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Economia chinesa deve mostrar crescimento após paralisações por coronavírus

Estátua de Mao e bandeira da China (Foto: Getty Images)

(Bloomberg) — A economia da China pode ter voltado a crescer no segundo trimestre. Uma série de indicadores que saem na quinta-feira devem confirmar a tendência de expansão enquanto o país lentamente se recupera da crise causada pelo vírus.

A previsão é que o PIB tenha crescido 2,4% nos três meses até junho, de acordo com estimativa mediana de economistas pesquisados pela Bloomberg. O resultado reverteria a queda histórica de 6,8% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado.

A retomada constante do crescimento da economia chinesa será um sinal para o mundo, ainda mergulhado na pandemia, de que o vírus tem como ser controlado e que a produção pode se recuperar. Ao mesmo tempo, a China permanece vulnerável aos efeitos das medidas de contenção que diminuem a demanda em outros países, e a confiança do consumidor doméstico é frágil.

“Desde meados de março, a economia chinesa registra uma retomada impressionante, impulsionada pela demanda reprimida, recuperação da produção, aumento das exportações de produtos médicos e estímulos na China e em outras grandes economias que aumentaram a demanda por bens fabricados na China,” disse em relatório Wang Tao, economista-chefe para China do UBS, em Hong Kong.

A produção industrial provavelmente continuou liderando a recuperação em junho, com salto de 4,8% em relação ao ano anterior, segundo projeções.

O investimento em ativos fixos deve ter registrado queda de 3,3% nos primeiros seis meses do ano, um ritmo muito mais lento do que anteriormente. As vendas no varejo, o elo fraco da frágil recuperação da China, deve crescer pela primeira vez desde a pandemia, com expansão de 0,5% na comparação anual.

No entanto, para os primeiros seis meses do ano, nenhum dos principais indicadores recuperou o nível de junho de 2019, mostrando o quão difícil será sair da profunda crise. O PIB pode mostrar queda de 2,4% na comparação com os primeiros seis meses de 2019.

Recuperação desigual

Embora a recuperação tenha demonstrado a resiliência da segunda maior economia do mundo, a retomada ainda é desigual, impulsionada principalmente pela oferta, e não pela demanda. O crescimento da produção industrial já retornou aos níveis pré-vírus e com a possibilidade de aumentar ainda mais, mas consumidores ainda estão cautelosos em meio aos pequenos surtos no país e queda da renda.

Implicações globais

Como o primeiro país atingido pela pandemia de coronavírus e o primeiro a sair da crise, a recuperação da China ainda implica uma perspectiva mais otimista para o resto do mundo se a pandemia puder ser contida.

A China mostra que o vírus pode ser contido, mas em troca de políticas muito limitadas de mitigação da pandemia, “entre as mais apertadas das grandes economias”, disse Shaun Roache, economista-chefe para Ásia-Pacífico na S&P Global Ratings. “A lição aqui é que a contenção de vírus não é suficiente para gerar uma recuperação rápida e que, talvez, tenhamos que esperar por uma solução médica duradoura para realmente voltar ao normal.”

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Fonte: Infomoney

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