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Em dia de decisão do Copom, taxas de títulos públicos sobem nesta quarta-feira

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Em dia de decisão do rumo das taxas básicas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, os prêmios oferecidos pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam alta na tarde desta quarta-feira (16).

No Brasil, a expectativa, segundo o relatório Focus, do Banco Central, é de que o do Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic no atual patamar, de 2,00% ao ano. A decisão sai hoje por volta das 18h.

“Expectativas bem ancoradas e o elevado hiato do produto corroboram para a manutenção da taxa básica em patamar extraordinariamente estimulativo. Ademais, é imposta cautela à política monetária em virtude da recuperação em curso da economia, das pressões inflacionárias no atacado e da percepção crescente de riscos fiscais”, destaca Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos.

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Os economistas do Morgan Stanley chamam atenção para a extensão do auxílio emergencial até o fim do ano e para o envio ao Congresso do Orçamento de 2021, “basicamente sem espaço para o teto de gastos. Essa incerteza fiscal deve tornar a política monetária mais cautelosa”, avaliam.

Já o BNP Paribas ressalta a importância de olhar para o comunicado pós-reunião, que será chave para guiar as expectativas sobre futuras decisões.

De acordo com uma pesquisa realizada pela XP com gestores de fundos multimercado macro, a Selic deve permanecer no atual patamar por um longo período, com possibilidade de ser elevada novamente apenas a partir do fim de 2021 ou no início de 2022.

Na avaliação de 44% dos consultados, a taxa básica de juros deve subir no primeiro trimestre de 2022 ou depois; 28% projetam a elevação para os últimos três meses de 2021; 16%, para o terceiro trimestre do ano que vem; e 8%, no segundo trimestre de 2021.

Na agenda de indicadores, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 4,34% em setembro, após ter aumentado 2,53% em agosto, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 16.

Mercado hoje

No Tesouro Direto, o título prefixado com vencimento em 2026 pagava uma taxa anual de 6,86%, ante 6,73% a.a. na terça-feira (15). O prêmio oferecido pelo mesmo papel com juros semestrais e prazo em 2031, por sua vez, subia de 7,32% para 7,44% ao ano.

Entre os papéis indexados à inflação, o com juros semestrais e prazo em 2040 pagava uma taxa anual de 3,86%, ante 3,80% a.a. anteriormente. Já o prêmio pago pelo Tesouro IPCA+ 2035 era de 3,88% ao ano, frente 3,82% a.a. no dia anterior.

No câmbio, o dólar operava em queda de 1,4% ante o real, negociado a R$ 5,21, por volta das 15h50.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta quarta-feira (16):

Fonte: Tesouro Direto

Ambiente político

De acordo com o jornal Estado de S.Paulo, após o governo desistir do programa Renda Brasil, a equipe econômica deve focar na desoneração da folha de salários. A intenção da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, é reduzir os custos dos empregadores e impulsionar a geração de empregos.

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No entanto, fontes do governo, segundo O Globo, dizem que a ideia do Renda Brasil não foi totalmente enterrada, porque o presidente ainda deseja deixar sua marca na área social.

Ainda no noticiário nacional, a bancada evangélica no Congresso deve se reunir hoje com o presidente Jair Bolsonaro. O encontro ocorre depois de o presidente ter vetado o perdão às dívidas tributárias das igrejas.

Quadro internacional

Assim como no Brasil, os investidores monitoraram hoje nos Estados Unidos a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do banco central americano, que decidiu pela manutenção dos juros na banda entre 0% e 0,25%.

Além disso, o comitê sinalizou que deve manter os juros perto de zero ao menos até 2023 para ajudar a economia dos EUA a se recuperar da pandemia do coronavírus.

O Fomc apontou ainda que “espera manter essa postura de política monetária até que as expectativas de inflação fiquem bem ancoradas em 2% ao ano”.

Lá fora, os mercados também repercutiram a queda de 14,8% nas exportações do Japão em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, melhor que a queda de 16,1% esperada pelos economistas consultados pela Reuters.

Destaque ainda na potência asiática para a eleição de Yoshihide Suga como primeiro-ministro do país.

Por fim, no noticiário internacional, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a projeção de queda para o Produto Interno Bruto (PIB) global neste ano, de 6% para 4,5%. A entidade também cortou levemente sua expectativa de avanço da economia global, de 5,2% para 5%, em 2021.

Segundo a OCDE, a recuperação deverá desacelerar a partir deste mês e continuar vulnerável a novos surtos de Covid-19. Além disso, a entidade não espera que uma vacina contra a doença esteja amplamente disponível antes do fim do próximo ano.

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Fonte: Infomoney

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