E-commerce estimula a mudança em galpões logísticos

SÃO PAULO – Em um mercado cada vez mais competitivo para o e-commerce, o preço do produto, que era determinante para a finalização de uma compra online, passa a andar lado a lado com outros fatores, como o valor do frete e o prazo da entrega.

Neste cenário de imediatismo do consumidor, o mercado de logística também precisa se reinventar. Para se aprofundar no tema, o professor do InfoMoney Arthur Vieira de Moraes levou para o programa “Fundos Imobiliários” Ricardo Hirata, gerente de transações da consultoria imobiliária JLL.

Segundo ele, o mercado logístico no Brasil está passando por uma “metamorfose”, com os imóveis deixando de atuar apenas como um meio de campo entre as fábricas e as lojas físicas para servirem, principalmente, como um meio de distribuição direto para o consumidor final.

Hirata cita como exemplo os serviços de assinatura utilizados por marcas como Amazon e Lojas Americanas, em que o cliente paga uma taxa mensal para receber determinados produtos no prazo de um dia útil.

Desta forma, o desafio hoje não é ficar apenas próximo das capitais, mas dentro das cidades, de forma a encurtar o trajeto e o custo até o cliente. “Como é uma necessidade das varejistas, elas têm usado o que têm disponível. Muitas, por exemplo, usam o self-storage, mas, por eles não serem focados para o segmento, acabam cobrando um valor mais alto e são menos eficientes”, diz.

De acordo com Hirata, além do alto custo dos terrenos nas cidades, a grande dificuldade da inserção dos galpões nos centros reside na concorrência com escritórios e com o próprio varejo. Em São Paulo, a busca tem sido por espaços menores, de até mil metros quadrados.

Durante o programa, o executivo da JLL também falou sobre a construção de galpões logísticos de múltiplos andares nos Estados Unidos, de forma a utilizar melhor o espaço e aumentar a rentabilidade para os investidores. Confira a entrevista completa no vídeo acima.

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Fonte: INFOMONEY

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