Fique por dentro – sugestões de recurso para Técnico Administrativo

Os especialistas do Estratégia Concursos elaboraram as sugestões de recursos para as provas objetivas do cargo de técnico administrativo do concurso TJDFT.

Lembre-se de que os recursos devem ser individuais e as sugestões abaixo não podem ser copiadas. O prazo para a interposição está disponível na página oficial do certame no site da FGV.

Concurso TJDFT: recurso para Direito Processual Civil

O recurso sugerido cabe à questão exposta na imagem abaixo:

Concurso TJDFT: sugestão de recurso para Direito Processual Civil

A banca apontou a letra E como gabarito, nós indicamos no extraoficial a letra D.

A letra E, ao informar que que haverá intimação da ré, torna a questão incorreta, ou, ao menos, discutível. Primeiro, como não há efeitos infringentes, me parece que seria desnecessário intimar as partes.

Segundo, se fossemos pensar em intimar, ambas deveriam ser informadas, não apenas a parte ré, vez que a prova foi indicada pelo MP na qualidade de fiscal da ordem jurídica. Esses dois fatores, me parecem impedir a assinalação da letra E.

A letra D que apontamos é a “menos pior”, porque o juízo deve avaliar a produção de prova requerida, ele não pode ignorar.

Se o MP requereu e ele simplesmente esqueceu. Deve dar imediato provimento para analisar o cabimento da prova. Não significa dizer que ele irá aceitar a prova do MP, mas deverá enfrentar o tema.

Em linha do que comumente se espera, as partes pedem as provas, o MP (quando fiscal) também. O juiz – SEM NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO DOS DEMAIS ATORES DO PROCESSO – decide se admitirá as provas ou não. Caso sim, serão feitas. Caso não, não serão feitas. O entendimento majoritário é no sentido, inclusive, de que essa decisão pelo indeferimento de provas é irrecorrível, exceto se gerar prejuízo imediato, quando, pela aplicação da teoria da taxatividade mitigada (do STJ), seria passível de recurso de agravo de instrumento.

Como o juízo esqueceu, a partes e/ou MP podem (e devem!) embargar. O juízo simplesmente dá provimento, corrige a omissão e avalia a viabilidade de produção da prova. Não significa dizer que ao dar “imediato provimento” ele vai aceitar ou não a prova. Não precisa também intimar as partes, pois não gera prejuízo imediato ou efeito modificativo no curso da ação. E, se gerar, que o prejudicado utilize
do agravo de instrumento.

Diante disso, ou se anula a questão por ausência de gabarito, ou que seja alterada para manter a letra D, conforme indicamos.

Concurso TJDFT: recurso para Português

O recurso sugerido cabe às questões expostas nas imagens abaixo:

Concurso TJDFT: sugestões de recursos para Português

Gabarito preliminar: letra B

De acordo com o gabarito preliminar, o segmento que vem depois dos dois pontos é uma enumeração dos poderes da imaginação. Quando se utiliza o artigo “os” antes de “poderes” (“de + os poderes”), entende-se que todos os poderes da imaginação foram enumerados (listados).

No entanto, o próprio texto deixa claro que fazer “a beleza, a justiça e a felicidade” são apenas os maiores poderes do mundo (a imaginação não tem apenas os maiores, e sim todos). Logo, trata-se apenas de exemplos.

Enumerar, de acordo com a gramática de Fernando Pestana, é fazer uma lista especificada, uma relação metódica de algo, e não apenas exemplificar, o que se confirma em diversos exemplos presentes na Moderna Gramática Portuguesa (Bechara) e na Novíssima Gramática da Língua Portuguesa (Cegalla).

Portanto, a afirmação mais adequada no que tange à segunda parte é a de que ela mostra o esclarecimento sobre como atua a imaginação. ‘Esclarecer’ é explicar, é dizer ‘o que é’. O trecho que se segue aos dois pontos faz exatamente isso: explica que poderes são esses (o poder de fazer). O “como atua” está diretamente relacionado ao verbo “fazer”: ela faz a beleza, (faz) a justiça […].

Ante a fundamentação acima, solicita-se a ALTERAÇÃO do gabarito para a letra A.

Concurso TJDFT: sugestões de recursos para Português

Gabarito preliminar: letra B

De acordo com o gabarito preliminar, o texto critica a neutralidade como posição inútil diante dos fatos.

Há dois problemas em se afirmar isso: (i) o texto não traz nenhuma crítica direcionada à neutralidade, apenas nega que a justiça se baseia em ser neutro; e (ii) tratar a neutralidade como ‘posição inútil’ extrapola o escopo do texto; não há pressuposto textual que nos permita afirmar tal coisa.

A alternativa mais adequada é, portanto, a letra E. “Mostrar” é um verbo comumente empregado pela FGV para indicar inferência. Logo, havendo pressuposto textual para determinada afirmação, o item estará certo.

No final do texto, quando lemos “sustentá-lo, onde quer se ele se encontre, contra o errado”, podemos depreender, pela própria semântica do verbo ‘sustentar’, que há dificuldades na defesa do certo contra o errado. Justiça não é apenas descobrir o certo e sustentá-lo.

Ante a fundamentação acima, solicita-se a ALTERAÇÃO do gabarito para a letra E.

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