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EUA vão manter restrições a viagens em meio à variante delta da Covid-19

(Unsplash)

(ANSA) – Os Estados Unidos não vão revogar nenhuma restrição de viagens em vigor “neste momento” em decorrência das preocupações com o aumento no número de casos de Covid-19 e com a contagiosa variante delta.

O anúncio foi feito na segunda-feira (26) por uma autoridade da Casa Branca, citada pela agência Bloomberg, após uma reunião de alto escalão.

O governo de Joe Biden está sob pressão de governos estrangeiros, companhias aéreas e alguns membros do Congresso para aliviar as restrições à entrada de cidadãos do exterior no país. No entanto, a administração democrata reiterou repetidamente que um relaxamento das medidas será decidido somente com base em dados epidemiológicos.

Em coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou que a intenção do governo de Joe Biden é manter as restrições atuais, sem uma expansão por enquanto.

Além disso, ela ressaltou que a variante delta está se espalhando no país e no restante do mundo e, no caso dos Estados Unidos, provocou uma nova onda principalmente contra pessoas não vacinadas.

O aumento nos casos de Covid-19 registrados no país está ocorrendo em um ritmo muito mais rápido do que as ondas pandêmicas anteriores, segundo especialistas americanos.

“No início da pandemia explicamos às pessoas o risco de se infectar se você estivesse em um ambiente fechado, sem máscaras, perto de uma pessoa portadora do vírus por 15 minutos ou mais. Hoje, o equivalente a esse risco com a variante delta é um segundo”, explicou Celine Gounder, especialista em doenças infecciosas de Grossman.

“Por esta razão, precisamos fazer mais para nos proteger, incluindo voltar a usar máscaras se estiver dentro de casa com pessoas de fora do seu círculo”, concluiu Gounder.

Atualmente, os EUA proíbem a entrada de praticamente todos os cidadãos que não são norte-americanos e que estiveram em Reino Unido, Irlanda, China, Índia, África do Sul, Irã, Brasil e nas 26 nações europeias que formam o espaço Schengen nas últimas duas semanas.

As restrições de viagem foram impostas pelo governo democrata pela primeira vez contra a China em janeiro de 2020 para tentar combater a propagação da Covid-19.

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Fonte: Infomoney

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