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Especialistas recomendam o que fazer com lucro do FGTS

Com a distribuição de 100% dos lucros relacionados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o trabalhador que optar por sacar os R$ 500 emergenciais pagos até março e mais os saques aniversários, precisará fazer um planejamento para não se perder com as contas. A nova mudança fará com que os rendimentos do FGTS sejam maiores que o da poupança e os títulos do Tesouro Direito ligados à Selic.

Em seu menor nível em toda a história, a taxa Selic se encontra atualmente na casa dos 6% ao ano. Além disso, é esperado que seu rendimento diminua ainda mais na próxima reunião do Comitê de Politica Monetária (COPOM). A reunião irá acontecer na metade de setembro.

Atualmente, a poupança rende apenas 4,2% ao ano, porcentagem equivalente a 70% da Selic. Entretanto, a expectativa é de que o FGTS encerre 2019 com o rendimento de, aproximadamente, 6,18%.

Lucro Dividido

O FGTS rende 3% ao ano, somado a Taxa Referencial (TR) que se encontra zerada. Além disso, o fundo distribuía 50% dos lucros referentes ao ano anterior desde 2017. Com isso, a metade do lucro obtido pelas contas era dividida entre os cotistas, de acordo com o valor disponível na conta de cada um.

Assim, foram distribuídos R$ 7,2 bilhões entre os trabalhadores em 2017. Esse valor foi advindo dos resultados obtidos em 2016. Já em 2018, a quantia disponibilizada ultrapassou os R$ 6,2 bilhões dos lucros do ano anterior.

Contudo, para este ano, um balanço provisório do FGTS foi feito em 2018 pela Caixa Econômica Federal. Nele, a estatal apontou que o lucro é de, aproximadamente, 12,2 bilhões, valor referente a uma rentabilidade total de 6,18%.

Entretanto, o rendimento superior a 6% não garante que o FGTS irá render essa quantia anualmente, pelo contrário. A tendência é que os lucros sejam cada vez menores nos próximos anos devido a liberação dos saques das contas ativas e inativas. Com isso, o estoque de valores presentes no fundo irão diminuir com os saques autorizados.

Veja também: Caixa irá considerar saldo de 20 dias anteriores ao início do pagamento do FGTS.

Recomendações de Especialistas

Gilberto Braga, professor de finanças do Ibmec, e Ricardo Teixeira, coordenador do MBA de gestão financeira da FGV, recomendar que o trabalhador retire a parcela de R$ 500 para realizar a quitação de dívidas. Entretanto, caso o valor da dívida seja maior que essa quantia, ele poderá utilizar do recurso sacado para negociar melhores condições de pagamento.

Contudo, caso o trabalhador não esteja em débito, ele deverá iniciar a formação de uma reserva de emergência. Assim, o investimento mais indicado para este tipo de reserva são os títulos do Tesouro, rentáveis pela Selic. Com eles, o trabalhador poderá retirar os recursos a qualquer momento, sem perdas a partir do 30º dia.

Mesmo que a taxa de correção da Selic esteja menor que o rendimento do FGTS, o trabalhador deve retirar seu dinheiro, visto que a quantia do FGTS só poderá ser retirada posteriormente em casos específicos. Assim, retirar o dinheiro pode ser positivo para a formação da reserva para emergências.

Além disso, só é recomendado que o cidadão invista a quantia caso já tenha a reserva de emergência. Para isso, é preciso ter a consciência de que o dinheiro deverá ficar parado por um longo período para obter rendimentos altos.


Fonte: Edital Concursos Brasil

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