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Função Sintática – Português para Concursos Públicos

Aprenda Português para concursos públicos, compreenda o tema “Função Sintática” e, assim, vá do zero ao topo e conquiste sua sonhada aprovação!

Semana Especial de Português

No mês de agosto, ocorreu um evento incrível no Estratégia Concursos: a Semana Especial de Português, transmitida diretamente do canal do Estratégia no Youtube.

Durante o evento, que foi de segunda-feira (17/08) à sexta-feira (21/08), os professores Adriana Figueiredo, Felipe Luccas, Janaína Arruda e Suellen Borges transmitiram diversas aulas da disciplina de Português, a fim de levar os alunos “do zero ao topo”, na preparação para concursos públicos.

Nesse sentido, traremos, neste artigo, um resumo da transmissão realizada no dia 18/08, em que o professor Felipe Luccas abordou, de forma clara e didática, o tema “Função Sintática”.

Trata-se de um assunto muito cobrado em provas de concurso, o que exige dos alunos uma boa compreensão, além da memorização das principais regras relacionadas ao tema.

Deixaremos abaixo o vídeo, para você que quer assistir integralmente à aula:

Função Sintática – Português para Concursos

SINTAXE, FUNÇÃO SINTÁTICA E OUTROS CONCEITOS

Primeiramente, é importante esclarecermos alguns conceitos. Para iniciar, deve ser compreendido que, dentro de uma oração, cada palavra pode exercer uma diferente função sintática, ou seja, pode ser sujeito, predicativo, objeto direto, etc.

Nesse sentido, a sintaxe é justamente o estudo da relação entre as palavras dentro de uma mesma frase, oração ou período. Mas qual a diferença entre eles?

Frase: é qualquer enunciado que tenha sentido completo. Assim, embora ela possa ser representada por uma unidade mínima, como uma só palavra, ela sempre transmite a mensagem completa pretendida pelo seu autor. Ex.: “Fogo!”, Bom dia!”, “Perdeu!”.

Oração: é a frase construída em torno de um verbo, ou seja, trata-se de um enunciado que contém um verbo (ou uma locução verbal). Ex.: “Isto é um assalto!”

Período: é uma unidade que pode ter uma ou mais orações. Assim, chamamos de “período simples” aquele que possui apenas uma oração. Por outro lado, chamamos de “período composto” aquele que apresenta mais de uma oração. Ex.: “O tempo passa, mas nada acontece”. Nesse exemplo, é possível identificar um período composto, formado por duas orações.

Nesse sentido, vale dizer que, em regra, contamos o número de orações pelo número de verbos. Porém, há exceções, como o caso das orações verbais.

Por fim, cabe dizer que o período pode ser composto por coordenação (quando as orações são independentes entre si, isto é, coordenadas) ou por subordinação (quando há relação de subordinação entre elas).

Ex.: “O tempo passa, mas nada acontece”. → Nesse período, o “mas” é uma conjunção coordenativa adversativa, que introduz uma oração coordenada adversativa”. Já o período “Se eu pudesse, viajaria” é composto por subordinação, já que há uma conjunção subordinativa adversativa condicional.

ANÁLISE MORFOLÓGICA x ANÁLISE SINTÁTICA

Além disso, outra diferenciação importante a ser feita é a relacionada aos diferentes tipos de análise que podem ser feitas sobre as palavras de uma frase ou oração. Assim, qual seria a diferença entre análise morfológica e análise sintática?

Primeiramente, vale esclarecer que morfologia é o estudo das classes de palavras: verbo, pronome, substantivo, artigo, etc. Por sua vez, a função sintática indica o sujeito, o predicado, o complemento, isto é, a função de uma palavra em uma frase.

Assim, perceba o seguinte exemplo: “O menino comprou uma moto”.

Na análise morfológica, “uma” é artigo e “moto” é substantivo. Por outro lado, a expressão “uma moto”, em uma análise sintática, é o complemento do verbo “comprar”. Portanto, é um objeto direto. Além disso, cabe dizer que essa mesma estrutura (“uma moto”), em outra frase, pode ter outra função sintática. Ex.: “Uma moto leva o menino ao trabalho”. Nesse caso, trata-se do sujeito.

No decorrer do artigo, traremos algumas explicações mais detalhadas sobre isso. Por ora, basta que você compreenda os conceitos apresentados até então.

Ordem direta da oração

Além disso, é importante que você saiba que a estrutura básica de uma oração é formada pela seguinte ordem: sujeito + verbo + complemento (+ adjuntos). Trata-se da ordem direta da oração.

Ex.: “Eu comprei uma bicicleta semana passada.”

Porém, saiba que essa ordem é apenas um guia, isto é, não significa que é preciso sempre haver todos os elementos. Há orações que não têm sujeito; verbos que não possuem complemento; orações sem adjunto, etc.

