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Fique por dentro – Concurso Auditor Fiscal do Trabalho: Como iniciar os estudos

“A disciplina é conquistada, resultado dos pequenos esforços diários. Da mesma forma, a recompensa não é só no final com a aprovação, mas também durante a preparação. Quando eu deitava para dormir, depois de horas de estudo, sorria e sentia orgulho de mim mesmo!”

Confira nossa entrevista com Kaio Guilherme Moraes de Aquino, aprovado no concurso SEFAZ DF para o cargo de Auditor Fiscal da Receita do Distrito Federal:

Estratégia Concursos: De onde você é? Qual é sua idade? E sua formação?

Kaio Guilherme Moraes de Aquino: Moro em Brasília-DF, tenho 20 anos e sou formado em tecnologia em gestão financeira (curso superior de 2 anos). Além disso, aproveitei as matérias desse curso para ter a graduação em ciências contábeis, de forma que estou no 6° semestre, com expectativa de ter esse outro diploma no final do ano que vem.

Estratégia: Você chegou a trabalhar na sua profissão? O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Como foi a escolha pela área fiscal? O que pesou mais para você quando teve que definir esse foco de estudo?

Kaio Guilherme: Cheguei a fazer estágio na área de contabilidade, mas não me identifiquei com o trabalho de contador em si. Acho que o serviço de auditor é mais dinâmico e não tem tanto aquela rotina de fazer a mesma coisa todo dia dentro de um escritório. Mas minha decisão de estudar para concursos foi bem cedo. Logo aos 17 anos decidi começar, por influência do meu pai que trabalha de forma autônoma e sempre nos dizia para buscar um emprego mais estável. Já a escolha para área fiscal veio da leitura do livro “como estudar para concursos” do Alexandre Meireles. Nesse livro, ele explica um pouco sobre a carreira de auditor fiscal e evidencia sua aprovação na Receita Federal. Assim, a remuneração e o fato de eu não querer ser policial, como meu irmão e todos os meus primos, foram os motivos da escolha.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Kaio Guilherme: Como disse, comecei a fazer estágio na área de contabilidade, mas foi depois que tinha sido aprovado na primeira fase do concurso da SEFAZ-DF. Logo, conciliei o estágio somente com o estudo para a prova discursiva, o que foi bem tranquilo. Entretanto, antes, conciliava os estudos para concurso com a faculdade, que era no período da manhã e de forma presencial.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Kaio Guilherme: O primeiro concurso que prestei foi para fiscal de tributos de um município, o qual fui aprovado em 1° lugar. Mas não fiz com objetivo de tomar posse, ademais, fui nomeado antes de completar 18 anos. Depois fui aprovado em 8° lugar nas provas objetivas do BRB, mas fui reprovado por não fazer o mínimo na redação (6 pontos). Por fim, tive a felicidade de ser aprovado em 9° na SEFAZ-DF. Destaco que no intervalo até chegar a segunda etapa da SEFAZ, prestei o concurso da Policia Federal com objetivo de analisar meu desempenho na redação. Cheguei a ter a redação corrigida e tirei 12,76 de 13. Ufa! Superei meu trauma da discursiva.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Kaio Guilherme: Claro, meu foco no início era a Receita Federal, então mantinha a disciplina tentando bater a meta de 5 horas líquidas de segunda a sexta e terminar as matérias do ciclo básico da área fiscal.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Kaio Guilherme: Meu irmão mais velho recém-aprovado à época foi quem me indicou.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? O que funcionava melhor para você? Videoaulas, PDFs, livros?

Kaio Guilherme: No início, usei os PDFs para formar minha base. Depois algumas matérias, como português e RLM, estudava só através de questões. No mais, também assistia algumas videoaulas de revisão final quando ia lavar o carro, a louça etc. (risos).

Estratégia: Quantas horas por dia costumava estudar?

Kaio Guilherme: Antes do edital, 5 horas de segunda a sexta.

