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Demissão de Ramírez. Sádica, e silenciosa, alegria no Palmeiras – Esportes


São Paulo, Brasil


Ninguém afirmará oficialmente.


Jamais.


A resposta oficial será: “não temos nada a ver com as decisões internas de outros clubes”.


Mas conselheiros muito influentes do Palmeiras, ligados umbilicalmente ao presidente Mauricio Galiotte, estão eufóricos.


O motivo vem de Porto Alegre.


A demissão do espanhol Miguel Ángel Ramírez no Internacional. Depois de apenas 101 dias de trabalho, o Internacional mandou embora, sumariamente, o técnico.


O motivo é simples.


Ramírez provocou enorme crise no departamento de futebol do Palmeiras, em outubro do ano passado.


Seguindo a sinalização de que aceitaria trabalhar no Palestra Itália, depois que Vanderlei Luxemburgo foi despachado pelo clube, o gerente Anderson Barros e o vice Paulo Buosi foram ao Equador para contratar o técnico.


Foram no jato particular da dona da Crefisa, Leila Pereira.


Havia a certeza que os três fariam um voo triunfal, com Ramírez se desligando do Independiente del Valle.


Foram três dias de negociação.


Com o presidente Galiotte extremamente nervoso com a negativa do treinador, que preferiu seguir e terminar a disputa do Campeonato Equatoriano, que terminaria em terceiro.


O gerente Anderson Barros ficou na alça de mira. Correu risco de demissão. Depois que a contratação de Ramírez não deu certo, o Palmeiras se decidiu por Abel Ferreira.



Oito meses depois da situação tensa por Ramírez, veio a sua demissão no Internacional.


Aos 36 anos, ele se mostrou muito inexperiente para a rotina puxada no futebol brasileiro.


Com Ramírez, o Inter perdeu o Gaúcho, fez campanha irregular na fase de grupos da Libertadores, com três vitórias, um empate e duas derrotas. O clube começou muito mal o Brasileiro, empatando com o Sport, em casa. E goleado pelo Fortaleza, no Ceará, por 5 a 1.


A gota d’água foi a eliminação ontem da Copa do Brasil. Com a derrota por 3 a 1 para o Vitória, em Porto Alegre, a diretoria do Internacional optou pela demissão.



Foram 22 partidas, com 11 vitórias, sete derrotas e quatro empates.


Todo nervosismo e frustração que dominaram a direção do Palmeiras, com o ‘não’ de Ramírez, se transformaram hoje em alívio.


E a certeza de que a sorte ajudou.


Abel Ferreira se adaptou muito melhor ao futebol brasileiro.


O português não viria se Ramírez tivesse dito ‘sim’.


Hoje é mais um técnico desempregado no mercado.


E que deixou o Inter mergulhado na crise…


Itália joga bem e vence a Turquia por 3 a 0 na abertura da Eurocopa


Fonte: R7

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