Além disso, saiba que alguns termos podem aparecer em forma oracional. É possível, inclusive, haver uma oração dentro da cada posição.

Ex.¹: “Nós gostamos de que nos respeitem em nossa casa.” → Neste caso, “de que nos respeitem” é um termo oracional. Se fosse substituído por “de respeito”, o complemento passaria a ser nominal.

Ex.²: “O aluno que estuda muito gosta de concursos que são difíceis, porque estes nivelam por cima.” → Neste caso, há 3 orações no período.

Assim, compreendido isto, passaremos, agora, a estudar cada função sintática.

FUNÇÃO SINTÁTICA: SUJEITO

O sujeito é o ser sobre o qual você declara alguma coisa. Nesse sentido, na prática, ele permanece diretamente ligado ao verbo por uma relação de concordância.

Além disso, é importante dizer que o sujeito pode ser simples (aquele que possui apenas um núcleo) ou composto (aquele que possui mais de um). Atenção: não se trata de mais de uma palavra, mas sim de mais de um núcleo.

Em “As duas meninas britânicas fumam”, há 2 núcleos. Os núcleos são o elemento central da expressão, isto é, são eles que recebem os determinantes. Podem ser pronome, numeral, verbo (quando o sujeito estiver em forma de oração), etc.

Sujeito oculto / elíptico / desinencial

É o sujeito que permanece subentendido. Assim, é sempre possível identificá-lo pelo contexto.

Ex.: “Encontramos mamãe.” → Quem encontrou? Nós. A desinência de número e pessoa revela o sujeito.

Sujeito indeterminado

Trata-se do sujeito que não pode ser identificado pelo contexto ou pela terminação do verbo, embora ele exista na oração.

Ex.¹: “Roubaram meu carro nesta madrugada.” → Verbo na terceira pessoa do plural sem agente explícito.

Ex.²: “Precisa-se de médicos.” → O “se”, neste caso, trata-se de uma partícula indeterminadora do sujeito.

Dica: quando houver uma estrutura com verbo transitivo indireto, verbo intransitivo ou verbo de ligação, mais a partícula “se”, trata-se de uma estrutura de sujeito indeterminado.

Sujeito oracional

É um sujeito formado por uma estrutura verbal.

Ex.¹: “Convém estudar esta matéria.”

Ex.²: “É importante que ele estude.”

Ex.³: “Espera-se contratar mais gente.” → Neste caso, identifica-se a presença da voz passiva.

Oração sem sujeito

Primeiramente, cabe dizer que o sujeito é o termo essencial de uma oração, juntamente do predicado. Assim, quando se tira o sujeito, tudo o que resta é o predicado. Ocorre que, em alguns casos, o sujeito é inexistente: são as orações sem sujeito, aquelas que apresentam verbos impessoais e indicam noções como tempo, aspectos climáticos e fenômenos da natureza. Nesse sentido, por se tratarem de ações espontâneas, não há sujeito.

Ex.¹: “Choveu / trovejou / nevou muito ontem.”

Ex.²: “Parecia cedo, mas estava escuro.”

Ex.³: “É uma hora da manhã.”

Como não existe sujeito, não há como fazer concordância. Por isso, os verbos impessoais ficam sem flexão de número, na forma neutra, na terceira pessoa do singular.

FUNÇÃO SINTÁTICA: OBJETO DIRETO

A partir de agora, falaremos sobre complementos verbais. São termos integrantes, obrigatórios pela regência dos verbos.

Inicialmente, cabe dizer que o objeto direto é o complemento de um verbo transitivo que não exige preposição (verbo transitivo direto).

Nesse sentido, para quem não lembra, chamamos de verbos “transitivos” aqueles que exigem complemento. No caso do objeto direto, trata-se de complemento sem preposição.

Ex.: “Comprei uma moto.”

Saiba que é muito comum que os pronomes tenham função de substituir os termos não preposicionados. Nesse caso, eles ocupam a posição de objeto direto.

Ex.: “A compra a irritou.”

Além disso, cabe dizer que o objeto direto pode ser um pronome, um substantivo, um numeral, ou inclusive uma oração.

Ex.: “Espero passar logo no concurso.”

Objeto Direto Pleonástico

O objeto direto pode aparecer, por motivo de realce, ênfase, de forma duplicada, na forma de um pronome. Nesse caso, chamamos esse objeto direto de pleonástico.

Ex.¹: “Essa moto, comprei-a na promoção.”

Ex.²: “Aqueles problemas, já os resolvi.”

Ex.³: “Que você era capaz, eu já o sabia.”

Objeto Direto Interno / Intrínseco / Cognato

Termos cognatos são aqueles que pertencem a uma mesma família de palavras. O objeto direto interno / cognato é aquele que divide, com o verbo, a origem da palavra, o sentido, e até o mesmo radical.

Ex.¹: “Eu vivi uma vida de grandes desafios.”