Após o edital, mantive essa carga horária, mas estudava umas 3 horas no sábado e 3 horas no domingo. Já no último mês antes da prova objetiva, cheguei a fazer 9 horass diárias. Cronometrava por um aplicativo.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? 

Kaio Guilherme: Eu organizava o estudo por meio do ciclo de estudos, em que cada matéria tinha cerca de 1h30. Além disso, imprimia um calendário para anotar as revisões do dia, da semana e do mês seguinte. Não cheguei a fazer resumos, mas fazia algumas anotações nas questões que eu errava ou que eram importantes, isso no próprio site. Já em relação à revisão, num primeiro momento, eu fazia pela releitura dos grifos e das questões marcadas no próprio PDF. Mas depois de fechar uma matéria, revisava praticamente por questões. Por fim, o meu plano de estudos era baseado no edital verticalizado.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Kaio Guilherme: Acredito que não teve uma disciplina específica que tive dificuldade, mas sim alguns assuntos em várias disciplinas. Quando isso acontecia, eu ia atrás das videoaulas. Mas se não fosse algo importante eu só grifava e “deixava pra lá”. Ainda, ressalto que ponderando o custo-benefício, decidi abonar o estudo de direito civil por ser uma matéria grande e que valia poucos pontos para SEFAZ-DF.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Kaio Guilherme: Moro com meus pais e agradeço muito a eles pelo apoio.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Kaio Guilherme: Reservava o final de semana para manter algum tipo de vida social.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Kaio Guilherme: De fato, acho que vale a pena se preparar para outros concursos similares, caso o concurso dos sonhos esteja sem edital na praça. Abandone-o por três meses e tente o outro concurso, não vai ser prejudicial, pode até ser bom. Eu fiz isso e fui aprovado na prova objetiva do BRB. A Sefaz-DF era o concurso dos meus sonhos, posso dizer que aposentei a caneta preta 🙂

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?

Kaio Guilherme: Considero que desde o início, ou seja, 3 anos.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados?

Kaio Guilherme: A sensação foi diferente da que imaginei, apenas fiquei aliviado. Não cheguei a gritar e pular como pensei (risos).

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Kaio Guilherme: Na reta final, eu faço uma revisão geral nas últimas três semanas, com uma/duas matérias por dia até a sexta-feira que antecede a prova. No sábado, fui ao evento de revisão de véspera do Estratégia, mas apenas pra sair de casa.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Kaio Guilherme: Diferente dos outros concursos, na SEFAZ-DF, tivemos mais de um ano para nos prepararmos exclusivamente para a discursiva. Então pude aprender a forma, reforçar o conteúdo e treinar bastante. Eu e um amigo também aprovado, passamos a montar nossos resumos no EVERNOTE, fazer cards no ANKI e corrigir as discursivas um do outro. Deu certo!

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Kaio Guilherme: Meu erro foi não ter aprendido o mínimo de como estruturar uma discursiva. Eu saí da escola sem saber fazer uma redação e só fui perceber isso com a reprovação no BRB. O acerto foi a constância 🙂

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Kaio Guilherme: O mais difícil foi a minha cobrança e a instabilidade emocional. Não foi fácil! Mas não cheguei a querer desistir, porque não tinha muitas opções. Continuei, apesar da incerteza! Porque eu não era como muito aprovados, que tinham certeza que uma hora ia conseguir…

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Kaio Guilherme: Foi a vontade de ter liberdade, ajudar minha família, sair de casa, viajar e ter um trabalho respeitado.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Kaio Guilherme: Aconselho priorizar o processo de estudos e não querer ir atrás de uma fórmula mágica. A disciplina é conquistada, resultado dos pequenos esforços diários. Da mesma forma, a recompensa não é só no final com a aprovação, mas também durante a preparação. Quando eu deitava para dormir, depois de horas de estudo, sorria e sentia orgulho de mim mesmo!

Créditos:

Estratégia Concursos

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