Em meio à crise de coronavírus, prefeitura de SP instala pias na cidade

Para conter o avanço do novo coronavírus em São Paulo, a prefeitura deu início nesta quinta-feira, 26, à instalação de pias na região central da cidade. O objetivo da medida é auxiliar na higienização de pessoas em situação de rua, e a instalação ocorreu em locais de grande aglomeração, como Praça da Sé e Largo São Bento. A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) também promete fazer a distribuição de sabonetes.

A prefeitura já havia prometido a instalação das pias no domingo, 22 de março, junto com outras medidas, como a ampliação da rede de acolhimento para pessoas em situação de rua e a implementação de abrigos emergenciais exclusivos para pessoas com a suspeita de estarem com Covid-19.

De acordo com o órgão, também foram intensificadas as abordagens às pessoas em situação de rua. “Na identificação de caso suspeito é realizada uma pesquisa de onde a pessoa em situação de rua dorme e circula, para identificar contatos e possíveis novos suspeitos. A pessoa deverá ser encaminhada à unidade de saúde para atendimento e diagnóstico e, em caso de maior gravidade, o SAMU será acionado”, declarou a gestão Covas.

Enquanto o coronavírus avança no país, já tendo deixado 77 mortos e 2.915 pessoas confirmadamente infectadas, grande parte das mais de 24,3 mil pessoas em situação de rua da cidade de São Paulo não têm onde se abrigar. Dados do último Censo da População em Situação de Rua de São Paulo apontam que apenas 11,7 mil delas dormiram em centros de acolhida em 2019.

O drama também é vivido em outras grandes cidades do país. No Rio, o Sambódromo, que há menos de um mês recebia milhares de pessoas para ver o espetáculo das escolas de samba, poderá ser abrigo para moradores de rua. O Estado fluminense também avalia uma forma de alocar as pessoas em hotéis populares, com o uso de recursos do fundo de combate à pobreza. Os números iniciais apontam para cerca de 400 vagas de hotéis. Outra medida prevê a distribuição de 2 milhões de kits de comida e higiene, só que ainda não sabe como isso será feito. Pensaram em usar algum cadastro social para facilitar a distribuição e evitar aglomerações, mas há muita gente que não está dentro de cadastro nenhum e que vive nas ruas.

Em Brasília, o governo começou a catalogar a população em situação de rua. Esse levantamento terminou na semana passada e identificou, até o momento, 1.851 cidadãos. Os idosos são prioridade. A primeira medida tomada foi verificar a existência de algum vínculo familiar ou comunitário, para que seja feita uma intervenção, com o propósito de que o idoso retorne à família de origem. “Não havendo um lar de referência, a pessoa será encaminhada para uma das cerca de 20 unidades de acolhimento do DF”, informou o governo do Distrito Federal. Um serviço especializado em abordagem social, que realiza o atendimento diretamente nas ruas, tem procurado informar as pessoas sobre os riscos da doença e distribuído máscaras.

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Fonte: PORTAL TERRA – VIDA E ESTILO

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