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Felipe Conceição, do Braga: ‘De que adianta ser favorito se não vencer?’ – Esportes

Thiago Nunes disse que Bragantino é favorito e técnico rebateu: ‘Isso fica a critério de torcida, sabemos o que produzimos e isso ninguém vai apagar’



Os projetos do Red Bull Bragantino são ambiciosos e de longo prazo. O jogo da noite desta quinta-feira (30), contra o Corinthians, pelas quartas de final do Campeonato Paulista pode ser mais um passo desse caminho, que começou com a conquista da Série B em 2019.


Mas o comando do time mudou. Desde janeiro de 2020, saiu Antônio Carlos Zago, que está no Kashima Antlers, do Japão, e assumiu Felipe Conceição. Na troca, o estilo de jogo sofreu alteração. O Bragantino assumiu ainda mais uma postura ofensiva, agressiva e que se impõem na busca por vitória.


Essas características renderam ao Braga a melhor campanha da primeira fase do Estadual, com 23 pontos, e o posto de favorito diante do tricampeão Corinthians, mesmo que Conceição não admita.


“De que adianta ser favorito se não vencermos? Isso fica a critério de torcida e imprensa, sabemos o que produzimos até aqui, e isso ninguém vai apagar, mas temos que continuar produzindo e fazendo por merecer as vitórias”, escapou o técnico em entrevista ao R7.



Sobre o Corinthians, o treinador não vê desvantagem pelo Bragantino enfrentar um time grande. “Vai ser um grande jogo e eu considero um clássico, porque a gente vem jogando como time grande”, afirmou Felipe logo após a definição do adversário nas quartas do Paulistão.


Segredo do sucesso


O time de Bragança se reforçou para a temporada e o técnico fez alterações importantes ao colocar na reserva jogadores fundamentais na campanha do título da Série B, como Claudinho e Uillian Correia.


Para Felipe o diferencial foi que os jogadores compraram sua ideia ofensiva. “Não foi o fato de um ou outro jogador ter ido para o banco que fez com que o time vencesse. Isso é uma construção de todos, dos que se dizem titulares ou não do técnico. Todos acreditaram na proposta feita por mim que sou o técnico. Todos os técnicos, de um modo geral, têm ótimas ideias, a diferença é colocá-las em prática”, disse Conceição.



Parada do futebol


Desde a volta do Estadual, o Bragantino ganhou os dois jogos, mas tem sido acusado pelos outros clubes de ter voltada antes do demais. Na verdade, as atividades voltaram e o Governo de São Paulo pediu que parasse.


A condição dos atletas na volta dos treinos surpreendeu Conceição. “Quatro meses parado é algo sem precedentes no futebol. Mesmo em tempos de férias os jogadores, bem ou mal, estão batendo uma pelada aqui ou acolá e não ficam parados, o que proporciona um melhor retorno. O isolamento fez sim um estrago, mas o atleta consciente fez o dever de casa e de certa forma manteve um mínimo de condição. Veio melhor do que eu esperava.”


Além do preparo físico, o profissionalismo do clube fez com que o time seguisse bem mesmo após a parada. A gestão do clube é considerada moderna e organizada e traz as experiências que tem na Europa para o Brasil. Isso foi possível ver na parada devido à pandemia do novo coronavírus.


“A manutenção do elenco, a estabilidade financeira, a preparação bem feita, o trabalho de todos os departamentos do clube e a aplicação dos atletas são fatores que contribuem muito para o nosso momento”, explicou Felipe Conceição.


O ponto negativo


A partida desta noite acontece no Morumbi, já que a cidade de Bragança ainda não atingiu a fase amarela de retomada das atividades das cidades, condição imposto pelo Governo para ter futebol.



O Bragantino tentou mandar a decisão contra o Corinthians no estádio Nabi Abi Chedid e não conseguiu. O treinador minimizou estar fora de casa.


“Quem não quer jogar em casa? Claro que em casa tudo é melhor, sem dúvida. A cereja deste bolo é justamente a torcida que incentiva, coisa que hoje ninguém tem. Mas, jogando fora de Bragança, o Bragantino tem a virtude de não mudar seu estilo de jogo. Seja contra quem for.”


É com essa confiança que o Bragantino pretende conquistar o segundo título do Paulistão. O primeiro foi 1990 e também tinha no comando um técnico jovem, ofensivo e moderno: Vanderlei Luxemburgo, na época com 38 anos, três a mais do que Felipe Conceição.


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Fonte: R7

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