Ex.²: “Choveu aquela chuvinha dele.”

Ex.³: “Depois da prova, dormi um sono tranquilo.”

Perceba que o verbo e o objeto têm o mesmo sentido. Traz uma redundância estilística.

Objeto Direto Preposicionado

Parece uma nomenclatura contraditória, já que o objeto direto, por definição, não tem preposição. Ocorre que, nesse caso, a preposição que vemos na oração não tem relação com o verbo: ela é acrescentada por motivo de clareza, de ênfase ou pela forma do complemento. Assim, a definição de objeto de direto como “complemento de um verbo que não pede preposição” se mantém.

Ex.¹: “Admiro Ricardo como a um pai.” → Nesse caso, a preposição auxilia na interpretação da frase, já que, assim, é possível compreender o sentido pretendido pelo locutor: que ela admira Ricardo como se ele fosse seu pai. Quem esclarece isso é a preposição, utilizada para eliminar ambiguidades.

Ex.²: “Como chefe, não aprova nem a mim nem a ti.” → “Aprovar” é verbo transitivo direto, mas, por aparecer na forma de um pronome oblíquo tônico, a utilização da preposição torna-se obrigatória.

Ex.³: “Pai e mãe condenam-se uns aos outros.” → “Condenar” é verbo transitivo direto, mas a estrutura de reciprocidade exige a preposição.

Outros casos de Objetos Diretos Preposicionados

Objeto Direto que faz reverência a entidades e a pessoas: preposição utilizada facultativamente por motivo de ênfase.

Ex.: “Amava a Deus acima de tudo.”

Objeto Direto Preposicionado Partitivo: muda o sentido da oração, pela presença da preposição.

Ex.: “Eu comi do seu bolo.” → É diferente de dizer “Eu comi o seu bolo”.

Menções honrosas: preposição acrescentada apenas para enfatizar.

Ex.: fazer com que ele estude; puxar da faca; pegar pelo braço, etc.

FUNÇÃO SINTÁTICA: OBJETO INDIRETO

É o complemento verbal que tem uma preposição obrigatória, em razão da regência do verbo.

Ex.¹: “Preciso de mais tempo.”

Ex.²: “Ele se referiu à menina de branco.”

Ex.³: “Dei-lhe um diamante de presente.”

OBS: o pronome que substitui o objeto indireto é o LHE.

Ex.: “A mãe duvidava de que ela fosse capaz.” → Objeto indireto oracional.

Objeto Indireto Pleonástico

Assim como explicado a respeito do Objeto Direto Pleonástico, o ocorre, neste caso, é que o objeto indireto aparece de forma duplicada, como um pronome, por motivo de realce/ênfase.

Ex.¹: “Às violetas, não lhes poupei água”.

Ex.²: “Aos meus amigos, dou-lhes tudo que posso.”

FUNÇÃO SINTÁTICA: PREDICATIVO

O predicativo é o termo que atribui um predicado a outro. Predicado é algum tipo de qualidade (atribuição de característica, estado, condição…). O predicativo pode atribuir característica ao sujeito ou ao objeto.

Ex.¹: “Ela continuava pomposa, mesmo na miséria.” → “Pomposa” é predicativo do sujeito “ela”. O verbo “continuava” é verbo de ligação. Recebe esse nome porque liga o sujeito à sua característica.

Ex.²: “Lá em casa, somos quatro.” → “Quatro” é predicativo na forma de numeral.

Ex.³: “É necessário que estudemos mais.” → “Necessário” é predicativo de um sujeito oracional.

Atenção: o verbo de ligação garante a existência de um predicativo. Mas nem todo predicativo do sujeito vem com um verbo de ligação.

Ex.: “A menina acordou [Verbo Intransitivo] doente [Predicativo] e chegou [Verbo Intransitivo] atrasada [Predicativo] na aula.”

Predicativo do objeto direto

Tudo o que foi explicado sobre o predicativo se aplica aqui. Porém, neste caso, o termo que recebe a caracterização não é mais o sujeito, mas sim o objeto direto.

Ex.¹: “Considerei fácil o tema da redação.”

Ex.²: “O conselho elegeu Paulo presidente.”

Predicativo do objeto indireto

Embora apareça raramente nos enunciados, existe também o predicativo do objeto indireto. O caso mais relevante é o do verbo “chamar”.

Ex.: “Chamei ao polícia (de) corrupto.” → O verbo “chamar”, aqui, tem sentido de nomear / xingar. A caracterização feita acerca do político é o predicativo do objeto indireto. Assim, o desafio dessa regência é não achar que o “de corrupto” se trata de objeto direto: na verdade, é predicativo.

Dessa forma, finalizamos esse resumo da transmissão da aula sobre Função Sintática. Lembre-se de revisar essas dicas e de fazer muitos exercícios, para, enfim, alcançar a sua tão sonhada aprovação!

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Fonte: Google News

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