e continua inspirando-se – para se desenvolver cada vez mais como atleta. Roberto faz parte da seleção brasileira paralímpica de natação e tem entre suas principais conquistas um campeonato mundial e um ouro no último Parapan de Lima, no Peru.

Quando Roberto nasceu com mielomeningocele, uma má-formação na coluna que limita os movimentos da perna, Marina tinha quase 5 anos. Ela acompanhou portanto toda a rotina do irmão, desde os 9 meses de idade, de fisioterapias na água, além das quatro cirurgias que ele fez na tentativa de reverter seu quadro. O distúrbio dificulta a função principal de proteção da medula espinhal e pode afetar bexiga, intestinos e músculos – caso de Roberto.

Quando Roberto tinha 7 anos, a família percebeu que insistir nas tentativas para que ele caminhasse poderia se tornar um risco para a vida da criança. “Ele então se tornou cadeirante”, conta Marina.

Em 2006, Marina, seus pais e o irmão mais velho, Gabriel, mudaram-se de Bagé para Florianópolis. “A mudança foi para dar uma melhor perspectiva de vida para Roberto, mais oportunidades”, relembra a lutadora. “Mais tarde, ele conheceu a natação paralímpica e percebeu um caminho dentro do esporte. Desde então vem traçando sua história.”

A lutadora conta que a garra de Roberto a motivou. “Tiro toda essa vivência do meu irmão mais novo como atleta de que é possível, com dedicação e esforço, dar certo. Mas não é para qualquer um. É pra quem realmente quer.”

A história no muay thai

Em 2013, já formada em design gráfico em Florianópolis, Marina Rodriguez resolveu procurar pela internet algum local em que pudesse treinar muay thai. Queria melhorar o condicionamento físico porque, trabalhando na área, estava com sobrepeso. “Encontrei a Thai Brasil, que fica nos Ingleses, aqui do lado de casa, e fui fazer uma primeira aula para ver como era”, afirma.

Quando começou a ver os primeiros resultados, ela também percebeu que tomava gosto pela arte marcial. Marina tinha então 25 anos e seu treinador, Marcio Malko, enxergou nela algo de especial. “Ele viu que eu tinha uma pegada diferente nos golpes, tinha vontade, e me perguntou se eu tinha interesse em lutar. Prontamente respondi que sim, porque estava gostando demais das aulas e de todos os benefícios que o muay thai estava me trazendo.”

Ela passou então a treinar com a equipe profissional. “Fui na cara e na coragem e não arreguei, não dei para trás. Aos poucos, fui fazendo várias lutas no muay thai amador, uma após a outra, e o Marcio percebeu que eu realmente tinha um futuro. E me apresentou um plano de carreira na luta. Como confio demais nele, abracei a causa – e até hoje está dando certo.”


Fonte: UFC

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