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Como este distúrbio faz parte da carreira de alguns escaladores profissionais

Quem já conviveu com escaladores esportivos de alto rendimento, sobretudo aqueles que ambicionam subi-lo, com certeza já percebeu uma certa cultura em manter o peso baixo. Alimentar para perder alguns quilos excedentes, desde que não interfira na saúde, não tem problema algum.

Vários atletas, amadores ou semi-amadores, possuem este tipo de vigilância com o peso. Mas a manutenção do peso deve sempre privilegiar a saúde da pessoa. Como grande parte das pessoas da comunidade de escaladores sofrem de Síndrome de Dunning-Kruger, elas tendem a acreditar em dietas malucas e desprezar conselhos de nutricionistas.

Como o fator peso é muito preponderante na escalada, sobretudo esportiva, muitos escaladores acreditam excessivamente que sua performance é diretamente ligada ao peso e nem tanto à técnica, experiência, repertório de movimentos, força muscular e, claro, fruto de intenso treinamento.

Mas como foi citado acima, há muitas pessoas que por sofrer de superioridade ilusória, baseando-se em conhecimentos empíricos, que receitam técnicas mirabolantes para perder peso e aconselham a amigos indiscriminadamente a supressão de alimentos e ingestão de suplementos alimentares.

O resultado desse tipo de ignorância é o desenvolvimento de transtornos alimentares causando emagrecimento extremo (caquexia, pela inadequada redução da alimentação), à obesidade (pela ingestão de grandes quantidades de comida), ou outros problemas físicos.

Transtorno Alimentar

Os principais tipos de transtorno alimentar são a Anorexia Nervosa e a Bulimia Nervosa. Em ambos os casos têm como características comuns a intensa preocupação como o peso e o medo excessivo de engordar, ocasionando ainda uma percepção distorcida da forma corporal, e a auto-avaliação baseada no peso e na forma física.

Pessoas com transtorno alimentar frequentemente sofrem de auto-depreciação em decorrência da imagem e peso corporal.

Na escalada esportiva, consequentemente, este tipo de preocupação pode ser potencializada pela obsessão em atingir alguma meta atlética (como uma via, ou um campeonato). Estes sentimentos podem induzir o atleta a almejar peso corporal inatingível, pois são baseados em padrões na maioria das vezes incompatíveis com aspectos biológicos do próprio indivíduo.

LIGHT

LIGHT é um documentário dirigido por Caroline Treadway (pode ser assistido no topo do artigo), o qual explora o pouco discutido assunto dos transtornos alimentares entre escaladores profissionais. Os principais atletas dos EUA, Angie Payne, Emily Harrington, Andrea Szekely e Kai Lightner, e a escaladora britânica Naomi Guy, compartilham suas experiências de luta contra distúrbios alimentares e a pressão que sentiram, e ainda sentem, para atingir e manter um peso considerado ideal e forma corporal para escalada.

O filme aborda a cultura da dieta, do treinamento e da fixação na contagem de calorias, que há muito é o elefante na sala. Especialmente da escalada, que é um esporte que desafia a gravidade no qual o desempenho é inconvenientemente (e muitas vezes perigosamente) fortemente influenciado pelo peso.

De acordo com o site UKClimbing, aproximadamente de 1 em cada 3 pessoas que lutam contra um transtorno alimentar é do sexo masculino. Não sendo, portanto, um distúrbio que afeta somente as mulheres. No filme, Kai Lightner discute o estigma em torno dos transtornos alimentares masculinos, e é revelado que ele foi o único sujeito da entrevista que se sentiu capaz de falar sobre o assunto para o documentário.

Embora os transtornos alimentares e os distúrbios alimentares na escalada não se limitem aos profissionais, estudos científicos mostram que há uma prevalência 20% maior entre atletas de todas as idades com habilidades de desenvolver uma relação disfuncional com a alimentação e treinamento.

Se não for controlado, comer de forma insuficiente e desordenada, muitas vezes gastando mais energia do que ingere, pode interromper o ciclo menstrual, causar disfunção erétil, reduzir a densidade óssea e levar a vários problemas fisiológicos e psicológicos.

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha, México e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias. Em 2018 foi o único latino-americano a cobrir a estreia da escalada nos Jogos Olímpicos da Juventude e tornou-se o primeiro cronista esportivo sobre escalada do Jornal esportivo Lance! e Rádio Poliesportiva.

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Fonte: R7

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