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Decisões do Fomc e do Copom, Bolsonaro na ONU: o que acompanhar nesta semana

SÃO PAULO – Após novos dias bastante conturbados para o Ibovespa, que fechou em sua terceira semana seguida de baixa, os próximos dias serão intensos para o mercado financeiro.

Na agenda econômica, o grande foco fica para as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, ambas acontecendo na próxima quarta-feira (22). Na semana, também haverá reuniões dos Bancos Centrais da Inglaterra e do Japão.

Às 15h (horário de Brasília) de quarta, o Federal Open Market Committee (Fomc), dos EUA, divulgará a sua decisão de política monetária. A expectativa é de manutenção dos juros em 0% a 0,25%, mas com as atenções se voltando para as sinalizações sobre o ritmo de redução do programa de compra de ativos pela autoridade monetária, que está atualmente na ordem de US$ 120 bilhões por mês.

Na avaliação do BBI, o Fed deve manter sua visão de inflação temporária e que a recuperação econômica não está completa, o que sustenta a expectativa de retirada gradual dos estímulos, que deve começar no final deste ano. A inflação ao consumidor americana veio abaixo do previsto e fortaleceu a visão de que a política seguiria acomodatícia por mais tempo. Na última quinta, porém, as vendas no varejo vieram fortes, recolocando na mesa a hipótese de um aperto mais iminente.

Na sequência do comunicado do Fed, às 15h30, Jerome Powell, presidente da autoridade monetária, falará, o que será observado de forma atenta pelos investidores.

Após o fechamento do mercado, a partir das 18h30, será divulgada a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, que deverá manter o passo e subir a Selic para 6,25%, em 1 ponto percentual. A aposta de uma alta nessa magnitude ganhou força após declarações recentes de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, ao afirmar que a Selic será levada onde necessário, mas que o BC não levará em conta “dados de alta frequência”.

Cabe ressaltar que a curva dos contratos de juros futuros chegou a precificar alta acima de 1,25pp após o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superar as estimativas em agosto e diante da tensão política gerada pelo 7 de setembro.

Sobre inflação, na sexta-feira (24), será divulgado o IPCA-15 de setembro, com estimativa, segundo consenso Bloomberg, de aceleração para 1,03%, no comparativo mensal, e 9,94% no anual. “O IPCA 15 deve apresentar núcleos pressionados, a inflação de alimentos no domicílio seguirá elevada, refletindo pressão no atacado dos meses anteriores e combustíveis seguem como outro foco de pressão”, aponta a equipe de análise econômica do Bradesco.

Na sexta, também serão divulgados pelo Banco Central os dados sobre as contas externas de agosto, enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define a bandeira da energia de outubro.

Antes disso, na segunda-feira (20), será divulgado a segunda prévia de setembro do IGP-M pela Fundação Getulio Vargas (FGV), esse com expectativa de desaceleração, refletindo menor pressão de preços agrícolas e minério de ferro.

No mercado de commodities, os investidores seguem acompanhando o desempenho do minério de ferro, com forte queda na última semana com as medidas de restrição da China ao setor de aço, o que tem afetado as ações de Vale (VALE3) e de siderúrgicas na Bolsa brasileira.

Ainda em destaque no noticiário internacional, na próxima semana, serão divulgados as versões preliminares dos índices PMI da zona do euro e do Reino Unido referentes a setembro, com as publicações se concentrando principalmente na manhã da próxima quinta-feira (23).

IOF, precatórios e Bolsonaro na ONU

Voltando ao noticiário doméstico, as novas alíquotas do IOF anunciadas pelo governo valerão a partir da próxima segunda até 31 de dezembro de 2021. O objetivo é arrecadar R$ 2,14 bilhões para o financiamento do programa, rebatizado de Auxílio Brasil, até o final deste ano. Já segundo o Ministério da Economia, em 2022, a fonte de recursos virá do imposto de renda sobre lucros e dividendos, em discussão no Senado.

“Analistas do mercado viram a opção como mais aceitável do que um estouro do teto, mas ainda assim negativa por realçar a dificuldade fiscal do governo e pelo efeito do imposto maior sobre a atividade. Por outro lado, o aperto no crédito ajuda a consolidar a aposta em manutenção do ritmo dos juros pelo Copom”, destaca análise da Bloomberg.

Os investidores também acompanham os desdobramentos sobre a questão dos precatórios, após a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovar a admissibilidade da Proposto de Emenda à Constituição (PEC) com 32 votos favoráveis e 26 contrários.

O governo defende que o texto seja enviado diretamente para o plenário da Casa, sem passar por comissão especial, disse o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, em entrevista nesta quarta-feira. Já a reforma administrativa terá um terceiro parecer, após novas mudanças. Com isso, a comissão especial adiou a votação da proposta.

Ainda em destaque, na próxima terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro fará discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a partir das 9h.

Na última sexta (17), durante lançamento de projeto ambiental no interior de Minas, o presidente afirmou que levará “verdades” sobre o Brasil durante seu discurso. “Estarei indo à ONU, participando do discurso inicial daquele evento. Teremos verdades, realidade do que é o nosso Brasil e o que nós representamos verdadeiramente para o mundo”, disse.

Noticiário de empresas

Já no noticiário corporativo, Totvs (TOTS3) e Vamos (VAMO3) definem o preço por ação em suas ofertas subsequentes na terça e na quinta, respectivamente. Já acionistas do Grupo HB Saúde se reúnem na quinta para deliberar sobre propostas de aquisição feitas por SulAmérica (SULA11) e Hapvida (HAPV3) pela companhia.

Na segunda-feira, as ações da Cia. Hering (HGTX3) deixam de ser negociadas após aprovação de combinação de negócios com o Grupo Soma (SOMA3). Confira mais destaques do radar corporativo clicando aqui. 

(com Bloomberg)

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Fonte: Infomoney

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