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Dívida pública brasileira fecha 2020 acima dos R$ 5 trilhões

BRASÍLIA – Com a necessidade de financiar um rombo recorde nas contas públicas causado pelo enfrentamento da pandemia de covid-19, o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) saltou 4,63% em dezembro e fechou o ano de 2020 em R$ 5,009 trilhões.

De 2019 para 2020, o crescimento foi de R$ 761 bilhões na dívida pública, o maior da série histórica, que começou em 2004. O resultado ficou acima do teto da meta do Tesouro Nacional para a evolução do estoque no ano passado, que ia de R$ 4,6 trilhões a R$ 4,9 trilhões.

Em 2020, o governo precisou se endividar mais para bancar o aumento das despesas para combater a covid-19. A combinação da maior necessidade de financiamento com a aversão ao risco dos investidores, turbinada pela desconfiança em relação à continuidade do processo de ajuste fiscal no Brasil, levou o Tesouro a concentrar boa parte das emissões em títulos de prazo mais curto.

No fim de 2019, o estoque da dívida estava em R$ 4,248 trilhões. A DPF inclui as dívidas interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 4,67% em dezembro e fechou o ano em R$ 4,776 trilhões.

Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 3,79% maior no mês, somando R$ 243,45 bilhões ao fim de 2020.

A fatia dos investidores estrangeiros na dívida pública caiu em 2020, passando de 10,43% no fim de 2019 para 9,24% no fim do ano passado.

O estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros somou R$ 440,52 bilhões em dezembro. No fim de 2019, estava em R$ 425,77 bilhões.

A maior participação no estoque da DPMFi ficou com as instituições financeiras em 2020, com 29,62% ao fim de dezembro do ano passado. Na sequência, os fundos de investimento elevaram a participação para 25,98%. O grupo Previdência passou para 22,65% e as seguradoras para 3,68%.

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Fonte: Terra

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