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Em mais um recorde, Kazu se torna o único a jogar em cinco décadas – Esportes

Primeiro preparador físico do mais famoso jogador de futebol do Japão celebra a carreira do profissional: ‘Ele realmente se envolve com o que faz’



Muitas vezes, novas tendências que vêm surgindo para uma sociedade acabam representadas em uma só pessoa. Kazuyoshi Miura, o Kazu, é uma delas. Ele não só ajudou a antecipar a globalização no futebol como a própria ampliação da participação japonesa no Brasil.


Superando desafios e preconceitos, se tornou o primeiro japonês a atuar profissionalmente no Brasil, em 1986. Em 2017, se tornou o jogador profissional mais velho em atividade. E, nesta semana, ao renovar contrato com o Yokohama FC, passou a ser o primeiro jogador a se manter ativo por cinco décadas seguidas.



“Praticamente subimos juntos para o profissional. Eu como preparador e ele como jogador. Em 1986, o então técnico Castilho o aceitou no grupo de profissionais. Já via nele uma condição física privilegiada. Kazu sempre se cuidou”, disse Carlito Macedo, que trabalhou com Kazu no Santos, em 1986.


Nascido em Shizuoka em 26 de fevereiro de 1967, Kazu demonstrou apego pela bola logo cedo. Isso em uma época em que o futebol quase não era praticado no Japão. Sem se importar com as diferenças culturais, se arriscou, ajudado pelo pai empresário, e veio para o Brasil com 15 anos. Nas categorias de base, atuou pelo Juventus, clube ligado à imigração italiana.



E, aos 18, se transferiu para o Santos, para atuar profissionalmente e quebrar barreiras.


“Havia um preconceito em relação aos jogadores do Japão. Hoje isso mudou. Mas naquela época era difícil. E ele soube superar. Tinha, além do esforço, a técnica. E, quando assumiu, o treinador Julio Espinosa, o fez estrear no profissional, contra o Juventus, no Canindé”, lembrou Macedo.


Depois do Santos, Kazu passou por clubes como Palmeiras, XV de Jaú, Matsubara e Coritiba antes de voltar para o Japão no começo dos anos 1990. Atuou pelo Yomiuri/Verdy Kawasaki entre 1990 e 1998.


Kazu também foi pioneiro na seleção japonesa, participando de momentos marcantes, como a quase classificação para a Copa de 1994 e a histórica conquista da vaga para a Copa de 1998, a primeira da qual o Japão participou.


“Continuei mantendo contato com o Kazu, sempre que podia o encontrava. A última vez que o vi foi em 2014, em um evento em Santos. Fiz questão de ir. Trabalhei no Japão e jogamos contra o seu time. Na época em que eu estava trabalhando no Qatar, vi o Japão ser desclassificado no último minuto pelo Iraque, quando estava perto de chegar à sua primeira Copa. Eles ficaram arrasados. Depois do jogo, fui ver o Kazu no hotel, era uma tristeza só. Ele realmente se envolve muito com o que faz”, disse Macedo.


Depois da volta ao seu país, Kazu passou um período emprestado para o italiano Genoa (1994-1995), antes de se transferir para o Croatia Zagreb e, depois retornar novamente para o Japão, para defender o Kyoto Purple Sanga (1999-2000), Vissel Kobe (2001-2005), até chegar ao Yokohama, em 2005, de onde só saiu por um período de empréstimo.


E para quebrar mais um recorde, participando do Mundial de Futsal de 2012 e sendo o jogador mais velho a atuar na modalidade. Ele tinha 45 anos. Já se dizia que, com toda a certeza, ele estava em fim de carreira.


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Fonte: R7

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