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escalador cria ONG para tentar corrigir a desigualdade racial na escalada

O escalador norte-americano Kai Lightner criou a Climbing for Change, uma organização sem fins lucrativos que visa corrigir a desigualdade racial na escalada e as incluir na indústria outdoor. Aqui mesmo na Revista Blog de Escalada, um podcast que abordou o assunto de racismo no universo outdoor, além de uma reportagem sobre mulheres afrodescendentes no Everest, tiveram muitas “polêmicas” levantadas.

Analisando o teor dos comentários, observando o tipo de argumento (se existia), ficou nítido que no Brasil, o preconceito racial ainda é algo solidificado. O racismo é o ato de discriminar, isto é, fazer distinção de uma pessoa ou grupo por associar suas características físicas e étnicas a estigmas, estereótipos e preconceitos. Nos comentários deixados no podcast e no artigo sobre mulheres negras teve todas estas intenções citadas.

Pela passionalidade dos comentários, ficou claro que o racismo no Brasil todo mundo sabe que existe, mas ninguém acha que é racista. Nos EUA, como todos devem saber, a questão é tão delicada quanto no território brasileiro, com o agravante que lá há muito mais violência por parte das autoridades.

Climbing for Change

 

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It’s finally here! After having consistent conversations with companies and aspiring allies about diversifying our industry, the consensus was clear; many wanted to create long term change, but few knew how. From volunteering and working with minority outreach programs throughout my career, I knew that many organizations existed that were dedicated to this cause. I didn’t want to create something that overshadowed other voices already doing the work; instead, I wanted to create something that uplifted all of our voices and gave opportunities to up and coming community leaders looking to create change in their own areas. Thus, Climbing for Change was born, an organization dedicated to gathering funds and partnering with businesses to provide funding and opportunities for DEI initiatives across our industry. From scholarship opportunities to facilitating connections, our goal is to assist underserved communities and create a more diverse and inclusive environment in the outdoors. However, this organization is dependent on business partnerships and individual donations to provide opportunities for others. If you are interested in donating, partnering, or learning more about our initiatives, visit our page @climbing4change and check out our website (in the bio). No contribution is too small. Thank you all for joining me on this journey ❤

Uma publicação compartilhada por Kai Lightner (@kailightner) em 3 de Ago, 2020 às 6:02 PDT

Durante este período sem precedentes de grande agitação social, à medida que as pessoas em todo o mundo se posicionam contra o racismo e a discriminação, o escalador norte-americano Kai Lightner decidiu desempenhar um papel de liderança na comunidade de escalada de seu país e na indústria outdoor ao fundar a Climbing for Change.

Como o nome indica, a organização sem fins lucrativos visa abordar a desigualdade racial na escalada e na indústria de atividades outdoor, apoiando programas para aumentar a participação de minorias e tornar a atividade de esportes de natureza um ambiente mais inclusivo. A organização espera criar mudanças a longo prazo, reunindo fundos e fazendo parceria com empresas para fornecer financiamento e oportunidades para iniciativas de diversidade, equidade e inclusão para comunidades carentes

O escalador profissional de 20 anos ganhou fama por seus resultados em competições juvenis, e completou vias difíceis na escalada, como ‘Era Vella’ em Margalef (Espanha) em 2015. A via é graduada em 9a francês (11c brasileiro). Seu desejo de ajudar os outros, em particular os afrodescendentes (chamados de afro-americanos nos EUA), foi incutido nele desde cedo e no início de 2019 decidiu abandonar a escalada competitiva para se dedicar à faculdade e ajudar sua comunidade.

Através de sua conta no Instagram, Lightner afirmou:

“Como um dos poucos afro-americanos no topo do meu esporte, passei toda a minha carreira tentando utilizar minha plataforma para ajudar os outros e ser um exemplo de não permitir que estereótipos e pressões sociais limitem suas possibilidades. No entanto, ultimamente eu tenho tenho me perguntado

‘Que papel posso desempenhar na transformação de nossas comunidades para melhor?’

‘Como posso ajudar a facilitar mudanças de longo prazo?’

No meio de iniciativas de planejamento com meus patrocinadores e diferentes organizações, decidi que queria criar algo maior. Algo que ajude a remover as barreiras para a participação diversificada em nosso esporte outdoor. Algo que ampliará os esforços das empresas que trabalham para a criação de espaços inclusivos em nossa comunidade, algo que fornece uma plataforma para unir os esforços de DEI em toda a nossa indústria e apoiar os líderes comunitários”.

Se você deseja saber mais: climbing4change.org

Formado em Engenharia Civil e Ciências da Computação, começou a escalar em 2001 e escalou no Brasil, Áustria, EUA, Espanha, Argentina e Chile. Já viajou de mochilão pelo Brasil, EUA, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Eslovênia, Itália, Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, Paraguai, Holanda, Alemanha, México e Canadá. Realizou o Caminho de Santiago, percorrendo seus 777 km em 28 dias. Em 2018 foi o único latino-americano a cobrir a estreia da escalada nos Jogos Olímpicos da Juventude e tornou-se o primeiro cronista esportivo sobre escalada do Jornal esportivo Lance! e Rádio Poliesportiva.

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Fonte: R7

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