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Corinthians, três meses sem salário, nas mãos do rival Palmeiras – Prisma



São Paulo, Brasil


Três meses de salários atrasados.


De novo, porque em junho foi a mesma coisa.


Qualquer jogador poderia abandonar o clube por falta de pagamento.


Processos seguidos por calote, de jogadores e clubes.


A luz já chegou a ser cortada.


Empresa que fornecia marmitas aos funcionários também procurou a justiça, por não receber.


O Conselho Fiscal recomenda a não aprovação das contas apresentadas pela diretoria em relação a 2019. E recomenda a abertura de uma sindicância, que pode acabar em processo de impeachment do presidente Andrés Sanchez.


O déficit, sem a dívida do Itaquerão, chegaria a R$ 195 milhões.


Em 2019, o Corinthians apresentou dívida de R$ 670 milhões.


A dívida do estádio, só com a Caixa Econômica Federal está na justiça. O banco cobra R$ 536 milhões, o Corinthians alega dever  ‘apenas’ R$ 487 milhões.


O clube, inclusive, estava pagando parcelas menores do que o contrato prevê, de acordo com a Caixa. Inclusive, as seis últimas não foram sequer pagas. 


A dívida exata do clube em relação ao Itaquerão segue sigilosa.


Informação que só o presidente Andrés Sanchez tem.


O América Mineiro também entrou na justiça para receber R$ 3,7 milhões, pelo volante Richard, que foi para o Fluminense, mas o Corinthians assumiu pagar. Depois do calote, a direção do América queria penhorar o valor nas contas bancárias do clube. Mas só havia R$ 438 mil.


O volante Marcelo Mattos processa o clube para receber R$ 1 milhão. O JMalucelli cobra R$ 23 milhões.


Diante desse cenário, agravado pelo clima bélico das eleições, marcadas para o dia 28 de novembro, Andrés Sanchez vive momento de absoluta tensão.


Ele está perdendo o controle do clube que domina desde 2007, quando pela primeira vez foi eleito, depois da renúncia de Alberto Dualib.


Seus aliados políticos estão virando as costas ao dirigente.


Pode ser um blefe, mas ele já aventou a possibilidade até de renúncia e antecipação das eleições.



E o que poderia ser um bálsamo, tem tudo para piorar.


O clube tem remotas chances de seguir no Paulista.


Precisa vencer logo de cara, o Palmeiras, dia 22, no Itaquerão.


O clássico marca a volta do Estadual.


Restam duas rodadas para o final da fase de classificação. No seu grupo, o D, o Corinthians é terceiro colocado, com 11 pontos. O Red Bull já está classificado para as quartas, com 17 pontos. O Guarani tem 16 pontos. 


O Corinthians precisa vencer o Palmeiras e o Oeste e torcer para o time de Campinas não derrotar o Botafogo, fora. Ou o São Paulo, em casa.


Uma eliminação precoce no Paulista tem potencial para piorar tudo para o Corinthians.


O clube já caiu na Pré-Libertadores.


Em casa, diante do Guaraní do Paraguai.



Andrés tem perdido o apoio de lideranças importantes na organizadas.


Ele foi o fundador da Pavilhão Nove, torcida que foi batizada para homenagear um setor do extinto presídio Carandiru.


O Benfica já avisou que não poderá pagar por Pedrinho em 2020.


O Corinthians fez acordo com um banco de Luxemburgo, pequeno país europeu, de receber 70% dos 17 milhões de euros, R$ 102 milhões.


São pouco mais de R$ 70 milhões. Lembrando que a venda anunciada por 20 milhões de euros, cerca de R$ 120 milhões, foi casada com a vinda do colombiano Yoni González, que custou 3 milhões de euros, cerca de R$ 18 milhões.


É esse dinheiro que deverá trazer um certo fôlego.


Andrés vive seu pior momento no Corinthians.


Seu candidato à eleição, Duílio Monteiro Alves, sabe.


As chances de chegar à presidência são quase nulas.


A volta do futebol pode piorar ainda mais o ambiente.


Andrés sabe disso.


Por isso, está atormentado.


Ele também sabe.


Basta uma eventual derrota para o Palmeiras, em pleno Itaquerão.


E a eliminação estará sacramentada…

Fonte: R7

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