fbpx

Federação do Rio não aceita. Final do Carioca não será em Brasília – Prisma


São Paulo, Brasil


R$ 696.648.486,09.


Esse seria o custo exorbitante, previsto para absurda reforma de um estádio, que as próprias autoridades sabiam ser um ‘elefante branco’. 


Ou seja, seria um absurdo para impressionar os chefes de estado que viessem para o Brasil acompanhar a Copa do Mundo.


O megalomaníaco plano foi aceito.


E em três anos, de 2010 a 2013, foi feita a festa com o dinheiro público. O que já era inacreditável se tornou repulsivo.


O estádio que foi inaugurado em 1974, para 45.200 pessoas, era um exagero.


Para o pobre futebol de Brasília, com clubes amadores, comandados por políticos e lotados de veteranos.


Primeiro, levava o nome do governador Hélio Prates da Silveira. Mas na década de 80, o mais ingênuo mestre do futebol mundial, foi ‘homenageado’ batizando o estádio: Mané Garrincha.


O governo do Partido dos Trabalhadores estava no auge. Assim como sua ligação com donos de empreiteiras nacionais, soltando foguetes pela construção de arenas modernas para a Copa do Mundo. Eles sabiam que centenas e centenas de milhões de reais estariam à disposição. 


E não se intimidaram.


O custo da reforma do Mané Garrincha pulou de R$ 696.648.486,09 para R$ 1.978.265.062,10. Sim, o custo que já era absurdo, ficou triplicado.


Ainda mais levando em consideração que o futebol de Brasília conseguiu piorar muito desde a década de 70.


E a capacidade saltou para 72.788 pessoas.


Cada centavo foi verificado pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, só em 2017, quando a Copa do Mundo já havia acabado há três anos.


Esses dois bilhões de reais foram dinheiro público.


Desde então o que se viu foram jogos de equipes fraquíssimas de Brasília, que a muito custo, disputam a Quarta Divisão Brasileira.


A saída para ter público é aceitar que empresários aluguem o estádio e levem clubes que, sem pudor, vendam seus mandos.  Com a bênção indecente da CBF.


O custo mensal para a manutenção para a arena gigantesta é de R$ 700 mil.


O dinheiro público do governo do Distrito Federal assumia os custos até que, no dia 4 de fevereiro, a empresa Arena BSB conseguiu o direito de adminstrar o estádio por 35 anos.



Além do ginásio Nilson Nelson e do Complexo Aquático Cláudio Coutinho. Juntos, com o estádio de futebol formam o Arenaplex.


No estádio, a promessa de cobertura total e gramado sintético.


A BSB terá de pagar, para o Distrito Federal, R$ 5 milhões, por ano, e mais 5% do faturamento pelo privilégio.


Só que o estádio parece amaldiçoado.


Quando a empresa se organizava para fazer dinheiro com o estádio, desde vender os naming rights (pobre Garrincha) até trazer shows internacionais, veio a pandemia.


Desde a assinatura do contrato, só houve tempo para dois jogos no estádio. A decisão da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Athletico Paranaense. Público e renda: foram excelentes: 48.009 pessoas, R$ 7.423.000,00.


 O segundo confronto foi entre Capital e Unaí, pelo Campeonato Brasiliense. Sem a presença de público, já por conta do coronavírus.


Todo esse quadro foi exposto para revelar a ideia que partiu do governador de Brasília, Ibaneis Rocha.


Levar a final do Campeonato Carioca de 2020 para Brasília.


O Distrito Federal tem hoje 1.275 casos, com 28 mortes.


O Rio de Janeiro, 8.869 casos registrados e 794 óbitos.



A desculpa é que um hospital de campanha foi montado onde ficava o estádio de atletismo Célio de Barros, ao lado do Maracanã.


Mas no Mané Garrincha também funciona um hospital de campanha, só que em vez de estar no gramado, foi montado no lounge do estádio.


A decisão seria, evidente, sem público. 


O presidente Bolsonaro até provocou.


“Estamos querendo trazer a final do Campeonato Carioca para Brasília.


“Nós vamos ver o Botafogo ser campeão aqui.”


A cúpula da Federação Carioca, Rubens Lopes foi contrário à ideia.


É a Ferj que decide os locais dos jogos.


E esperará a liberação do Maracanã, o que deverá ser igual ao Mané Garrincha, já que o hospital de campanha está montado no Célio de Barros.



Campeonato Carioca tem de ser decidido no Rio, insistem os  dirigentes.


Ou seja, está garantido para o estádio de R$ 2 bilhões, o mais caro da superfaturada Copa do Mundo de 2014, a final do Campeonato Brasiliense, batizado como Candangão.


Quando a pandemia permitir…

Fonte: R7

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!