Como trabalhar pela proteção de dados no cenário de Open Banking?

Em setembro deste ano, chegou ao fim o prazo para que o modelo Open Banking fosse implementado na Europa na sua totalidade. Agora as instituições financeiras europeias já devem operar em plena conformidade com o tema.

A PSD2 (revised Payment Services Directive, que pode ser livremente traduzido como diretiva revisada sobre os serviços de pagamento) é a regulação que rege o Open Banking europeu e está norteando vários países do mundo rumo a este novo modelo. No Brasil, o Banco Central já iniciou as discussões deste tópico e logo mais as instituições financeiras brasileiras devem receber a versão nacional.

O modelo Open Banking parte do pressuposto de que os dados financeiros são dos clientes e não dos bancos. Por isso, é de autonomia do usuário o controle e o acesso a essas informações.

Dessa forma, o cliente pode escolher quais empresas podem ter acesso aos seus dados financeiros. Essas informações podem ser acessadas utilizando APIs (interfaces de programação de aplicativos ou, do original, applications programming interface).

Em suma, Open Banking parte do pressuposto que os usuários são os donos dos seus dados financeiros e não as instituições bancárias. Por isso, propõe um intenso processo de atualização tecnológica que permite que as instituições estejam abertas para que fintechs e outras empresas acessem essas informações através de software, APIs, máquinas, conectando diretamente com os dados do cliente, com o consentimento do usuário.

Agora, será possível acompanhar os desdobramentos desse modelo na Europa e isso deve ditar como esse cenário está desenhado no Brasil.

Pensando na atualidade e necessidade dessa discussão, a Cedro Technologies continuará sua série de webinars sobre proteção de dados, dessa vez relacionando as legislações (a GPDR na Europa e a LGPD no Brasil) e o modelo Open Banking.

A transmissão ao vivo acontece em 9 de outubro, quarta-feira, às 14h. Veja quem são os convidados:

Andrea Luísa de Oliveira

Doutoranda em Direito pela UniCEUB – Brasília (DF). Mestre em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Professora da Pós-graduação da PUC Minas em Uberlândia. Advogada. Pesquisadora integrante do Grupo Interinstitucional “Direito, Moeda e Finanças: Estado e poder no sistema financeiro nacional e global” vinculado a USP/SP e Fundação Getulio Vargas (FGV) e com suporte das universidades de Oxford e Princeton.

Herivelton Martins 

Product Owner da Solução de Identity Access Management e Integrações de Serviços Digitais. Atua como Scrum Master e Agile Coach apoiando no processo de Transformação Ágil. Trabalha como Arquiteto de Soluções, líder de times de desenvolvimento e desenvolvedor em projetos de Tecnologia desde 2000.

Marcelo Bradaschia

Com mais de 15 anos de experiência na indústria financeira, atua desde 2012 em projetos de transformação e inovação. É co-fundador do FintechLab, o principal hub de mapeamento do ecossistema de fintechs nacional e coordenador do curso de especialização em Fintech da FGV. Atualmente também é COO do lab Torq, uma plataforma de inovação que integra competências globais para concretizar projetos de inovação em serviços financeiros.

O webinar será mediado por Adriano Ignatti, consultor de negócios da Cedro Technologies focado em processos de compliance, KYC, PLD e mais.

Veja os tópicos que serão abordados na discussão:

– as mudanças que a GDPR e a LPGD estão trazendo para a proteção de dados,

– como Open Banking irá modificar radicalmente o cenário financeiro,

– a regulamentação PSD2 (second Payments Services Directive) na Europa,

– porque Open Banking é interessante (e fundamental) para as instituições financeiras,

– as perspectivas para Open Banking no Brasil,

– como bancos tradicionais e fintechs devem se preparar.

 

Marque na sua agenda: quarta-feira, 09 de outubro, às 14h AO VIVO!


Fonte: INFOMONEY

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