Elas superaram relações abusivas e se tornaram empreendedoras

Evelyn Daisy, Gisele Alexandra e Gleice Cecílio contam suas histórias de superação
Reprodução/Facebook

Um dia ele pediu para você parar de usar aquele batom vermelho. Em outro, disse que você não ficava bem com o vestido que deixa seus ombros à mostra. Depois, você não podia mais sair com a suas amigas. De repente, sem você perceber, ele passou a controlar sua vida. 

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Um relacionamento abusivo não é apenas quando o seu companheiro te agride e você precisa esconder um olho roxo, mas também quando ele começa a anular a sua identidade enquanto ser humano. Sair dessa situação às vezes parece impossível, mas essas três mulheres contam como deram a volta por cima e ainda se tornaram empreendedoras de sucesso.

Elas assumiram o comando 

 

 

 


A vez da terapia

 

 

 

A psicóloga clínica Beatriz Moreira explica como identificar os sintomas de abuso em um relacionamento e conta o que não fazer após o término. Confira:

Como saber que estou vivendo um relacionamento abusivo?

Beatriz Moreira: A melhor maneira de identificar um abuso é quando o sentimento de culpa nos invade. Isso pode acontecer quando priorizamos o nosso desejo em vez do desejo do outro. Mas também há uma imensa dificuldade em lidar com a falta. A pessoa que permanece em uma relação abusiva busca preencher faltas passadas, na expectativa de, assim, encontrar a parte que a preencha. 

Por que demorei tanto para perceber que meu relacionamento era abusivo?

B.M.: Cada pessoa possui o próprio tempo para entender seus processos. Na maioria dos casos, existe uma dificuldade de enxergar a violência. Isso pode ocorrer quando há uma confusão em diferenciar cuidado de abuso ou afeto de violência psicológica. Mulheres negras têm mais dificuldade para saírem de relações abusivas. Por causa do preterimento afetivo, quando encontram alguém, mesmo que seja abusivo, elas assimilam que a solidão acabou.

Quais os próximos passos depois de terminar uma relação abusiva?

B.M.: Nesse momento a mulher se encontra vulnerável, tende a se culpar e a procurar em suas atitudes algo que justifique o fracasso da relação. Normalmente seguem dois rumos: se fecham para relacionamentos novos ou se relacionam o mais rápido possível. Ambos são prejudiciais, o importante é se lembrar sempre dos motivos pelos quais a relação acabou.  Sentimentos de baixa autoestima também estão presentes, por isso é importante fazer psicoterapia. 

Fonte: R7

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