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Confira! – Redação TRT 15ª Região (TJAA ): comentários sobre o tema.

Olá, pessoal.

Como já era esperado, a banca Fundação Carlos Chagas – FCC manteve a tradição de cobrar do candidato um texto dissertativo-argumentativo com abordagem de determinado assunto à luz de um pensamento filosófico na redação da prova para o cargo de  Técnico Judiciário (Área Administrativa) do TRT 15ª Região.

A “bola da vez” foi o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, que nos traz uma reflexão sobre a multiplicação do igual.

Para saber as possíveis linhas de argumentação, passo a expor breves comentários sobre a reflexão do nobre filósofo.

Para Han, “todos querem ser diferentes uns dos outros”, o que força a “produzir a si mesmo”, mas, “nessa vontade de ser diferente, prossegue o igual”.  Sua principal crítica é sobre os praticantes de maratonas de séries, as quais são por ele denominadas de “binge watching” (compulsão em assistir algo repetitivamente). Segundo Han, esses praticantes só veem o que gostam, sem margem para exploração do novo.

É notório que a sociedade atual despende horas como “praticantes de maratonas de séries”. Entretanto, Han nos leva a uma reflexão: isso tem sido um hábito saudável para nós?

Segundo o filósofo, a resposta é não! Esse tipo de comportamento leva-nos a uma evasão da busca pelo o que é diferente, tornando-nos simples multiplicadores do que é comum, do igual. Agora, tem-se um agravante: a sociedade moderna não percebe que está sendo dominada, o que não acontecia antigamente.

Pessoal, essa afirmação do filósofo traz algumas possibilidades de argumentação em seu texto, tais como: dependência dos meios digitais para estabelecer convívio social; vinculação do processo de trabalho à disponibilização de internet, condicionamento do próprio conceito de felicidade à conectividade virtual, alienação da realidade natural, etc.

Outro aspecto abordado por Han é a autenticidade. As pessoas se vendem como autênticas porque “todos querem ser diferentes uns dos outros”, o que força a “produzir a si mesmo”. E é impossível ser verdadeiramente diferente hoje, pois “nessa vontade de ser diferente prossegue o igual”. Resultado: o sistema só permite que existam “diferenças comercializáveis”. Percebe-se que o conceito de “ser diferente” transcende as gerações de forma mutável, ou seja: o que era diferente para os nossos pais pode não ser mais para os nossos filhos.

Em minha opinião, a principal reflexão trazida por Han (que abrilhantaria seu texto) é a questão dos limites que temos de ter quanto à autoalienação na busca por dígitos (“A terra é mais do que dígitos”). “Vive-se com angústia de não estar fazendo tudo o que poderia ser feito”. É “exploração de si mesma achando que está se realizando; é a lógica traiçoeira que culmina na síndrome de burnout” (distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso). Obviamente, sabemos da importância, no mundo contemporâneo, dos dígitos e resultados. Contudo, em conformidade com a análise do filósofo, devemos nos ater também à realidade em cores reais: “precisamos de um tempo próprio que o sistema produtivo não nos deixa ter; necessitamos de um tempo livre, que significa ficar parado, sem nada produtivo a fazer, mas que não deve ser confundido com um tempo de recuperação para continuar trabalhando; o tempo trabalhado é tempo perdido, não é um tempo para nós”.

É isso, pessoal. Espero ter esclarecido-lhes acerca das possibilidades argumentativas para a redação do cargo de Técnico Judiciário (Área Administrativa) do TRT 15ª Região.

Que venham as nomeações!

Carlos Roberto

Instagram: prof_carlosroberto

 

 

 

 

 

 

Crédito:

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